Pedreiras de Itaperuçu

CURITIBA (sujo e molhado) Finalmente meus amigos do odois.org saíram da toca e organizaram um pedal digno de alvará full-day. A ideia era conhecer algumas das pedreiras de Itaperuçu, região dominada por empresas de extração de minerais.

O dia amanheceu meio cinza, ideal para um pedal longo. Por volta das 9:00am saímos do centro de Curitiba, passamos por Sta Felicidade onde encontramos o pessoal do twowaybike, que já conheciam as pedreiras e seriam nosso guias.  Logo estávamos pedalando pelas ruas de terra entre Campo Magro e Almirante Tamandaré com a temperatura em franca elevação.

Mais um pouquinho e chegamos na primeira pedreira, a qual está em atividade. O buraco deve ter uns 80m de profundidade. A pedreira da Itambé é mais bonita por causa do lago lá em baixo, mas segundo relatos, os seguranças da empresa não estão deixando os ciclistas passar por perto.

pedreira

Se você der uma olhada no Google Earth (veja o track aqui), vai reparar que essa região é tomada por pedreiras, fábricas de cimento e calcáreo. Mas o bolo da cereja de hoje era a pedreira “Tesãopiá” (nome dado pelo Du), uma pedreira desativada de acesso fácil, mas escondido. Se você não tiver as coordenadas corretas, passa batido. Como estávamos acompanhados do pessoal que conhecia, chegamos lá facilmente.

pedreira vista aérea

panorama pedreira

Não tem como não pular nesse lago de águas verdes, ainda mais depois de 50km num dia quente. Eu achei que a água fosse um gelo, mas a temperatura estava perfeita.

mergulho na pedreiraFicamos um tempo por ali e fomos até Itaperuçu Downtown para um rápido almoço. A escolha do restaurante ficou por conta da Odile, patroa do Mildo (btw, Mildão pedalando com a patroa parece um Lord Inglês!). Ela entrava nos restaurantes, dava uma olhada e dava o veredito. No terceiro restaurante, buffet da Camile (ou coisa parecida), resolvemos entrar. Certamente lá eles servem o frango mais salgado da região. Puta merda!

Começamos a voltar já com uns pingos de chuva. No roteiro tinha mais uma pedreira mas o acesso estava fechado e o pessoal não quis arriscar. Olhando no track, passamos bem ao lado. Acho que dá pra voltar lá.

pedreira perdida

A chuva começou a apertar bem quando entramos na parte mais divertida e suja do percurso. Um trecho de cerca de 6km entre as estradas do Morro Azul e do Marmeleiro, marcado no mapa como Rua Cinco. Algumas subidas lazarentas e descidas sensacionais. Puro Mountain Bike. Ali eu, Fabricio e o Tourinho viemos  voando baixo pelas estradinhas-estreitas-que-só-passa-um-carro. Ainda bem que não apareceu nenhum carro!

rua cinco IMG_1646

Enfim, pedalzinho sensacional como há tempos eu não fazia. Fechei com 98km e 1658m. de subidas acumuladas.

 

4 thoughts on “Pedreiras de Itaperuçu

  1. Boa Leso. Foi um ótimo pedal. Dá pra voltar naquela pedreira + subir Morro Azul num pedal só digno de alvará também.

  2. Chega até ser cômico… Morei em Curitiba, sempre tive vontade de fazer longas distâncias de bicicleta, conhecer lugares paradisíacos, pousar em algum lugar bem arranjado( na mata ou na cidade mais próxima). Agora que moro em Itaperuçu, perdi todo o meu interesse nesse lugar, pois sei o quanto é perigoso, ainda mais para sair sozinho, como eu costumo fazer… E olha que minha bicicleta nem é tão chique assim… 18v, simples, urbana. Parabéns pelo Post sobre o lugar.

Leave a Reply