Perdidos e Castelhanos

FOZ DO IGUAÇU (quase lá) Semana que vem estamos partindo para nosso pedal nos Alpes Franceses. Meu treinos foram prejudicados em função da viagem para o Alaska e de diversas viagens para Foz do Iguaçu. Mas não parei totalmente. Tentei fazer uma subida dupla da serra (cerca de 1500m de altimetria) uma vez por semana. Graças ao feriado de Corpus Christi consegui fazer uma montanha que estava na minha lista de treino pré Alpes, o morro dos Perdidos. De quebra fizemos a subida do Castelhanos também.

O percurso com pouco mais de 30km tem uma boa altimetria. Começa com 770m e vai a 1419m (até o topo do Morro dos Perdidos). Depois desce tudo até ponte do Rio São João (270m) para então voltar aos mesmos 770m do ponto de partida. Isso tudo totaliza mais de 1418m de subidas acumuladas, com diversos trechos com gradientes acima dos 15 graus. Ou seja, um excelente treino de subida. O video do Relive.com mostra bem a altimetria do trecho

O sol querendo aparecer…

Alaska

LOS ANGELES (conexões…) A maior cidade do Alaska é Anchorage, mas não se engane. A cidade tem poucos atrativos. Ok, tem várias micro-cervejarias. Mas os grandes atrativos do Alaska estão nas suas belezas naturais. Para quem gosta de atividades ao ar livre, o Alaska é um prato cheio. Nessa época do ano, o clima é agradável, com temperatura na casa dos 12C e com dias extremamente longos. A foto abaixo eu tirei as 23:50h da janela do hotel. E por volta das 5h da manhã o dia já está clareando.

Para conhecer um pouco mais desse fim de mundo, alugamos um carro e fomos visitar o sul do Alaska. A  Alaska #1, estrada que leva ao Sul, parece um cartão postal. Montanhas cobertas de neve e água em todas as direções. Dá pra dirigir por horas sem notar o tempo passar.

Nossa primeira parada foi em Wittier. A organização da conferência conseguiu um bom desconto com a empresa que faz o passeio das 26 geleiras e resolvemos aproveitar a oportunidade. Afinal de contas, não devo voltar para o Alaska tão cedo.

O passeio de barco que passa por diversas geleiras dura cerca de 5h. O barco é super-confortável e navega por águas calmas o tempo topo. Algumas geleiras impressionam pelo tamanho, mas também pelo rapidez que estão diminuindo. As marcações feitas ano a ano corroboram a preocupação dos ambientalistas.

Mais ao sul de Wittier, seguindo pela Alaska #9, está Seward. Antes de Seward, porém, demos uma passada no Kenai Fjjords National Park para ver algumas outras geleiras e fazer um trekking em algumas das muitas trilhas do parque. Infelizmente o tempo não ajudou muito. Uma garoa chata nos acompanhou por todo o percurso.

Fjord National Park – Exit Glacier

Finalmente, chegamos em Seward. A cidade que serve como base para que vai explorar o parque nacional não tem grandes atrativos mas tem uma excelente micro-cervejaria. Certamente essa leva o título de cervejaria mais distante que eu visitei!

A Conferência

ANCHORAGE (49th state) Essa foi uma das viagens mais cansativas que eu fiz nos últimos anos. Voos com atrasos, conexões gigantes, crianças chorando dentro do avião, etc. Mas enfim, cheguei em Anchorage no Alaska para participar da 30th edição da International Joint Conference on Neural Networks (ICJNN).

A organização da conferência esse ano deixou bastante a desejar. A internet simplesmente não funcionou. O coffee break fez jus ao nome, pois a única coisa disponível era café. E se demorasse muito, só tinha o break mesmo.

Algumas sessões, como as de deep learning, que atraem um bom público foram alocadas em salas pequenas, enquanto outras com pouquíssimas pessoas foram alocadas nos auditórios. Parece até que os organizadores não participaram da última edição da conferência para aprender como não fazer. Em resumo, a pior edição do IJCNN de todos os tempos.

Por outro lado vi algumas apresentações bem interessantes. Esse ano os organizadores deram preferência a temas mais voltados a teoria para as apresentações orais. A grande maioria dos papers discutindo aplicações foram alocados na sessão de poster. Nosso trabalho “A Two-Step Method for Designing Efficient Multiple Classifier System”, resultado do nosso aluno de mestrado Eunelson Silva, foi apresentado pelo  Alceu.

E para celebrar o trabalho publicado, fomos na melhor cervejaria da cidade, a 49th State Brewing, onde eles produzem localmente uma boa variedade de cervejas. A minha predileta foi a Solstice IPA. Alias, Anchorage está recheada de pequenas cervejarias. Dá pra passar um bom tempo sem repetir cerveja!

Montanhas

CURITIBA (uphill) Só pra variar um pouco o tipo de treino de subida, essa semana deixei a speed de lado (na realidade ela foi pra revisão) pra subir duas montanhas. Sexta-feira fizemos um trekking até o cume do Pico Caratuva, o segundo ponto mais alto do sul com 1840m. Com a entrada de uma frente fria no sul do Brasil, parecia o dia perfeito para uma montanha, mas infelizmente o lado leste da montanha estava tomado pelas nuvens. Me acompanharam na caminhada meus colegas do DInf, Daniel, Eduardo e Grégio. Vale dizer que ninguém falou de trabalho!

Eu, Gregio, Daniel e Eduardo.

E pra fechar o mês de abril, um pedal de MTB no Quiriri. Da outra vez que fomos (em 2013), subimos até o morro da antena (1440m). Dessa vez, Pedro conseguiu uma autorização para entrarmos na fazenda (lembrando que a montanha está numa propriedade privada) e subir até o pico Bradador (1550m, ponto mais alto dos Campos do Quiriri). Quem controla o acesso é Hacasa Administração e Empreendimentos Imobiliários S/A. O documento autorizava nosso grupo de cinco ciclistas (Eu, Pedro, Lyra, Fabricio e Menegusso) a entrar na propriedade. Ninguém nos parou para pedir autorização, mas como se trata de uma propriedade privada, é bom levar o documento pra evitar confusão. Não custa nada, é só pedir. Eles liberam um número limitado de pessoas, porém.

Da entrada do morro da Antena até o Bradador são mais 5km, mas a subida do morro (cerca de 1km) é de empurra bike. O começo (foto abaixo), até vai, mas depois é impossível pedalar.

Estrada para o Bradador

Assim como no dia anterior, o vento do oceano prejudicou um pouco a vista, mas entre uma nuvem e outra era possível avistar a baia de São Francisco e Garuva.

Vista do Bradador

Na volta ainda pedalamos até o morro da Antena pra aumentar a altimetria do pedal.  No fim, fizemos cerca de 1250m de altimetria em pouco mais de 34km. Um bom treino, com vários trecho se inclinação acima dos 15%.


 

Finalmente um videozinho feito com a Virb e editado automaticamente pela nova versão do software da Garmin (Virb Edit 4.2.3)

Subindo…

CURITIBA (wet) Esse fim de semana intensifiquei os treinos de subida. A ideia era fazer dois pedais mais pesados (acima de 1500 de subida acumuladas) em dois dias seguidos, afinal de contas subidas mais pesadas nos esperam nos Alpes Franceses. No sábado, que não tinha previsão de chuva, fiz o pedal mais sujo dos últimos tempos. Encarei a serra do mar duas vezes sob um garoa fina na companhia do Pedro e Renato. Depois nos desencontramos no meio da neblina e acabei fazendo a segunda subida solo. Foram 90km com 1800m de subidas. No domingo fui pedalar junto com o Arce na BR 476 entre Bocaiuva do Sul e Tunas. Um trecho de pouco menos de 40km mas com uma boa altimetria. Na realidade não tem nada plano nessa estrada, ou sobe ou desce. A subida mais longa, com cerca de 4km e gradiente médio de 7% (com trechos de 12%) fica na serra do Santana. O pedal de ida e volta totaliza 76km com cerca de 1600m de subidas acumuladas.

No domingo pela manhã a estrada é bem tranquila. Pegamos um pouco mais de movimento na volta pois saímos de Tunas depois das 10h em função de dois pneus furados que eu tive. Pelo que deu pra perceber o pessoal que pedala por ali acaba saindo mais cedo, pois na ida nós cruzamos com bastante gente voltando. Nós saímos 8:15h de Bocaiuva.

A estradinha entrou na lista das minhas preferidas. E dá pra fazer algumas variações, ou saindo antes de Bocaiuva ou indo pra lá de Tunas. A próxima empreitada lá vai ser para fechar 2000m. De acordo com o Strava, temos que aumentar o trajeto em cerca de 13km (26 ida e volta).

 

Projeto Climbing

(CURITIBA) No ano passado comecei a planejar uma viagem para a França com o objetivo de pedalar em algumas das mais famosas montanhas do Tour de France. Discuti com alguns amigos e no começo tinha uma listinha grande de pessoas que me diziam “Eu vou”. Alguns perguntavam se era para participar do L’Etape e eu explicava que não. A ideia não era fazer um pedal com outros 4 mil ciclistas e sim pedalar com alguns amigos por algumas das montanhas clássicas da França, entre elas o Mont Ventoux e o Alpe d’Huez. Além dessas duas, um colega Francês me sugeriu fortemente essas duas outras: Col du Galibier via Col du Télegraphe e Col du Glandon via Col de la Croix de Fer.

Bem, a lista de interessados foi diminuindo com o tempo por diversas razões e num determinado momento eu achei que ia sozinho. No fim acabamos fechando nosso grupo em 3 ciclistas. Eu, Lyra e Benoit (a.k.a. Oca). A princípio está tudo acertado. Apartamento em Grenoble (nossa base), carro de apoio com motorista (Gleisi, esposa do Lyra) e as bikes é claro.

As bikes reservadas para a aventura são essas da foto abaixo, Giant Defy Advanced Pro 1. Rodas de carbono, grupo ultegra compacto com cassete de 32 (não tinha maior:). O freio a disco foi a única solicitação do Lyra. Poderia ser quadro de chumbo, mas tinha que ter freio a disco. Essa vai ser minha primeira experiência com aluguel de bike a distância. Espero que não seja como aluguel de carro, onde você reserva um Audi e recebe um Kia.

Com a viagem se aproximando (final de junho), resolvemos começar a treinar para as subidas. A ideia é fazer toda semana alguma coisa entre 1500m e 2000m de altimetria e daqui a pouco, dois pedais seguidos de altimetria alta. E no meio disso, aqueles treinos de base no planão da BR277. Esse fim de semana começamos com um pedal de 80km e 1900m de altimetria no Cimentão da Itambé.

Tenho que prestar mais atenção na alimentação pois no fim da segunda volta acabaram minha comida e água (consequentemente as pernas). Sorte que o Lyra tinha um doce de leite escondido junto com uma câmara de ar. Semana que vem vamos para a Serra do Mar 2X.

Costa do Golfo

TAMPA (sunshine) Outro objetivo da nossa road trip pela Flórida era conhecer as cidadezinhas da costa do Golfo e o roteiro de base era essa do mapa abaixoFizemos esse trecho de pouco mais de 500km em 4 dias. Sem pressa e parando onde achávamos legal. Saindo da nossa base em Florida City, pegamos a US41, uma estrada bem bacana que corta todo o norte do Everglades. Se você estiver procurando um passeio com aqueles Air Boats (barco com hélice), na US41 você encontra um monte deles. A estrada fica no meio do pântano e portanto cercada de água por todos os lados.

A primeira cidade na costa do golfo que paramos para visitar por Naples. A cidadezinha de gente de bom gosto e com bastante dinheiro. A 5th Avenida deles concentra  um monte de lojas (caras) e restaurantes e por ali você tem uma boa ideia da cidade. Mas vale a pena dar uma volta pelos arredores para admirar as belas e bem cuidadas casas. Procurando um lugar pra almoçar, encontrei um pequeno restaurante chamado Molto Tratoria usando o app do TripAdvisor. Talvez um dos melhores restaurantes Italianos que eu já experimentei. A massa do spaghetti deles é simplesmente extraordinária.

Seguindo pro norte, passamos em Cape Coral, uma cidade sem muitos atrativos mas com muitos barcos. Eu diria que é uma cidade marina. Um pouco mais ao norte está Fort Myers. Essa sim, merece um pouco mais de atenção. O local é conhecido pelas conchas do mar. Em Sanibel Island tem um museu com mais de 400 mil delas.

Ainda em direção ao norte nos hospedamos por duas noites em Sarasota, uma cidade bem charmosa com belas praias. A mais famosa delas é Siesta Key. Nessa região vale a pena um passeio pelas estradas US 789 e 758. Elas proporcionam uma bela vista da Baia de Sarasota.

No fim da US 789, vire a esquerda e pegue a US275 para passar pela famosa Sunshine Skyway Bridge e siga até St. Petersburg. A cidadezinha é bem servida de bares e restaurantes mas o principal atrativo, o Fort De Soto, fica um pouco afastado do centro, cerca de 30km. Mas a visita vale a pena. Cuidado com os ciclistas. Muita gente pedala nessa região. E pra fechar o dia, não deixe de visitar a linda praia de Clearwater. Esta é conhecida pelo belo por-do-sol.

Nossa última parada nesse tour pela costa foi Tampa. Se você curte montanhas-russas, talvez você deva passar no Busch Gardens. Senão, sugiro um passeio pela Tampa Riverwalk, um caminho com diversos bares, restaurantes e diversas opções de passeios de barco. 

 

Everglades

FLORIDA CITY (vendaval) O Parque Nacional dos Everglades abrange uma ampla região pantanosa do sul da Flórida e abriga uma fauna bem variada. A estação seca do inverno, que dura de dezembro a abril, é o melhor momento para a observação da vida selvagem no parque. Condições meteorológicas são geralmente agradáveis durante o inverno e os níveis de água em pé são baixos, fazendo com que a vida selvagem se concentre em locais centrais de água. Aí fica mais fácil avistar a bicharada.

A melhor forma de visitar o parque é de carro. Uma estrada de cerca de 60km liga os dois principais centro de visitantes, o Ernest F. Coe no inicio da estrada e o Flamingo, no fim da estrada. Entre esses dois pontos, existem várias trilhas que podem ser exploradas. A mais popular de todas,  Anhinga Trail, fica logo na começo da estrada num ponto conhecido como Royal Palm. Ali você pode ver os famosos American Alligators, tartarugas, peixes e diversas espécies de aves.

O centro de visitantes Flamingo, no fim da estrada, tem uma estrutura um pouco melhor pois conta com um pequeno café e uma lojinha de conveniência onde você pode encontrar uma cerveja gelada. Ali você pode contratar um passeio de barco para andar pelos canais e lagoas do parque. Todos os passeios disponíveis custam US$ 35 e duram cerca de duas horas. Durante o nosso passeio pudemos avistar filhotes de crocodilos e alguns peixe-bois que habitam a região.

O guia do barco nos contou uma história curiosa sobre a milhares de cobras python que hoje “residem” no parque. Essa espécie de cobra não é nativa do sul da flórida, nem mesmo do continente americano. De acordo com o guia, essas cobras eram criadas como animais domésticos e mais tarde em pequenas fazendas. Um desses furacões que passam pela Florida de vez em quando devastou essas fazendas e libertou as cobras que eram criadas em cativeiros. Elas encontraram na região pantanosa e de difícil acesso do Everglades um local perfeito para morar.

O problema é que as cobras estão se reproduzindo muito rápido e criando um desequilíbrio na fauna do parque. Segundo o guia, estima-se hoje que já são mais de 200.000 cobras intrusas no parque. Para tentar reduzir essa super-população de pythons, o parque criou um desafio para ver quem caça mais cobras. Dá pra participar solo ou em equipe. Quem caçar mais cobras leva US$ 5000. No desafio de 2016, todas as equipes somadas conseguiram capturar pouco mais de 60 cobras. Ou seja, visite o parque antes que as cobras tomem conta do pedaço!

 

Key West

FLORIDA CITY (windy) Esse ano resolvemos fazer uma road trip pela Flórida. Eu estive por aqui em 2009, mais precisamente em Orlando e Miami,  para uma conferência e devo confessar que o local não me atraiu muito. Mas sempre ouvi falar que o sul da Flórida e a costa do golfo do México guardavam algumas atrações interessantes.

Então aqui estamos. Para os primeiros dias da viagem resolvemos ficar numa cidadezinha chamada Flórida City que fica uns 50km ao sul de Miami ja que nosso roteiro começa pelo extremo sul do estado, mas precisamente por Key West. A estrada que liga Florida City a Key West tem cerca de 200km e nada menos que 42 pontes, algumas curtas e outras bem longas, como a 7-mile bridge (fotos abaixo)

foto: wikepedia

A estrada é legal, mas depois de um certo ponto se torna cansativa pois a paisagem é sempre a mesma. E não tenha pressa. O limite de velocidade gira em torno de 45 a 55mph e conta com diversos trechos de pista simples.

Quanto a Key West, a cidadezinha é bem pitoresca e conta com algumas atrações. A Duval Street é a rua principal onde você encontra um monte de lojas e restaurantes. Ontem ela estava tomada pela marcha das mulheres, um protesto conta o novo presidente americano, que aconteceu simultaneamente em diversas cidades americanas.

Outros lugares que vale a pena dar uma olhada são: Southernmost point, Mallory square, Casa do Hemingway e Fort Zachary. Nesse último, não deixe de dar uma  caminhada pela praia. Alias, essa praia é um bom local para apreciar o por-do-sol.

Como eu disse anteriormente, a Duval está repleta de restaurantes e a questão então é onde almoçar. Dei uma olhada no trip advisor e encontrei o “Deuce’s Off the Hook”. Trata-se de um restaurante bem pequeno com umas 10 mesas. A comida é bem boa e a cerveja melhor ainda. A IPA deles é muito boa, pelo menos aquela que estavam servindo ontem. Recomendo.

Strava Festive 500 (2016)

CURITIBA (pra fechar) Diferentemente do ano passado, que choveu e fez frio entre o natal e o ano novo, esse ano fez um calor infernal. Tentamos fugir do sol, mas não teve muito jeito. Torramos os braços e pernas sob um sol de mais de 30C quase todos os dias, mas valeu a pena. Esses foram os pedais que fizemos pra fechar os 500km do Festive 500 de 2016:

  • Pedal 1: Volta da Graciosa
  • Dia 24/12/16
  • 143km, 1686 de subidas acumuladas
  • Luiz, Fabricio, Arce e Felipe
  • Percurso: Strava, Relive

Trajeto clássico na região de Curitiba que desce a serra do mar pela BR277 e sobe os paralelepípedos da estrada da graciosa. Primeira vez que fiz de speed, entretanto. Todas as outras vezes fui de MTB. Pneuzinho 23c certamente não é o mais adequado para esse tipo de piso. Apesar de não ter o equipamento adequando deixei a molecada pra traz na subida 🙂 Tá certo que precisei de uma roda pra voltar no contorno.

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Fabricio no fim da subida. Só o pó da capa do batman

  • Pedal 2: Curitiba-Matinhos
  • Dia 26/12/16
  • 110km, 339m de subidas acumuladas.
  • Luiz, Fabricio, Felipe
  • Percurso: Strava, Relive

Pedalzinho detox de Natal. Fabricio precisava pegar o carro dele no litoral então aproveitamos a carona garantida para a volta para descansar as pernas do pedal da graciosa. Apesar do forte calor (na casa dos 30 graus), fizemos o pedal num bom ritmo e fechamos os trajeto com 38.4km/h de média. Acabamos ao lado da piscina do prédio em Caiobá.

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  • Pedal 3: Campo Largo, Ouro Fino, Colonia Witmarsun
  • Dia 27/12/16
  • 111km, 1447m de subidas acumuladas.
  • Luiz, Fabricio, Felipe
  • Percurso: Strava, Relive

Como o pedal do dia anterior não teve muita altimetria, apesar do ritmo forte, resolvemos emendar mais um longo. Dessa vez fomos para as estradas em direção oposta ao litoral paranaense. Saímos por volta das 8h de Campo Largo, passamos por Ouro Fino, subimos a serra de SLP e fomos até a Colônia Witmarsun. O calor começou a apertar no começo da subida da serra e quando chegamos em Witmarsun o termômetro do GPS já marcava 32 graus. Um alivio foi o vento a favor na volta. Apesar do calor, altimetria forte e dos pneus furados, conseguimos manter uma boa média, perto dos 30km/h.

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Curta, porém bela estrada que leva até Ouro Fino.

  • Pedal 4: Palmitalzinho
  • Dia 28/12/16
  • 93km, 829m de subidas acumuladas.
  • Luiz, Fabricio, Felipe, Arce, Diogo, Bianco e Josmar
  • Percurso: StravaRelive

Ainda meio cansado do pedal do dia anterior, minha ideia era fazer um pedal recuperativo de uns 60km. Quando me dei por conta estava num pelote de 7 ciclistas e acabamos dando uma esticada pela estrada do Palmitalzinho. Ali o grupo de dividiu em dois. Fabricio, Arce e eu estávamos perto de Quatro Barras quando o telefone do Arce tocou. Era o Felipe informando que o Bianco e o Josmar tinham se acidentado numa curva da Dom Pedro. Um carro meio fechado e eles meio abertos se encontraram. Sorte que a velocidade não era tão grande e nada mais grave aconteceu. Apenas alguns arranhões e uma roda torta. Tomamos um café na padoca de Quatro Barras e voltamos para encontrar os acidentados e seguir viagem, agora num pelote de 5. O sol deu as caras, mas não tão forte como nos dias anteriores.

Roda do Bianco depois de ser atropelada pelo carro (Foto: Felipe)

  • Pedal 5: Pedágio+Quatro Barras
  • Dia 29/12/16
  • 99km, 706m de subidas acumuladas.
  • Luiz, Fabricio, Felipe, Arce
  • Percurso: StravaRelive

Faltavam cerca de 40km para fechar o desafio. Um pedalzinho leve até o Pedágio e tudo estaria resolvido. Encontrei o Felipe as 8h no posto e fomos até o Rio Pequeno. Fabricio perdeu a hora e apareceu mais tarde no pedágio. Depois de um longo café no SAU, chega o Arce com aquela cara de cachorro pidão procurando companhia para um pedal mais longo, afinal de contas ele ainda tinha uns 200km pra fechar o desafio. Se você pagar o café em Quatro Barras, eu te acompanho, barganhei. No fim das contas fomos todos os quatro e ele acabou pagando a conta. Quem manda viajar no meio do desafio.

Confraternização na padoca de 4 Barras

O que era pra ser um bate-volta no pedágio acabou virando um pedal de quase 100km com média de 31.5km. Na volta de Quatro Barras o Felipe ainda conseguiu arrancar o pedal do pedivela. Na realidade ele achou um bom motivo para comprar pedais novos! Além de uma boa desculpa pra chegar meio atrasado em casa.

O mapa abaixo mostra os trechos por onde pedalei nessa última semana. Foram 557km, 5007m de subidas, 17h51′ em cima da bike com uma média geral de 31.4km/h. Meus sinceros agradecimento ao Felipe, Fabrico e Arce pela excelente e constante companhia durante esses dias! Feliz 2017!!