CURITIBA (pêssego e aspargos) Sexta-feira prometia pois o calor era grande e a previsão do tempo finalmente dizia que teriamos sol durante todo o fim de semana. Um motivo a mais para um bom e longo pedal no sabadão.
O roteiro escolhido foi a subida da Graciosa. Na realidade Mildo e Fabricio queriam fazer um treino para a viagem que estão planejando junto com o Gassner para janeiro próximo. Logo carregaram suas bikes para simular a situação real que lhes espera. Como eu não vou poder ir nessa viagem, fui levinho. Tá certo que tive que carregar umas latas de coca-cola no meio da Graciosa. Artifício usado pelo Mildo pra andar na minha frente

Bem, começando pelo começo, encontrei o Mildo as 5:50h perto de casa e fomos pela BR277 até o Posto de Gasolina em São José dos Pinhais encontrar o Fabrício. Dalí, rumamos os três serra abaixo até a entrada de Morretes, onde tivemos nosso primeiro e único pneu furado. Fabricio foi o sortudo!

Pneu consertado, protetor solar reforçado e repelente passado continuamos o pedal. Isso até o trilho do trem, onde o maldito que nos persegue nos separou do Mildo.

Trêm superado, logo estávamos no centro de Morretes rodeados por um monte de gente, banda da Polícia Militar, crianças de escolas vestidas para desfile, etc… Não, não foi o twitter avisando que estavamos descendo. Eram as comemorações dos 276. aniversário de Morretes.

Não pudemos ficar para a festa pois tinhamos uma muralha para vencer. Mas antes, uma parada estratégica para o tradicional pêssego do Mildo. O local escolhido foi o rio Nhundiaquara, parada tradicional dos farofeiros de sim de semana. Como chegamos lá por volta das 9h a coisa estava bem tranquila. Comemos nosso pessêgo tranquilamente na companhia e alguns bicho-grilos que fumavam um baseado com os pés no rio.

Ora da verdade. Do rio Nhundiaquara até o começo da Trilha do Alemão são 895m de altitude em 25km. O sol estava castigando e pedalavamos colocando como objetivo a próxima sombra da estrada. O tráfego na descida estava bem intenso mas para subir estava bem tranquilo.

Fizemos uma parada providencial no Rio São João para refrescar as idéias e seguimos direto para nosso ponto de parada planejado para o almoço a 790m de altitude, ou seja, perto do fim da subida.

Banquete com direito a lombinho, pepinos, aspargos, sardinha, atum e coca-colas compradas no meio do caminho. A pergunta que eu sempre faço é se a gente pedala pra comer ou come pra pedalar… Bem, não importa. O que importa é que estava tudo muito bom!

Logo no fim da subida pegamos a Trilha do Alemão a qual eu não conhecia. Uma trilha muito bacana com algumas descidas e bastante pedras. Mildo brutus sofreu sem suspensão nesse trecho.

Dali pra frente seguimos pela Estrada Dom Pedro e então pegamos o contorno. Esse ponto foi o pior da aventura pois todos nós estavamos sem água e não tinha um mísero posto de gasolina ou boteco no meio do caminho. Conseguimos achar água somente depois de uns 15km no posto de apoio da Auto Pista Litoral Sul. Um pouco antes de chegar alí eu estava quase quebrando tamanha a sede. O pedal já estava no automático.

Devidadmente hidratados e depois de uma dose de cafeína para botar a cabeça pra funcionar novamente rumamos pra casa. Nos separamos do Fabricio no viaduto da 277 e viemos eu e o Mildo em direção ao Ahú/São Lourenço.
Ao fim foram 161km com 2000m de súbida acumulada e muitas risadas. Valeu Fabricio e Mildo!
O trajeto e altimetria disponíveis aqui. Mais fotos disponíveis aqui e na galeria do Fabrício.
Ai, caramba, que inveja. Logo quero estar nestes pedais programa de índio!
Renato
ei man!!!
pedalzao de respeito!!!!
valeu e simbora pra proxima, hahaha
mooooooooooooooove
Pingback: Volta da Graciosa
Realmente o final do pedal foi o mais duro… Aguentamos bastante coisa, mas ficar sem água é dureza.
Muito legal o pedal. Não sei se eu aguento, mas que dá vontade de tentar, isso dá! Quem sabe na minha próxima ida a Curitiba?
Aguenta sim! A próxima vez por aqui a agenda vai estar cheia !!