No Limite

By Luiz, 09/05/2010 11:29 pm

CURITIBA (lost) Nossa corrida de aventura de ontem realmente merece o nome. Foi uma aventura de 12 horas com chuva, frio e lama, muita lama! Em alguns momentos a coisa deixou de ser diversão para se tornar preocupante.

Chegamos em São José dos Pinhas por voltas das 6:30h para pegar nossos mapas e não sofrer tanto na navegação. Juntos, eu, Mildo e Elenise traçamos o que seria nosso caminho e vimos que estava coerente com o caminho traçado por outras equipes. Alias, a navegação desta corrida foi bem melhor do que na corrida anterior. A prova tinha 13 postos de controle (PC). No mapa abaixo coloquei o que seriam os PCs extremos.

A largada foi dada as 8:15h e a saída foi tranquila. Largamos mais no final pra ficar longe da muvuca, mesmo porque não tinhamos pretensão de ganhar nada. Melhor, nossa pretensão era acabar e se achar na navegação.

Logo depois do primeiro PC nosso primeiro problema. O power link da corrente do Mildo estourou e partiu a mesma em três pedaços. Sorte que o bruto sempre carrega sua caixa de ferramentas e conseguiu juntar os pedaços. Acho que ali todo mundo passou pela gente.

Voltamos ao pedal e logo depois caí um dos tombos mais idiotas da minha vida. Estava tomando água na bike e quando vi estava dentro da valeta ao lado da rua. Nessa machuquei meu dedo (depois descobri que quebrei)  e perdi minha máquina fotográfica. Porém notei que perdi a máquina somente quando chegamos ao PC2 e resolvi tirar uma foto. Voltamos eu e o Mildo uns 3km pirambeira acima e encontramos a dita no lugar do tombo, intacta! Voltamos pedalando forte até o PC3 onde a Elenise e o Marcelo nos aguardavam. Dali tinhamos que subir até o cume do Morro Redondo. A chuva que caiu a noite inteira deixou tudo mais difícil, mas demos muitas gargalhadas.

Descemos o morro pelo mesmo caminho, pegamos as bikes e fomos para o próximo PC. Segundo a planilha tinhamos uma caminhada no leito de um rio. Na realidade caminhamos pelo rio mesmo. Saimos do rio numa cachoeira e tinhamos que voltar para o rio para chegar no PC7. Nas não achamos as fitas que a organização disse que tinha e chegamos no PC pelo estrada. Primeira penalização.

Saindo dali, mais um trekking com direito alguns trotes (essa foi a única parte que conseguimos correr um pouco) em direção a Chácara do Geraldo. Mais um sobe e desce danado e chegamos lá.

Na volta nos perdemos e fomos parar no final de uma trilha. Felizmente achamos o caminho de volta e chegamos onde tinhamos deixado as bikes. Aí começava um bom trecho de bike.  Primeiro tinha um bom trecho que barro que travou as rodas de todos no v-brake. Não tive problemas com os freios por causa dos discos, mas a lama era tanta que travou no meu quadro.

Saindo do barro navegamos bem e pedalamos forte um bom trecho, mas numa encruzilhada pegamos o caminho errado. O pior é que achamos que estavamos certos! O complicado de se perder nessas provas não é somente o tempo perdido, mas o desgaste físico e psicológico desnecessário.  Depois de mais de 1h de muito sobe e desce, voltamos ao caminho certo e rumamos pra cachoeira, onde tinha um rapel programado.

Mas pra chegar no rapel tinha mais um trekking no pior terreno que eu já andei na minha vida. Era barro puro e em alguns lugares nos afundávamos até o joelho. E alí acho que perdi minha parceira de prova. Palavras da Elenise:

- Luiz, essa vai ser a última prova dessas que eu faço. Nem me convide mais!

Realmente estava complicado. Chegamos na cachoeira pro rapel as 17h e o visual era sensacional. Mas estava um frio grande. Tinha quatro equipes na nossa frente e fomos informados que teríamos que esperar em torno de 1:30h para podermos fazer o rapel. Ou seja, a gente ia fazer um rapel no escuro. Aventura tudo bem, mas aí achamos que seria um rísco desnecessário, pois nenhum de nós tinha feito rapel antes. Resolvemos voltar, provavelmente sendo desclassificados.

Voltamos pelo mesmo caminho pesado, pegamos as bikes para finalizar a prova. Tinhamos algo em torno de 15km pra fazer no escuro. Mais uma parada não programada pra trocar o pneu furado da Elenise e continuamos o pedal. Tinhamos um caminho programado para a volta, mas que descobrimos que  não era factível. A quantidade de lama era tanta que era inviável pedalar no escuro. Resolvemos fazer um caminho mais longo e voltar pelo asfalto. Perto do fim minha corrente caiu numa troca de marcha e não vi que o pessoal saiu do asfalto logo a frente. Perdi a entrada, mas logo percebi a cagada. Mas depois de 12h de prova tudo parece mais longe. Finalizei a prova por volta das 8:40h, quebrado, mas contente!

Veja abaixo o video que o Rodrigo fez da corrida

Números finais: 73km de bike, trekking e alguns trotes e 1700m de subídas acumuladas.

18 Responses to “No Limite”

  1. du says:

    Muito boa a história!!! São heróis mesmo, como se não bastasse a corrida regular, tiveram algumas tantas intempéries

  2. Cara que aventura mesmo hein?
    Ainda bem que deu tudo certo, pena o dedo quebrado.
    Naoo sei se teria “culhoes” pra um desses.
    parabens a todos que foram…
    aquele

  3. Emillene says:

    Olá…. a Le hoje de manha me contou as aventuras de vcs… pelo estado da bike dela consigo imaginar de longe o grau de dificuldade da aventura de vocês… se eu naquelas estradinhas “sussis” já quase morri e fiquei 2 dias moída imagina fazendo isto!! nem pensar, o revezamento das nascentes já tem pó suficiente para mim hehehehe…..e boa meia se não nos vermos até lá!!!!!!!

  4. Renato says:

    Caraca! Até o Sistema bruto se encolheu. quando será a próxima?

  5. Luiz says:

    Vamos junto?

  6. Luiz says:

    Acho que a meia de foz vai ser mais calma :)

  7. Que troço tenso hein!! mesmo no calor aqui em BH, só de ler já senti frio, imagina fazer este rapel no escuro e com frio? com certeza uma hipotermia. Parabéns pelo afinco.

  8. mildão says:

    cara de longe o troxo mais feladaputa que fiz, huauhauhauh

    mas valeu cara, nossa equipe está de parabens,

    como vc disse, a navegação melhorou 200 %, mas cometemos dois erros que nos desgastaram demais,,

    mas é isso,, voltei do oftalmo, meu olho direito sofreu um pequeno rasgo, por sorte na parte branca do olho, nada de grave,

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  9. parabens pelo relato, pena que logo de cara estourou a corrente, mas o importante é participar, abraços

  10. Elenise says:

    Realmente meu psicológico ficou afetado, acabei me irritando bastante, aproveito para pedir desculpa aos meus amigos de aventura, especialmente ao Luiz que teve que aguentar minhas reclamações. Chorei várias vezes, mas procurei não demonstrar meu desespero.Graças a Deus terminamos inteiros, tirando o dedo quebrado do Luiz, fiquei sabendo só agora, me pergunto como conseguiu aguentar a dor sem reclamar? Os méritos de guerreiro são todos seu. Mildo, Marcelo, Luiz, obrigada pela paciência e companheirismo, não sei se encaro outra dessa, mas com certeza ficará na memória para sempre.

  11. 73km? Pelo meu ciclo não deu 60. Vocês acabaram pedalando bastante a mais.

    Foi ótima a prova, mas muito dura mesmo.

    Abraços!
    Rodrigo Stulzer
    transpirando.com

  12. Luiz says:

    Pedal pra recuperar a máquina fotográfica perdida (Ida+volta = 5km), erros diversos (8km), chegar ao final, não tem preço!

  13. Luiz says:

    Que é isso Elenise, quem tem que agradecer somos nós pela sua presença!!! Espero que logo você mude de idéia :)

  14. mildão says:

    urra Elenise, se viu,, ninguem andou mais que nós,

    é que a prova tava bem susse, aí andamos uns km a mais,,

    uhauhauhauhuhauhauha

    mooooooooooooooove

  15. Elenise,

    Você é uma das poucas que aguenta participar de corridas como essas. Não perca a chance, é muito legal! E você tem força e determinação. Este tipo de de deprê é comum. Acho que o esquema é encarar cara PC ou quilômetro como mais uma etapa. Daí, de grão em grão, se fecha a prova.

    Never give up; never surrender!

  16. Elenise says:

    Caramba!!!Será que vcs vão acabar me convencendo??Desse jeito estou quase criando coragem de abrir o site da extremaventura.
    Ah Rodrigo, muito legal o video, só vc mesmo…concluir bem a prova, filmar e ainda fazer comentários… parabéns, exemplo de superação.

  17. Julio says:

    Maaaassss o que não faz o indivíduo cybernético de hoje sem o seu GPS? eh,eh,eh…

    Comeu as batatas, pelo menos…..

  18. mildão says:

    ouwww bixxxxxxxxxxxo,, esquemos do cagaço dos dogs,, hahahahah

    mooooooove

Leave a Reply

Panorama Theme by Themocracy