Life Cycles

CURITIBA (still wet) Curte Mountain Bike e belas imagens? Então não deixe de ver o filme Life Cycles. Entre outras coisas, o filme mostra uma trilha de Mountain Bike durante as quatro estações do ano. A insistência por mostrar a trilha durante todas as estações fez com que o filme levasse sete anos para ficar pronto. A sempre boa Wired fez uma interessante reportagem que pode ser lida aqui

Filmado perto de Vancouver/Canada, o filme é um show de imagens e está disponível no site do filme, na iTunes store (não na Brasileira) e também em algum torrent perto de você. Have fun :)

 

 

Pedal Solo

CURITIBA (a horse with no name) Depois de uma semana meio tensa em função da fase final da construção da nossa casa (fase final que insiste em não acabar…) consegui livrar um pedaço da tarde pra fazer um pedalzinho. Uma boa forma de arejar as ideias.

Saí de casa com tempo bom e meio sem destino. Acabei indo até a estrada da Sereia em Campo Largo onde encontrei um belo Maple, árvore símbolo do Canadá, todo imponente com suas folhas vermelhas. Sinal do inverno que se aproxima. Um belo contraste com o verde.

Desci a estrada da Sereia e resolvi explorar umas estradinhas novas. Do lado de cá da represa do Rio Verde até a Roça Velha tem vários trechos planos muito bom de se pedalar.

No meio do caminho o tempo virou e começou a chover. Esperei um pouco em baixo de uma árvore e sob o olhar atento de dois cavalos brancos mas não teve jeito. Voltei pra casa em baixo de chuva.

Baterias recarregadas para aguentar mais umas doses de stress com a minha construção!

Sangue

CURITIBA (sobrevivi) Confesso que não gosto de doar sangue. Tenho medo, passo mal, etc.. Mas como nosso próximo pedal (com selo oDois) só vai quem doar sangue, não tive muita escolha. Tá certo que eu estava procrastinando.

Nessa semana, porém, recebi uma mensagem no facebook pedindo doação de sangue para o pequeno Noah, uma garotinho que está lutando contra a leucemia.  A história dele está sendo narrada aqui.

Aproveitei a ocasião e fui ao Banco de Sangue do Hospital Nossa Senhora das Graças. O local não me traz boas recordações pois foi lá que minha mãe passou seus piores dias antes de nos deixar. Anyway, a doação foi rapidinha e desta vez não passei mal. Passaporte carimbado para o pedal. Melhoraras ao baixinho!

E se você ainda não doou, aproveite e passe lá. Não custa nada e você ainda pode ser convidado pra pedalar mais de 100km com 2000m de altimetria :)

 

 

Tosco Tomando Vinho

MONTREAL (packing) O negócio é aproveitar os preços descentes e a boa variedade de Cahors que a gente encontra por aqui. Aqui vão alguns para o catálogo do tosco.

O primeiro da semana foi o Chateau St Didier-Parnac 2010. Foi uma recomendação do rapaz da loja de vinhos. Talvez seja algum problema com essa safra, mas não estava aquelas coisas. Tomamos no Khyber Pass acompanhado de um maravilhoso carneiro, como sempre. O vinho não estava na altura do prato. Daria uma GGG para ele.

O segundo da série é um velho conhecido, o Clos la Coutale. A foto é do ano passado mas o vinho é o mesmo. Inclusive a safra, 2009 (GGGG1/2). Tomamos no Le P’tit Plateau, um pequeno bistro Francês com meia duzia de mesas.

Pra acompanhar um salmão defumado que comi como entrada é perfeito. Alias, recomendo fortemente esse restaurante. Mas faça reserva.

E pra fechar a semana, um Comte du André. Uma grata surpresa com um preço bem acessível por aqui (GGGG). Casou perfeito com a macarronada preparada pelo Chef Eduardo (meu ex-aluno).

 

O Pau Comeu

MONTREAL (almost done) Ontem saí pra jantar com alguns amigos e como a temperatura estava agradável (cerca de 5C) resolvi fazer uma caminhada solitária de volta pra casa. Logo na saída do restaurante observamos um movimento anormal de policiais, helicóptero da polícia sobrevoando a cidade, etc. Ficamos ali conjecturando sobre o que poderia ser aquilo e cada um seguiu seu caminho.

Meu trajeto tinha cerca de 3km por uma das principais ruas do centro de Montreal, a Saint Catherine. Passeio agradável relembrando minha época de estudante e andarilho até que dou de cara com uma passeata.

O que está acontecendo aqui é que o governo provincial quer aumentar as taxas de escolaridade das universidades. Para se ter uma ideia, hoje um curso de engenharia, para um cidadão quebecois, custa na faixa de uns CAD 2500/ano. Ou seja, quase de graça, quando comparado com outras províncias do país, e até mesmo se compararmos com universidades particulares Brasileiras.  Estrangeiros e canadenses de outras províncias pagam mais caro se quiserem estudar aqui.

E esse baixo custo da anuidade é motivo de orgulho para os quebecois. Afinal de contas, educação pública de qualidade é que vai continuar gerando a massa pagadora de impostos de amanhã. E como aqui a população não é de deixar barato, os estudantes entraram em greve e foram pra rua. Aqui tem mais informações sobre o impasse.

Voltando a passeata de ontem, esta foi mais uma manifestação organizada pelos alunos. E eu, que caminha tranquilamente pela rua pensando no passado, de repente me vi no meio da massa. Como não consegui andar no sentido contrário, resolvi ficar parado no lado da rua e esperar o povo passar. Mas como vândalos acéfalos não são exclusividade Brasileira, alguns imbecis resolveram quebrar vitrines e carros estacionados. Então a polícia que observava tudo de longe entrou na parada e o pau comeu. Bombas de efeito moral e gás lacrimogênio foram arremessadas para perto de onde eu estava. Aí foi aquela correria. Meu olhos começaram a arder e não tive muito o que fazer a não ser correr com a multidão.

Consegui escapar ileso e resolvi correr pra casa antes que me prendessem por engano. Mas tudo isso pra dizer que estou com inveja deles. Nós Brasileiros, talvez por comodismo, talvez porque já perderam a capacidade de se indignar, vemos tudo passivamente. Somos sacaneados, roubados e desrespeitados sempre que precisamos de um serviço público e fazemos o que?

Nossas universidade são sucateadas e pessimamente administradas. Gasta-se muito dinheiro com uma burocracia que tende ao infinito. Consequência disso são salas de aula de merda, laboratórios ultrapassados e banheiros que fedem e sem papel higiênico. Acho que temos que começar a cobrar anuidade. Será que alguém vai se opor?

 

Siri

MONTREAL (frio, vento e chuva) Tive meu telefone confiscado pela Marisa e portanto precisei comprar um novo para mim. Fiz um upgrade então para o iPhone 4S, que tem algumas  coisinhas a mais que meu antigo iPhone 4, entre elas um processador mais rápido e uma câmera melhor (agora de 8MP) . Tem também a Siri, uma assistente pessoal/virtual.

Tem muita gente descendo a lenha na coitada da Siri. Uns reclamam que elas não entende direito, outros que ela é surda, e por aí vai. Reclamações a parte, esse recurso é uma coisa fenomenal e que carrega consigo anos e anos de pesquisa em reconhecimento de voz (uma das primeiras aplicações de reconhecimento de padrões) e processamento de linguagem natural.

Não tenha dúvida que esse vai ser o futuro dos dispositivos moveis e que daqui alguns anos vamos estar falando com aquele ar saudosista de como a primeira versão da Siri era uma bosta, que só entendia Inglês, etc…

Bem, apesar da Siri não falar Português (ainda) já dá pra se divertir com ela. Quer saber a previsão do tempo pra amanhã? Basta perguntar. Entre aspas a minha fala.

Digitar no teclado virtual do iPhone nunca foi uma maravilha. Pra isso a Siri é super útil. Agora que eu já informei minha secretária que sou casado com a Marisa, basta dizer “text my wife…” que ela envia a mensagem.

O que ainda não funciona no Canada e provavelmente não deve funcionar no Brasil é a integração com os mapas e GPS. Aqueles videos da Apple pedindo para a Siri encontrar um restaurante por perto não funcionam. E não adianta ficar bravo.

E como o meu Inglês com sotaque de Brasileiro não é aquelas coisas, a coitada as vezes não entende o que eu falo. Por exemplo, eu disse que estava a fim de comida italiana (italian food). O que será que ela tá pensando de mim? O cara quer spinal fluid?! What the fuck Luiz.

Restaurante Nova Polska

CURITIBA (a horse with no name) Sabe aquele lugar que você sempre passa na frente e pensa: tenho que vir aqui. Então, no meu quintal ciclístico, o município de Campo Magro, tem um restaurante típico polonês, o Nova Polska, que estava no meus planos já fazia um bom tempo. Esse fim de semana fomos convidados por alguns amigos para almoçar lá. Acho que se dependesse de mim, eu ia acabar esquecendo. Enfim…

A casa onde fica o restaurante foi totalmente restaurada. É uma típica casa de polaco com uma parede de cada cor e mais uns cinco cores diferentes no teto.

O cardápio polonês tem o famoso pierogi (como não podia deixar de ser), kluski (um nhocão recheado), bigos (o melhor prato), carne de porco, saladas, sopas (incluindo a famosa sopa de beterraba – que eu esqueci o nome) e sobremesas simples. Um bifezão no melhor estilo all you can eat. 

Agora, se você tem criança, esse é o lugar pra você comer bem e ficar batendo papo com os amigos tranquilamente enquanto as crianças se divertem com as diversas atividades que o restaurante oferece: passeio de carroça, trator, pedalinho, cavalos, etc..

É diversão garantida para a criançada criada em apartamentos e condomínios fechados. A Isabela curtiu bastante o passeio a cavalo, com direito a capacete e tudo.

O restaurante cobra R$ 30 por pessoa (criança para a metade). Todas as atividades (exceto o passeio a cavalo – 5 pila por 10 minutos) estão inclusas no preço. Se decidir ir no domingo, faça reserva. No momento em que escrevo esse post o site do restaurante está fora do ar. Mas você pode encontrar mais informações úteis aqui.

Dexter’s Wall

SÃO PAULO (chocolates a vista) Finalmente a casa está ficando com cara de casa. Eu gostei do mosaico que a Marisa escolhei pro lavabo. Ficou parecido com a parede da cozinha do Dexter Morgan, o simpático serial killer do seriado americano Dexter. E não foi pura coincidência.

 

Volubilis

LISBOA (that’s it) E par fechar o tour pelo norte africano, fui conhecer Volubilis, um dos sítios arqueológicos mais belos do Marrocos, declarado patrimônio mundial da UNESCO em 1997. Reza a lenda que o povoado berbere (os habitantes originais do Marrocos) foi conquistado por Calígula em 45dc que fez do local o posto avançado mais remoto do império romano.

O sítio arqueológico tem cerca de 5000m2 e apesar dos séculos ainda dá pra observar claramente a alameda principal ligada por dois arcos.

O mais imponente é o arco triunfal, construído em 217dc em homenagem ao imperador Caracala e sua mãe.

Também chama a atenção a Basílica, que tem uma das duas paredes quase inteiras, o que nos dá plena noção do tamanho e imponência do prédio.

Outra coisa que resistiu ao tempo foram os mosaicos presentes em várias casas. Um mais bonito que o outro e todos em excelente estado de conservação, considerando que são do século 3.

Por volta de 786 Volubilis declinou pois o manda chuva da época (Moulay Ismail) resolveu construir sua capital em Meknes e por isso saqueou todo o mármore da cidade. Mais ou menos o que aconteceu com o Coliseu em Roma depois que proibiram as lutas de MMA, digo, de gladiadores.

A cidade virou ruinas de vez depois do terremoto de 1755, aquele que destruiu Lisboa. Em 1915 os franceses, que dominavam o pedaço, começaram as escavações no local e grande parte do que se vê hoje foi encontrado naquela época. Mais tarde o trabalho exploratório continuou com equipes inglesas da Universidade College London.

Tá aí uma coisa que eu nem imaginava encontrar no Marrocos. Vale a visita. Na saída do local tem uma bodega que vende…. adivinha o que?  Chá de Menta! Como estava meio frio, me rendi a um chazinho quente.