Cerne IV

CURITIBA (backwards) Esse fim de semana fomos fazer a quarta edição do pedal da estrada do Cerne, evento anual organizado pelo ODois.org. O roteiro desse ano era o mesmo do Cerne I, só que invertido, ou seja, saindo de Castro com chegada em Curitiba. Pedalzinho nível MÉDIO em que a distância de 130km é um mero detalhe perto da altimetria. Alias, se não tiver mais de 2000m de altimetria, não pode se chamar pedal do Cerne. As outras três edições ( eu participei da II e da III) também tiveram mais de 2000m de subidas acumuladas.

Nosso pedal, com 13 pedalantes, começou tarde, por volta das 10h, horário que chegamos em Castro. Pagaríamos um preço por esse começo tardio.

Se você observar a altimetria, vai notar que os primeiros 45km são relativamente tranquilos.  Um começo de asfalto e uma boa série de descidas. Fomos num bom ritmo até o km 40 quando paramos pra comer num dos únicos botecos que encontramos aberto. Lugarzinho meio esquisito com um monte de gatos esfomeados que ficavam nos rodeando esperando por algumas migalhas. E pra série das coisas que você só encontra em pedais, refrigerante Xereta.

Devidamente alimentados pedalamos mais uns 6km até encontramos o pontos mais baixo do trajeto, a 560m de altitude. Se bem que o Gassner disse que o ponto mais baixo do trajeto foi ter tomado Xereta no mesmo copo que o gato.

Começamos a pagar o preço da nossa saída tardia nos 560m. Por volta das 13h sob um sol monumental tivemos que encarar 8km de subida fortíssima (de 560m até 900m de altitude). Depois dessa subida tivemos nossa primeira duas baixas: Renatão e Fabrício. O primeiro desidratado e o segundo com um vírus já identificado. Deixaram as bikes  no povoado de Conceição e arrumaram uma carona pra ir embora. Quem voltou lá pra pegar as bikes?

Depois deste pequeno imprevisto fomos em um bom ritmo até o km 80, com uma segunda série de descidas que valem cada centavo de uma full-suspension. A descida acaba no rio Açungui a 614m de altitude.  Aí começamos a subir tudo novamente. Nesse trecho a estrada se torna mais movimentada, e como parece que a chuva não tem frequentando muito essa região, a poeira é muito grande. Na foto abaixo tem dois ciclistas logo a frente. Consegue ver?

Nossa última parada foi no mesmo boteco que paramos no Cerne III. Local de refrigerantes e água superfaturados. Mas depois de passar um dia inteiro pedalando e cheio de areia entre os dentes a gente paga quanto pedirem por uma dose liquida de carboidrato (leia-se coca-cola).  Abaixo o que sobrou do Dú. Uma mistura de poeira e suor. Nessa altura, já sem as tiras.

Saindo do boteco, mudamos para o modo “lights on” e pedalamos forte até encontrar sinal de celular. Isso foi acontecer somente depois de Bateias. Hora de dar uma telefonada para as patroas pra dizer que estávamos vivos. Mas um bom trecho em bom ritmo até que meu pneu furou quando estávamos em Campo Magro. Enquanto eu trocava minha câmara o pessoal reagrupou.

Foto: Fábio Strapasson

Saindo de Campo Magro cada um foi no ritmo que as pernas permitiam até em casa. Eu segui com o Mildo pelas infinita Manoel Ribas e cheguei em casa por volta das 21:30h. Esforço recompensado por uma merecida cerveja gelada.

Track e altimetria disponíveis aqui

Pedalantes: Du, Lulis, Thiago, Zé, Thiago 2,  RenatoFabricio, Mildo, Fabio, Estagiário, Gassner, Lyra e eu.

  • Mais fotos disponíveis aqui.
  • Relato Lyra aqui
  • Relato Mildo aqui
  • Fotos Gassner aqui

 

 

7 thoughts on “Cerne IV

  1. Pedal massa, apavorou! Eu mesmo cheguei apavorado em casa (só o pó). Meu corpo chegou meia hora depois, e a consciência na manhã seguinte. Sua foto do du (impagável) reflete bem o pavor, digo, “el polvo”. Valeu, bixxxo!

  2. Realmente uma pena eu não terminar o pedal, o mais triste foi buscar as bikes e fazer o trajeto com a bike no suporte do carro 🙁
    Espero o próximo pedal tenso para me redimir.

  3. alokos, se esse é o médio não vou nem quando for facil, quanto mais se aparecer um dificil… conheço alguns trechos, pedalei algumas vezes saindo do Ponta Grossa e a região é muito bonita, porém um sobe e desce puxadão. Parabéns a todos os aventureiros!

    JOPZ

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