CURITIBA (chuva yeah!!) Que tal? Compartilhado pelo Chad Smith.
CURITIBA (the north face) Aos poucos vou me familiarizando com meu novo quintal, os municípios de Colombo e Almirante Tamandaré. A vantagem de morar no fim da cidade é que com poucas pedaladas já estou numa estradinha de terra qualquer. Depois de explorar um pouco a região acabei fazendo dois roteiros para uns treinos rápidos de fim de tarde, mas com uma boa altimetria.
O primeiro, com 30km vai até o centro de Colombo enquanto que o segundo com 45km passa pelo centro de Almirante Tamandaré e depois Colombo. Tenho também um percurso de uns 70km em mente mas ainda tenho que testar a sua “pedabilidade” para ver se ele entra na minha listinha.
E assim eu vou adiando a compra da speed.
CURITIBA (hot) Olha que interessante esse mapa que a NASA fez com as temperaturas médias ao redor do globo desde 1950. Note que a coisa começa a degringolar depois dos anos 70. E ainda tem gente achando que a neve de 75 vai aparecer por aqui qualquer hora dessas…
Mais alguns anos e tudo vira deserto!
SANTIAGO (não foi dessa vez) Hora de arrumar as malas pois amanhã é dia de aeroporto. E em se tratando de último dia, tínhamos combinado um almoço num restaurante tipico perto do mercado. Nada fancy, restaurante hard-core, segundo o pessoal daqui.
Mas não foi dessa vez. Encontramos uma manifestação pelo caminho. Certamente vai ser notícia no Brasil pois a coisa parece que não acabou bem. Na volta do almoço, tivemos que dar uma volta e ainda sentir os efeitos do gas lacrimogêneo nos nossos olhos. O caminhão do exército tinha acabado de dispersar a multidão, que segundo o jornal somava cerca de 150 mil manifestantes.
A povo aqui, já não é de hoje, está reivindicando universidade pública gratuita. Diferentemente do Brasil, aqui a universidade pública é paga e custa caro. Para se ter uma ideia, o preço de um curso de engenharia na Universidade do Chile (pública) é o mesmo da PUC-Chile, cerca de US$ 10000 por ano.
Para lidar com o custo, existem programas de crédito estudantil que acabam resultando em endividamento dos jovens. Operados por bancos privados com altas taxas de juros, as dívidas são um dos estopins dos protestos.
SANTIAGO (mission accomplished) Nesse último fim de semana aconteceu a Maratona de Santiago. Várias pessoas me perguntaram por que eu não ia correr, já que estava em Santiago. Como se correr uma maratona fosse chegar e correr. Se não treinar, não dá. Pelo menos era o que eu imaginava.
Mas vendo o jornal de hoje mudei de mudei de idea. Dá pra correr. E ainda dá pra sair na capa do jornal. Basta fazer a prova em mais de 6h e chegar em último.
Pelo menos a mulher dele estava esperando na linha de chegada. Deve ter dito, que papelão hein !!
SANTIAGO (powered by Carménère) Seguindo a sugestão do meu amigo Adriano, hoje fui visitar a vinícola Santa Rita, a quarta maior vinícola do Chile. Logo na entrada você encontra o grande casarão de mais de 200 anos que hoje abriga o restaurante Doña Paula e também a loja de vinhos. O restaurante é todo decorado com pinturas e móveis da mesma época do casarão. Muito bonito. Mas não, não almocei ali pois tinha que fazer reserva e eu não fiz.
Diferentemente do tour da Concha y Toro que é bem superficial, na Santa Rita você passeia no meio da fábrica, vê o processo de produção e sente aquele cheiro azedo de uma vinícola.
O tour continua passando pelos porrões lotados de barris de carvalho, processo de engarrafamento e outras adegas históricas do prédio. Um lugar bacana é onde os enólogos guardam as garrafas que eles bebem para acompanhar o envelhecimento do vinho. Não estão a venda, mas se estivessem deveriam custar uma pequena fortuna.
O lugar ainda é cercado de história. Durante a guerra da independência Chilena, a então proprietária, Doña Paula, abrigou nos porrões da vinícola 120 soldados. O lugar onde os soldados ficaram refugiados faz parte da visita e é lá que é realizada a degustação. Dois tipos de vinhos foram servidos, um Sauvignon Blanc e um Carménère Reserva. Esse último, um autêntico Carménère Chileno.
E como toda visita acaba na loja, essa não é diferente. E se você pensa em comprar algum vinho, os preços da loja deles é cerca de 20% mais em conta do que no mercado. Eu garanti algumas garrafas do Casa Real para minha adega!
SANTIAGO (half way) Toda cidade mais desenvolvida com um pouco mais de estrutura e oportunidades acaba sempre atraindo um monte de imigrantes. E isso não é diferente aqui em Santiago. Uma cultura que estou tendo oportunidade de conhecer um pouco mais aqui é a Peruana.
Todo imigrante traz consigo uma porção de coisas boas mas também coisas que deveriam deixar em seus países de origem, mas isso nem sempre acontece. Mas vamos falar das coisas boas. E isso começa pela cozinha. Logo nos primeiros dias, José, o Peruano, me disse que eu tinha que provar a comida do seu país. Senti que ele ficou um pouco indignado quando eu disse que não conhecia a culinária Peruana. Depois de provar entendi a sua indignação.
Enfim, me levaram num restaurante, que segundo ele, é um dos melhores em Santiago. O restaurante se chama El Aji Seco e certamente não é um lugar que eu entraria como turista. Não pelo restaurante, mas sim pela localização.
E essa é a vantagem de estar com o locais. Você tem a chance de conhecer lugares que os turistas comuns jamais vão encontrar. O restaurante é simples mas a comida é deliciosa. Provei o famoso Ceviche e pensei, merda como não comi isso antes!
O ceviche é o prato mais tradicional do Peru. Pelo que eu entendi, se você pedir para um Peruano descrever seu país em poucas palavras, ceviche vai ser uma delas.
Basicamente é peixe cru que fica no limão por alguns segundos e leva pimenta, cebola e coentro. Provei um combinado com três molhos diferentes. Simplesmente sensacional.
SANTIAGO (with legs) Hoje fui almoçar com o pessoal daqui num bar/restaurante chamado The Clinic. Hoje vamos em um lugar legal, me disseram. Talvez pra compensar o bandejão de ontem.
The Clinic é o nome do local onde Pinochet foi preso em Londres e como se pode imaginar, o ex-ditator é a personalidade mais “homenageada” nas paredes do bar.
O restaurante é bacana e o ambiente bem agradável. Por se tratar de um lugar turístico, o preço é um pouco acima da média, mas nada absurdo.
Café? Pergunta clássica depois de um almoço.
Claro! Minha resposta default pra esse tipo de pergunta.
Ok, vamos te mostrar nosso tradicional “Café com Piernas”. Caminhamos e logo estávamos no Café Angels. What the fuck! Foi o que eu disse para o Juan assim que entrei no lugar.
Eu não tirei nenhuma foto pois fiquei meio sem jeito de pedir para fotografar. Mas encontrei essa abaixo na internet que explica bem as “piernas” do café.
Me explicaram que existem 300 casas como esta em Santiago. E um novo café só pode ser aberto se um fechar. O preço do café é o mesmo dos lugares “tradicionais” mas em geral os clientes deixar gorjetas generosas para as moças. Também, pudera.
Se te oferecerem um café me Santiago, pense bem antes de recusar.
LISBOA (going home) Quando visitei Lisboa em 2009 descobri um pequeno restaurante chamado Montenegro. Até escrevi um post na época falando do maravilhoso arroz de peixe que eles servem. Fica em Belém perto do Mosteiro dos Jerónimos. Se trata de um pequeno restaurante com meia-dúzia de mesas apertadas.
De passagem por Lisboa não poderia deixar de passar por lá novamente. Dessa vez fui no tradicional bacalhau à lagareiro. Sensacional!