Cadê a Estrada?

By Luiz, 30/01/2010 6:02 pm

CURITIBA (como choveu) Depois de um mês longe de casa eu já estava sentindo saudades de um bom pedal. Durante a semana organizamos  um pedal pra esse sábado, mas pra ser sincero não estava muito crente que a coisa ia acontecer em função da chuvarada. Pois bem, saiu. Encontrei o Renatão no passeio público e o Stulzer e o Matheus no Barigui e rumamos pra Canelinha. Nossa idéia era ir até o bar do Paulo e daí decidir o roteiro da volta.

Logo de largada vimos o Barigui completamente alagado, como a muito tempo eu não via.

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Pedalzinho fluiu bem até o bar da Canelinha. Quando estavamos saindo dali pra pegar a estrada da Serrinha fomos avisados que existiam algumas barreiras na pista em função das chuvas. Não demos muita bola e seguimos nosso pedal.

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De repente um “FODEU” foi disparado! Talvez por mim mesmo, não lembro. Já tinhamos passado alguns deslizamentos, mas nada muito grande. Esse foi o primeiro mais sério, mas não o pior. Muita lama, mas seguimos viagem. Voltar estava fora de cogitação.

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Fomos seguindo e logo depois de uma curva, cadê a estrada? Simplesmente foi levada pelo barranco que veio abaixo. Da próxima vez é bom levar um fação, ou melhor uma motoserra.

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Eu estava contando o número de deslizamentos, mas perdi a conta. Nosso “down-hill”  da serrinha foi pro espaço. Quando chegamos no fim da descida, cadê a estrada de volta? O rio levou.

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Resolvemos voltar pois fomos avisados por um motoqueiro que tinhamos que dar uma volta pra chegar no Bar do Paulo. Aí foi só ladeira acima até chegar perto de campo magro onde paramos pra almoçar e dar um refresco pro joelho do Matheus.

Voltamos pra Curitiba pelo asfalto e adivinhem? A estrada foi embora!

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Essa foi mais fácil de contornar. A polícia já estava providenciando um retorno ao lado. Em resumo, um pedal muito divertido com muita lama. Stulzer, da próxima vez vê antes se tem estrada pra gente pedalar :)

Atualização 22:10: Percurso e altimetria disponíveis aqui

Impacto das Férias

By Luiz, 28/01/2010 10:40 pm

CURITIBA (correndo atrás) Essa semana voltei as minhas corridas depois de um mês parado. Começei com 5km na segunda, um pedalzinho leve na terça e 9km na quarta. Hoje em função do dilúvio que caiu aqui quando eu estava pensando em ir dar uma pedalada, resolvi ficar em casa.

Como gosto de números e gráficos resolvi colocar meu monitor cardíaco pra  mostrar graficamente o impacto das férias sedentárias. O gráfico abaixo é de uma corridinha de manutenção de 1h10′ num ritmo de 5′25”/km realizada em novembro/2009. Como dá pra ver, meus batimentos sempre ficavam na zona 3, ou seja, abaixo dos 90% da minha frequência cardíaca máxima. Como hipertenso, essa é uma zona de conforto, na qual eu corria tranquilamente 20km no ano passado.

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Na quarta marquei com o Mildo uma corridinha no São Lourenço. Fizemos uma corrida de 9km num ritmo bem tranquilo, na faixa de 5′45”/km, mas meus batimentos sairam da zona 3 logo depois dos 10 minutos iniciais e ficaram namorando os 100% da minha frequência cardíaca. Como é fácil perder a forma adquirida durante ao longo do ano!

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Vamos ver quanto tempo vou precisar pra me recuperar das férias. Semana que vem volto as planilhas da Elenise.

Em Resumo

By Luiz, 27/01/2010 12:06 am

CURITIBA (finito) Várias pessoas me perguntaram o que eu achei de Portugal. Aqui vão algumas conclusões baseadas no que eu vi e vivi durante meus dias de trabalho por lá:

1) Come-se extremamente bem. Excelente comida por um preço razoável. É claro que é caro se você converte para BRL, mas é o melhor custo benefício de todos que eu conheci na Europa. Os restaurantes que servem peixe grelhado em Matosinhos são sensacionais.

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2) Único lugar que eu encontrei guardador de carro na Europa. Coisa chata!

3) Pessoas simpáticas e que na maior parte dos casos te tratam muito bem. Em geral adoram o Brasil.

4) Relativamente seguro. Não fiquei com medo de andar em nenhum lugar, tanto a pé quanto de metrô ou ônibus.

5) Pedágios caríssimos. O mais caro que eu paguei na Europa. As estradas não chegam aos pés das Alemãs, entretanto.

6) Vinho bom e relativamente barato. Vinhos alentejanos foram uma grata surpresa.

7) Vinho do Porto a vontade. Não é meu tipo de vinho predileto, mas aprendi a gostar um pouco mais dele.

8 ) Muitos prédios antigos abandonados que na maioria das vezes causam uma tremenda má impressão.

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Em resumo, pela comida, pelo vinho e pelos Portugueses, vale a pena a visista.

Do Outro Lado do Rio

By Luiz, 21/01/2010 12:33 pm

PORTO (quase no fim) Ontem no final da tarde fomos conhecer a região das caves de vinho do Porto, as quais ficam do outro lado do rio Douro. Na verdade, do outro lado do rio fica a cidade de Vila Nova de Gaia, ou seja, as caves de vinho do porto não ficam na cidade do Porto.

Existem várias caves que fazem visitas guiadas. Por indicação de alguns amigos fomos visitar a que tem a melhor visita, a cave Ferreira.

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A visita é bastante instrutiva, mas diferentemente de visitar uma destilaria na Escócia onde é possível acompanhar todo  o processo de produção de um single malt, aqui a única coisa que vemos são barris e toneis onde os vinhos ficam envelhecendo.

A produção é toda feita na região do Douro e o vinho é então transportado para essas caves para envelhercer e ser vendido. Por força da lei, para se chamar vinho do Porto, o vinho deve ser produzido na região do Douro. Algumas das coisas que aprendi na visita.

1) O vinho do Porto mais comum não envelhece depois de engarrafado. Se você tem um guardado por muito tempo (como eu tenho) provavelmente ele já perdeu em qualidade.  Talvez você possa usá-lo como vinagre.

2) Os vinhos mais caros e de qualidade muito superior, como os “Vintage”, podem ser guardados por mais tempo. Mas custam muito caro.

3) Os “Vintage”  devem ser tomados em um ou dois dias. Já os vinhos mais comuns como o Ruby e o Tawny podem ser consumidos em até seis meses. Quatro meses para o Tawny e seis para o Ruby.

4) A diferença entre o Ruby e o Tawny é que o Ruby e envelhecido em toneis gigantes como este da foto abaixo. Um tonel deste tem capacidade para até 70 mil litros de vinho. Ou seja, devido ao enorme tamanho do tonel, o vinho tem pouco contato com a madeira (carvalho) e consequentemente tem um envelhecimento mais “pobre”

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Já os Tawnys são envelhecidos em barris de carvalho menores e em geral por mais tempo. Isso dá uma coloração mais clara ao vinho e um sabor melhor. O preço também é um pouco mais elevado, mas eu diria que nesse caso o custo compensa, pois se trata de um vinho bem mais elaborado.

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5) Os vinhos do Porto com excessão das garrafas datadas são uma mistura de vinhos. Se você compra um vinho de 10 anos, quer dizer que está tomando uma mistura de vinhos de 8 a 15 anos que na média ponderada tem 10 anos. É mais ou menos como o whisky blended.

6) Alguns vinhos são extremamente doces. Para produzir esse tipo de vinho eles interrompem a fermentação logo no primeiro dia o que faz com que todos os açucares sejam mantidos. Esses são os vinhos prediletos das mulheres. No caso da Ferreira, o vinho das mulheres se chama Lágrima. Já para a produção dos outros vinhos, a fermentação dura em torno de 3 a 4 dias, quando então é adicionada uma aguardente de 70% ao vinho.

No final da visita temos direito a uma degustação de um branco e um tinto e como não poderia deixar de ser, uma visita a loja oficial da cave, com preços de turista. Isabela também provou o Lágrima da Ferreira.

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Saímos de lá por volta das 7h e já estava escuro. Legal para apreciar a vista das cidades do Porto e Vila Nova de Gaia de cima da ponte.

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O Velho e o Novo

By Luiz, 18/01/2010 12:02 pm

PORTO (ao trabalho) Esse domingo fomos conhecer uma outra cidade próxima do Porto. Amarante é uma cidadezinha com cerca de 10 mil habitantes que ganhou visibilidade após a chegada de São Gonçalo, por volta de 1180. São Gonçalo teria construído a ponte que hoje é cartão postal da cidade.

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Mas uma coisa interessante em Amarante é a disponibilidade de internet Wifi pública. Note na foto abaixo o equipamento fixado no poste. Esse equipamento fica ao lado da igreja e um teste que eu tive que fazer foi verificar se o mesmo funciona de dentro da igreja. Batata! Se o sermão do padre estiver muito chato, você pode botar seus emails em dia, discretamente, é claro! Santa Internet.

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Braga e Guimarães

By Luiz, 16/01/2010 8:14 pm

PORTO (chuva de novo) Hoje, em baixo de chuva, fomos conhecer as cidades de Braga e Guimarães, as duas principais cidades da região do Minho. A cidade de Braga não tem muitos atrativos ainda mais com o tempo chuvoso. Achamos um restaurante muito simpático no qual fomos atendidos muito bem pelo proprietário. Bacalhau, pescada e lulas grelhadas combinaram muito bem com o tempo chuvoso.

Ao lado da cidade de Braga fica o espetacular santuário de Bom Jesus do Monte, construído em 1722. Não é por acaso que esta foi a foto escolhida para ilustrar a capa do Guia Visual da Folha de São São Paulo (edição Brasileira dos bons guias visuais da DK).

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Não muito distante de Braga fica a simpática Guimarães, a cidade histórica mais bem conservada em Portugal. Essa cidade, situada entre colinas, é considerada o berço da nação Portuguesa. O centro de Guimarães com suas ruas estreitas são perfeitas para um passeio a pé.

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Outros pontos que valem a pena uma visita são o Castelo de São Miguel, construído no século 10 para deter os ataques dos mouros e o Paço dos Duques, construído no século 15 pelo duque de Bragança. Este último, ficou abandonado por um bom tempo, mas foi totalmente restaurado a partir de 1933. Hoje abriga um pequeno museu.

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Tosco Tomando Vinho

By Luiz, 16/01/2010 8:10 pm

PORTO (do alentejo) Nessa primeira semana aqui, os vinhos escolhidos para os tradicionais queijos&vinhos noturnos foram os vinhos do Alentejo. Ao contrário dos vinhos do Douro e do Dão, os vinhos do Alentejo não são tão badalados, mas segundo um Portuga entendido, esses vinhos foram os que deram o maior salto de qualidade na última década. Como estamos aqui pra experimentar, esses foram alguns Alentejanos que provei. Todos bons, com uma ligeira vantagem para o Monte das Servas.

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Outra coisa que aprendi aqui, é que os vinhos com o rótulo “vinho regional” são em geral melhores do que os “DOC (Denominação de Origem Controlada)”

Tosco Tomando Vinho

By Luiz, 16/01/2010 8:47 am

PORTO (…do Porto) Não tive muito tempo de conhecer a cidade ainda mas vou resolvendo esse problema aos poucos. Um lugar muito interessante aqui pra quem gosta de vinho é o Solar do Vinho do Porto. Trata-se de um bar que conta com mais de 150 tipos diferentes de vinho do Porto para degustação.

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O local é muito agradável e tem uma vista privilegiada do rio Douro.

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Até a Marisa que não bebe degustou um Porto “very sweet” que eles tinha na carta de vinhos. Foi o suficiente para sair trançando as pernas.

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Eu experimentei dois vinhos diferentes, ambos sugestões do simpático senhor que nos atendeu. O primeiro foi um Burmester e o segundo um Ramos Pinto. Ambos muito bons e acompanhado do tradicional Queijo da Serra ficaram ainda melhores!

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A quantidade de vinhos disponíveis na bar me dão a leve impressão que deverei voltar lá antes de ir embora.

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Grafo da Música

By Luiz, 13/01/2010 5:02 pm

PORTO (chove chuva, chove sem parar) Falando um pouco de trabalho, durante essas duas semanas estou trabalhando no INESC-Porto (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores) do Porto, em Portugal. Se trata de um projeto de colaboração acadêmica que envolve a UFPR, PUCPR, e o INESC-Porto. O tema de estudo é a classificação automática de gêneros musicais.

Meu contato aqui é o Fabien, pesquisador Francês radicado em Portugal que trabalha com computação musical. Uma coisa bacana feita por um dos alunos dele é uma representação gráfica para a visualização da base do LastFM. O software se chama RAMA (Relational Artist Maps).

Começe escolhendo um artista e a profundidade do grafo. O sistema vai desenhar um grafo de relacionamentos com todos os rótulos da base LastFM. É uma forma bastante amigável de encontrar artistas similares aqueles que você gosta (ou não). Acesse aqui e have fun!

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Tuneis

By Luiz, 09/01/2010 7:04 pm

ZURICH (por de baixo da terra) Se você gosta tuneis rodoviários, a Suiça é lugar que você tem que conhecer e dirigir. Saindo de Zurich, não importa qual seja o seu destino, você vai passar por diversos túneis. Alguns mais curtos, outros mais longos, alguns mais antigos, outros mais modernos.

O mais longo que eu cruzei foi no caminho de Interlaken e tinha cerca de 6km mas existem algums com mais de 10km. O fato é que os caras tem uma infra-estrutura rodoviária de tirar o chapéu!

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E a gente querendo que nossa querida cidade de primeiro mundo tenha pelo menos dois ou três míseros túneis de 50m na linha verde :(

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