Geyser del Tatio

CURITIBA (powered by strong coffee) No nosso último dia de Atacama fomos visitar o que talvez seja o destino mais badalado da região, o Geyser del Tatio. Deixamos esse passeio para o último dia para casar com o horário do nosso voo de volta. Levantamos as 3h e saímos da pousada por volta das 4h. O complexo Tatio Mallku fica a aproximadamente  90km de San Pedro e a 4320m de altitude. O caminho é um show a parte que pode ser melhor apreciado na volta.

O movimento pela sinuosa estrada é bastante grande, pois de acordo com o guia entre as 6h e 7h da manhã é o melhor horário para apreciar o espetáculo da natureza

A altitude é uma preocupação para os guias. Os mais cuidadosos andam com alguns pequenos cilindros de oxigênio. Para nossa sorte, no nosso grupo ninguém teve problemas com a altitude, o famoso mal de puna.

A temperatura por volta das 7h beira os -6C. Um macete para se manter aquecido é ficar perto do vapor e com os pés próximos aos riachos de água quente, a qual é expelida pelos Geysers a uma temperatura de cerca de 85C.

Parte dessa água vai para uma piscina natural a qual é frequentada pelos mais corajosos. Não é recomendado que você fique mais que 15 minutos nessa água pois ela contem uma série de minerais que causam irritação na pela. Era a desculpa que eu precisava pra não entrar!

O campo de El Tatio é o terceiro maior do mundo e o mais alto. Para os Atacameños é um lugar sagrado e estando lá em cima é fácil entender o por que. Agora, não vá esperando ver jatos de 10 metros de altura. Isso não acontece em El Tatio, apesar de muitos guias e agências de viagem insistirem nessa falácia. A altura média é de cerca de 80cm. Abaixo um videozinho com a atividade de um dos muitos Geysers do parque.

Na descida todas as caravanas de turistas param em Machuca, um povoado que fica a uns 3000m de altitude e que segundo nosso sincero guia é coisa pra Inglês ver. O suposto churrasquinho de Lhama só leva carne de Lhama no nome. A carne é na realidade de boi paraguaio. Palavras dele.

De qualquer forma, o Geyser del Tatio é certamente mais um dos destinos obrigatórios para quem está no Atacama.

Lagunas Cejas e Tebenquiche

SAN PEDRO DE ATACAMA (powered by Pisco) Tá aí uma coisa que eu não tinha imaginado que encontraríamos nessa viagem. Um pedaçinho de Mar Morto. A Laguna Cejas (ou Cejar), que fica dentro do Salar do Atacama, tem uma grande concentração de sal e lítio o que torna a água bastante densa. Isso faz com que a gente flutue com extrema facilidade.  Mesmo aqueles que não sabem nadar se arriscam nas águas profundas, cerca de 30m, da lagoa.

Ainda dentro do Salar está a Laguna Tebenquiche, que nessa época do ano está bastante vazia. Esse esvaziamento proporciona um espetáculo a parte de cores no por do sol e também nos dá a chance de caminhar por quase toda a lagoa.

Mais uma atração que não deve ser perdida quando você visitar o Atacama.

Salar do Atacama e Lagunas

San Pedro do Atacama (powered by Austral) Outro destino imperdível no Atacama é o Salar do Atacama. Com uma área de 3mil metros quadrados é o terceiro maior salar do mundo e está numa depressão geológica entre as cordilheiras Domeyko e dos Andes.  Por estar ao lado do deserto, os ventos carregam muita areia e deixam o lago salgado com uma coloração mais acinzentada.

Além da beleza natural, o salar é muito explorado economicamente pois uma das matérias primas extraídas dele é o Carbonato de Lítio (Li2Co3), usado pra se fazer baterias. Nosso politizado guia fez um longo discurso sobre a exploração aparentemente sem controle do salar e os grandes impactos ambientais visíveis a olho nu. O maior deles é o esvaziamento das lagoas, habitat natural dos elegantes Flamingos.

Tomamos um bom café da manhã na companhia dos Flamingos e depois subimos a montanha para visitar as lagoas altiplanas, que ficam encravadas entre os vulcões a 4230m. A estrada que sobe a cordilheira é um espetáculo a parte.

Até 3200m ela é asfaltada e depois vira estradão de chão onde você tem que dividir caminho com as lhamas do alto da montanha.

As lagoas de água azul são dignas de cartão postal. Reza a lenda que existia uma única lagoa a qual foi dividida em duas pela erupção de um vulcão. A maior é a laguna Miscanti com 15km2.

A menor é a laguna Miñiques com 1.5km2 mas não menos bela.


 

Valle de la Luna

San Pedro de Atacama (powered by Kunstmann) Certamente algo diferente de tudo que eu já tinha visto até então. O Valle de la Luna ostenta uma incrível paisagem lunar com diferentes formações rochosas, cavernas, dunas e um anfiteatro natural. Segundo Juan, nosso divertido guia, o Pink Floyd um dia ainda vai tocar lá.

É difícil explicar esse lugar. Só vendo mesmo. Então fica a dica, se passar por aqui não perca o Valle de la Luna.

Puraká de Quitor

San Pedro de Atacama (hot) Aproveitando a manhã livre de hoje, eu e a Isabela fizemos um trekking de 8km para conhecer a Puraká de Quitor. As purakás são fortalezas pré-incas do norte do Chile construídas entre 1000 e 1450dc. O caminho de San Pedro até Quitor se dá por uma estradinha que margeia o Rio San Pedro (quase seco nessa época do ano). Além do rio, o tempo todo tivemos a companhia dos vulcões do Vale da Morte.

As purakás tiveram seu papel de defesa até 1450, quando os Incas dominaram a região e incorporaram as purakás ao Camino del Inca, uma via de 6 mil km que percorria todo o Império.

Uma trilha leva até o alto da fortaleza de onde é possível observar o que seriam as acomodações das famílias, as quais podiam ser circulares ou quadradas com paredes de pedra ou pedra com lama.

La de cima também se tem uma bela vista do desfiladeiro do Rio San Pedro. A visita ao parque custa 3000 dinheiros Chilenos para adultos e 1000 para os niños.

San Pedro de Atacama

San Pedro de Atacama (powered by Royal Guard beer) Chegamos ontem em San Pedro do Atacama (2436m), a graciosa cidade que funciona de base pra quem vai explorar os incríveis destaques naturais da região.

Seguindo algumas dicas daqui e dali, comprei trecho aéreo Santiago-Calama no site da Lan Chile. O detalhe é que você tem que entrar na versão chilena do site para ter acesso aos preços mais interessantes. O trecho de ida e volta ficou por R$ 300.

Com base em alguns blogs e reviews que encontrei na web escolhi a pousada Don Raul. Troquei uma série de emails com eles e reservei um quarto com banheiro. Com eles também contratei o transfer de Calama para San Pedro (cerca de 1h de carro) e ainda alguns dos principais passeios. É bom contratar os passeios com antecedência caso contrário você corre o risco de não encontrar vaga nos dias que você tem disponibilidade.

Um pessoal da organização do rally Dacar estava hospedado aqui também.

Como estamos no meio do deserto, não vá esperando nada muito sofisticado. Os quarto são simples e pequenos mas bem ajeitadinhos. As pessoas da pousada são super atenciosas e de uma simpatia impar. O preço inclui um café da manhã honesto.

A pousada fica na principal rua da cidade, a Caracoles. Se trata de uma rua de chão batido cheio de pequenos restaurantes e lojas de artesanato. A apenas uma quadra da Caracoles está a bela praça (plaza) da cidade, toda arborizada  e construções com paredes brancas. Um belo convite pra sentar e tomar uma cerveja gelada, não?

 

 

Montanha Acima

SANTIAGO (powered by Malbec) Pra fugir um pouco do calor de Santiago resolvemos subir os Andes. Fomos até o Valle Nevado, a famosa estação de ski Chilena. No verão a estação é aberta para diversos esportes outdoor, como por exemplo, trekking e mountain biking. Quem quiser cavalgar, também pode. Os caras alugam os cavalos.

O trajeto de Santiago até o Valle Nevado é muito bonito e igualmente sinuoso. São pouco mais de 70km e 2500m de subida. Lá em cima a altitude é de 3000m e a temperatura estava casa dos 10C (com uma sensação térmica bem baixa em função do vento).

Enquanto a Marisa vasculhava a lojinha da estação eu parti com a Isabela para um pequeno trekking. Subimos por uma das pistas de ski sempre acompanhados por alguns grandes pássaros. Uma placa informava que por alí existem cerca de 600 espécies de pássaros.

Depois de subir até uns 3150m a Isabela reclamou que estava cansada e com alguma dificuldade de respirar. Paramos para recuperar o fôlego e voltamos morro abaixo. O mané aqui as vezes esquece que a baixinha tem apenas 8 anos!

Chegando na lojinha, descobrimos que lift do ski estava funcionado e que poderíamos subir até 3300m.

Subimos lá, tiramos algumas fotos, caminhamos um pouco e depois descemos para tomar um café bem quente para aquecer a alma, pois o vento estava congelante.

Certamente é um passeio que vale a pena, principalmente se você gosta de montanha e trekking. Da próxima vez eu trago minha bike pra descer os Andes pedalando!

Hoje o post foi inspirado por um bom Malbec indicado pelo rapaz da loja de vinho. Eu diria que ele tem bom gosto (GGGG)

Valparaiso e Viña del Mar

SANTIAGO (powered by Chardonnay) Domingão de sol e resolvemos ir conhecer a praia dos Santiaganos (é isso mesmo?). Depois de 100km de estrada e CLP 4600 de pedágio (cerca de 16 reais !!) chega-se a Valparaiso. A cidade foi fundada em 1543 e até o século 19 era o principal porto do pacífico. Depois da inauguração do canal do Panamá a cidade entrou em decadência.

A parte que vale a pena da cidade fica morro acima e a melhor maneira de se chegar lá é pegando um dos vários funiculares. Todos são muito velhos e mal cuidados. Quanto a manutenção eu não sei…

Subimos no funicular que nos deixou no Cerro Alegre. Ruas com casas coloridas, lojinhas de artesanato e alguns cafés estão espalhados por todos os cantos.

Caminando um pouco mais chegamos ao Cerro Concepcion. A paisagem não muda muito, a não ser pelo fato de que várias ruas estão em reforma. Falando em reforma, a impressão que dá é que tudo isso poderia ser muito mais atrativo se fosse melhor cuidado. Atualmente se vê muito lixo e mato crescendo pelas ruas.

Saindo dalí fomos passear na vizinha Viña del Mar. A elite Valparisiana ocupou a área de Viña del Mar por causa de um grande terremoto que atingiu Valparaiso nos idos de 1906. Trata-se de um baneário cheio de veranistas procurando um lugar ao sol, ou seja, um inferno.

Mas nem tudo é desgraça no balneário. O museu de Arqueologia e História Francisco Fonck tem um dos poucos Moais (foto abaixo) existentes na parte continental do país. Se quiser ver mais alguns desses de perto você vai ter que ir para a Ilha de Páscoa.

Como eu tinha previsto começamos a tomar as garrafas adquiridas na Concha y Toro. Com o calor que está fazendo, nada mais apropriado do que um Chardonnay geladinho. Hoje foi essa garrafa de Marques de Casa Concha 2010 (GGGGG).

 

Visita a Concha y Toro

SANTIAGO (powered by Cabernet Sauvignon) Outra coisa legal aqui em Santiago, pra quem gosta de vinho, é claro, é a possibilidade de visitar algumas vinículas. Aí você vai dizer, viu uma viu todas. É mais ou menos verdade, mas as histórias que você ouve são sempre diferentes e sempre tem uma degustação no fim!

Pois bem, fomos visitar a maior e mais conhecida vinícula Chilena, a Concha y Toro. Segundo nosso divertido guia, a segunda maior do mundo em área plantada e a primeira a ter ações na bolsa de NY. O tour custa 8 mil dinheiros Chilenos e dá direito a provar dois vinhos. Você ainda ganha a taça. Vamos ver se ela chega em casa intacta!

DICA: Dá pra ir de Metro+Onibus ou taxi, mas a viagem é longa. O melhor é alugar um carro. Coordenadas GPS S 33.63547 W 70.57322

O tour começa mostrando a casinha do fundador, Don Melchor Concha y Toro, e depois segue para um passeio nas plantações de uva. Alí eles cultivam 38 diferentes cepas. Não que utilizem todas para fazer seus vinhos, mas o P&D deles é uma coisa que parece funcionar.

Depois seguimos para a primeira degustação, um Chardonnay geladinho que até a Marisa que não é lá de beber aprovou.

Depois a visita segue para o famoso Casillero del Diablo. Segundo o guia, nos primórdios da vinícula, Don Mechor estava sendo constantemente roubado. De saco cheio, ele  espalhou pela região que sua adega era morada do Diabo. Não sei se só isso resolveu ou se ele contratou uma empresa de alarme monitorado, mas o fato é que o nome pegou e hoje é o rótulo mais conhecido e exportado da marca.

La dentro centenas de barris de carvalho Francês e Americano, que custam a bagatela de US$ 10000, envelhecendo centenas de milhares de garrafas de vinho que amanhã estarão no mercado. Para a maioria do mundo a preço aceitáveis, para nós Brasileiros, a preço exorbitantes.

O tour acaba com a degustação de um tinto que no nosso caso foi um Cabernet Sauvignon 2009 Gran Reserva Serie Riberas (GGGG1/2).

Antes de ir embora, tem a loja. Lá você pode comprar souvernirs e é claro, vinhos. Eu garanti algumas garrafas diferentes que certamente vou tomar antes de chegar em casa!

 

Morro Acima

SANTIAGO (powered by Santa Carolina Carmenère) Fomos visitar duas das principais atrações de Santiago, o Parque Metropolitano de Santiago e o Cerro Santa Lucía. Em comum, as duas ficam no alto de um morro.

O Parque Metropolitano abriga o Cerro San Cristóban (talvez o ponto mais visitado de cidade) e o Zoologico de Santiago. A subida é bem forte e bastante frequentada por ciclistas. Como estamos de férias, pegamos o funicular. A primeira parada foi no zoológico onde a Isabela exerceu todos os seus dotes fotográficos. Acho que todos os bichos foram devidamente fotografados.

Como o zoologico fica na encosta do morro, o passeio requer um certo preparo físico. São escadas e mais escadas para visitar todos os animais.

A segunda parada foi no alto do morro de onde se tem um vista privilegiada da cidade. Ao lado tem uma estátua da Virgem a qual pode ser vista de quase todo o centro da cidade. Reza a lenda que a estátua foi doada pela França em 1904. Alias, esses Franceses gostam de doar estátuas. A outra famosa é a estátua da liberdade, doada aos americanos em 1886.

Lá em cima do morro tem um teleférico que cruza o parque. Para nossa frustração,  estava fechado para reforma.

A segunda atração morro acima é o Cerro Santa Lucía. Nesse não tem funicular! Lá em cima tem o Castelo Hidalgo erguido em 1814, a plaza Neptune e uma minúscula capela onde está enterrado o prefeito que idealizou e implementou o parque.

Enquanto escrevo degusto um excelente Carmenère Santa Carolina (Barrica Selection), o qual recomendo fortemente (GGGG1/2). Mais informações aqui.