Os Bruxinhos

PORTO (pelo preço que eu comprei) Reza a lenda que a escritora J. K. Rowling, aquela do Harry Potter que minha filha gosta tanto, morou no Porto no início dos anos 90. Parece que ela foi casada com um Português e trabalhava por aqui como professora de Inglês.

Essa breve introdução pra comentar uma cena que me chamou atenção numa das minhas caminhadas. Andávamos perto do boteco que comentei no post passado, aquele que é reduto dos estudantes universitários, quando cruzamos com um monte deles (homens e mulheres) vestidos como nos filmes do Harry Potter, ou seja, todos de preto (calça, saia, gravata, etc..) e cobertos por uma capa preta.

Imaginei na hora que esse pessoal estava vendo muita televisão. Mas parece que é o contrário. A famosa escritora teria se inspirado nos miúdos Portugueses para criar as vestimentas de Harry & Cia. Ela estava por aqui quando escrevia seu primeiro livro da série. Se é verdade não sei, mas parece fazer algum sentido.

Mas todo universitário usa essa roupa? Pelo que eu entendi são os veteranos  de universidade (vulgo “doutores”) responsáveis pelo trote nos calouros (caloiros). Aqui o trote se chama praxe. A roupa preta é o traje e a capa nunca deve ser lavada. Talvez pra impressionar mais os calouros, vai saber.

Outra regra é que os calouros (praxados) não podem olhar nos olhos dos doutores. Assim como no Brasil, os calouros se submetem a todo e qualquer tipo de humilhação. Entretanto, a praxe é regulada por um conselho composto por alguns estudantes o qual obedece o código de praxe.

Ao longo da graduação  o estudante recebe 16 títulos, começando com bicho (o aluno ainda não matriculado), passando por puto, doutor de merda, merda de doutor, até veterano. Os títulos variam de acordo com a duração do curso. Mais informações (inúteis) no Praxe Porto.

Bem, agora eu tenho que responder uma dúvida de um doutor de merda, ou seria de um merda de doutor.

 

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