Por Que?
CURITIBA (recovering) Essa é a pergunta que muita gente faz quando conto que vou fazer um pedal que dura o dia todo. Esse sabadão nublado e frio fomos fazer a estrada do Cerne entre Curitiba e Ponta Grossa e no meio do caminho escutei mais um “por que?” de uma garota de uma mercearia no meio do caminho. Daqui a pouco eu respondo, se bem que ela certamente não vai ler esse post. Mas antes, um pouquinho de como foi nosso pedal.
O roteiro foi preparado pelo Du que infelizmente não pode ir por motivos médicos. A idéia era repetir o pedal do ano passado porém indo até Ponta Grossa e não Castro.
Saímos em 11 12 pessoas por volta das 6h de Curitiba. Da direita pra esquerda: Luiz, Renato, Fabrício, Fábio, Daniel, Gassner, Mildo, Arce, Lulis, Sartori, Mr. Heil e Marílio. Tivemos alguns baixas de última hora, entre eles o Stulzer que junto com o Du e o Renato idealizaram o pedal do ano passado.
Como choveu bastante na noite anterior pegamos muito barro em alguns trechos. Algumas subidas tinham bastante lama, o que deixou o complicado um pouco mais difícil.
O bacana desse roteiro é a altimetria. São intermináveis subidas recompensadas por lonnnngos downhills sensacionais. Paramos pra um lanche e agrupar o pessoal no Bar do Nei, um boteco que fica no meio do caminho. Sob o olhar atento da caboclada jogando sinuca e tomando uns tragos compramos alguns refrigerantes e abrimos nossos Subways (dica do Mildo, muito boa por sinal).
Estávamos na metade do caminho e a parte mais difícil já tinha ficado pra trás. Agora vinha a parte lazarenta de difícil, porém não menos divertida. Alguns morros acima e abaixo e uma última parada pra agrupar a moçada na mercearia Sta Inês. Se um dia você passar por ali não deixe de experimentar o delicioso suco Tilly, uma mistura de Maça, Abacaxi e Hortelã que não tem gosto de nada disso! Mas tem vitamina C!
Saindo dali encaramos a última subida forte e encontramos o Maurílio com sua bike de Internet (segundo o Mildo) já no começo de trecho final de asfalto. Resolvemos então, eu Gassner e Maurílio, tocar na frente do pessoal até Ponta Grossa onde nossa Van nos aguardava para a volta. Começamos a pedalar e minha corrente arrebentou. Com ajuda do Gassner emendamos a dita cuja e mais algumas pedaladas a frente soltei aquele FUDEU! Tinha ido corrente, gancheira, cambio, tudo pro saco!
Quando eu já estava conformando em ficar ali na estrada pra esperar o resgate na companhia do Lulis, não é que surge Fabio MacGyver pra botar minha bike de pé. Em alguns minutos estávamos back on track, tá certo que só com uma marcha, mas curtindo um estradão vazio e um pôr-do-sol magnífico.
Fechamos o pedal em Ponta Grossa, com 140km e mais de 2500m de altimetria. Track disponível aqui e mais fotos aqui.
Como prometido, algumas respostas pra menina da mercearia (e pra maioria das nossas esposas):
- Pra rir muiiiiito com a história do Mildo sobre a música da Sade.
- Pra tomar umas coisas diferentes, não necessariamente tão boas, que você não encontra em qualquer lugar.
- Pra ver uma bike de internet ao vivo como a do Maurílio XTR.
- Pra jogar papo fora
- Pra conhecer melhor as pessoas
- Pra vencer desafios
- Pra ficar todo dolorido e se sentir vivo
- Pra aprender botar uma bike de pé quando você já tinha largado aquele FUDEU!!
- Pra discutir qual será a próxima aventura durante a volta
- Pra ver um pôr-do-sol numa estrada deserta
E certamente durante os próximos pedais devo encontrar mais algumas respostas. Muito obrigado a todos os pedalante por esse ótimo pedal!







[...] This post was mentioned on Twitter by Thiago Zavaschi, Luiz S. Oliveira. Luiz S. Oliveira said: Um relato do pedal e algumas respostas pra menina da mercearia http://lesoliveira.net/02mp/?p=1881 [...]
excelente pedal, otimas justificativas pra se matar num pedal
uhsaduadhaudhaduahdaudhaudhaduahdaudhadhausdhaduahdaudh.
Valeu pela companhia…
aquele
Luiz, doze eram os apóstolos e ontem doze eram os pedaleiros
Muito bom relato. Por quê? Não sabem? Venham pedalar conosco. A história da Sade e do tuque foi demais, o Mildo, como sempre alegrando a galera.
Faltaram e fizeram muita falta o Stulzer e o Du. Porra, vê se não nos dão mais o cano.
Obrigado a todos, foi bom demais. Que venha o próximo!
Pedalzão de elite. Embora eu reclame pacas de sujar a bike e as “butinas”, acho muito divertido pedalar nessas estradinhas barrentas. Boas as fotos.
[...] relatos: Por Que? (Luiz, [...]
Verdade Renato, eram 12. Fiquei com o ’11′ na cabeça por causa da van..
Parabéns Galera. Eu não estava fisicamente mas acompanhei todo o trajeto, de hora em hora, querendo estar lá
muito bom bixxxxxxxxxxxxo, pedalzao daqueles,, muitas risadas e muita altimetria tambem , hehehehehhe
agora eh se recuperar para os lançamentos da SADE,
hahahahahah
moooooooooove
Luiz (obicho), esta lista já ajuda esclarecer as dúvidas de muita gente que tá sempre perguntando what a hell are we doing…
Parabéns pelo pedal, estou na retífica mas um dia eu volto para a arena, mesmo ausente fiquei muito feliz com o sucesso (aindaquesujo) da expedição. Mais um troféu!
Faço minhas as palavras do tutu sobre ter acompanhado o trajeto. Abraço
[...] Luiz – Por que? [...]
Show o teu relato bicho… gostei da lista e as respostas mais variadas irão aparecer.
E para quem ficou na dúvida do que é SADE http://www.youtube.com/watch?v=tGszYh20_ns&
Bem lembrado Fabrício! Qualquer hora dessas vou testar a técnica SADE pra ver se funciona mesmo!
Bissssscho, nada como aliar o contexto de um bom pedal com um bom texto de pedal – muito bom! Boas companhias, boa diversão, boas perguntas e bons motivos para pedalar! E, como diria o puxador de piadas da #mildotur: sempre subindo! Valeu, bisssscho =)
Luiz: não esquece de dar uma passada no koh thay antes de testar o #sadeísmo =)
[...] acordado as 05:00h da matina, já estaria descansado e provavelmente iria no Cerne. Mas tudo bem, pelo jeito a galera fez um ótimo pedal e fiquei feliz por [...]
Valeu por conhecer todos vcs. e pelo trajeto, apesar de em alguns momentos o corpo não corresponder ao que a mente pretendia. Nada que alguns dias refaçam o estrago( ou estrado).
…caramba!!! esse foi dos bons, muita subida e muita lama.Queria estar com vcs nessa aventura. Pena que é o clube do bolinha, já percebi, nesse caso mulher só pra perguntar “por que?” e servir os lanches. Mas nos aguardem estamos treinando, e, logo logo o clube da Luluzinha vai surpreender vcs.
Elenise, certamente vc não está no clube das meninas do “por que”. Como sempre, vc está convidada! Só vai ter que aguentar as “histórias”do Mildo!
opa,a Elenise é Brutal System das boas,,
,quando ela for, dou uma maneirada,, hehehehe
Iniciei minha vida ciclística a poucas semanas e já andei fazendo algumas aventurinhas de 40km ali, 20km dalí e assim indo… E não é que também ouvi uns “Por quê?!”. O mais incrível é que mesmo com uma breve explicação as pessoas não entendem, mas sempre digo: “começa a pedalar que tu entenderá”.
Aliás, ótimo blog e essas aventuras documentadas me inspiram a fazer o mesmo.
Abraço
É isso mesmo Fernando, só quem pedala entende!
Abraço e boas pedaladas!