Chegada Conturbada

CASABLANCA (tired) Resolvi aproveitar o deslocamento e tirar alguns dias de férias pra visitar o Marrocos. Depois de alguma pesquisa e alguns emails trocados com alguns colegas resolvi concentrar meu tempo no sul. Se der tempo visito alguma cidade do norte.

O voo do Porto pra Casablanca foi tranquilo com uma escala em Lisboa onde peguei um teco-teco. Passei pela imigração Marroquina rapidinho e logo estava no saguão do aeroporto. Nesse momento você já é afrontado por uma realidade bem diferente. Guardas fumando pelos cantos, homens se abraçando e se beijado (isso é bastante normal na cultura local), mulheres só com os olhos de fora e uma falta de informação danada. Ninguém sabia onde era o balcão da Avis. Por outro lado ganhei uns 3 cartões de companhias de aluguel de carro locais.

Depois de alguma procura encontrei as locadoras num canto do aeroporto. Levou um tempo mas consegui alugar meu carro. O cidadão não conseguiu passar um dos meus cartões mas passou o segundo. De repente ele disse que queria anotar o número do meu primeiro cartão pra ver o que tinha acontecido. Dá pra acreditar numa coisa dessas?  Pedi pra falar com o gerente da loja e aí meu carro ficou pronto rapidinho.

Nessa confusão esqueci de sacar dinheiro no aeroporto. Tinha apenas alguns euros no bolso. Peguei a estrada seguindo somente as placas pois os mapas que eu baixei para o GPS por algum motivo não estão roteando. E no fim de uma curva de o que aparece? Um pedágio! Larguei aquele sonoro fudeu!!

Perguntei pro cidadão se dava pra pagar com cartão.  Não dá, disse ele. E Euro, aceita euro? O lazarento olhou pra minha cara e disse, 10 Euros. O pedágio custava 5 Dirham (coisa de EUR 0.50). Usei alguns dos palavrões que ainda lembro em Francês e depois de algum tempo ele disse que agora não aceitaria mais os euros. Nisso formou uma fila de carros até que um senhor bastante simpático saiu do carro de trás e me deu uma moeda para eu pagar meu pedágio.

Cheguei no hotel que eu reservei para passar a noite e larguei o carro na frente do hotel, pois não tinha garagem. Logo apareceu um senhor dizendo que eu tinha que pagar. Merde, j’ai pas d’argent !! E fui dormir torcendo para que meu carro esteja lá amanhã.

Bem, assim foi meu primeiro dia em terras Africanas. Vendo pelo lado bom, encontrei uma boa alma que me emprestou dinheiro! Amanhã rumo a Marrakesh

Enquanto Espero

HOUSTON (I have a problem) Estou com um monte de tempo pra matar aqui no aeroporto de Houston e com uma internet gratis, cortesia da American Express. Então deixa eu registrar alguns fatos.

1) Meu olho esquerdo piorou. O herpes que volta e meia aparece por causa do stress, e sei lá mais o que, resolveu aparecer no meio do voo. Estava no meio do tratamento pois o infeliz tinha aparecido no começo do mês e eu achava que já tinha ido embora.Tomara que meu colírio funcione.

2) A Continental Airlines é uma merda. Eu nunca tinha viajado com essa companhia, pois ela não fazia parte da Star  Alliance, e aí não dá pra juntar milhas. Pois bem, recentemente a United comprou a Continental e resolvi experimentar. Na realidade era o voo com menos tempo de aeroporto. Que saudades da Lufthansa, Swiss, TAP, etc.. Se você quiser tomar uma cerveja ou vinho, tem que pagar US$7 (mesmo no voo internacional). Comida de avião é ruim e não tem jeito. Mas a da Continental é MUITO ruim. O avião que em vim é velho e o sistema de entretenimento um lixo. E viva o iPad!!

3) O aeroporto de Houston é um show como todos os outros aeroportos dos EUA.  Tem até desfibrilador nos corredores. Vai que algum pançudinho Americano alimentado a base de Burger&Bacon passa mal. No corredor do aeroporto ele não morre.

4) O calor parece estar forte. No ar condicionado do aeroporto está bom, mas cheguei as 4h da manhã e já estava 23C.

 

That’s all folks!

 

Cheguei

MONTREAL (cold) Acabo de chegar em Montreal pra uma semana de trabalho na ETS. Primavera Québécois e o termômetro marcando -2C.

Viagem em classe econômica é aquela coisa. Como desgraça pouca é bobagem, na minha frente veio uma família com 3 anjinhos. O mais santo deles não parava de bater a cabeça na poltrona. Eu querendo ver o filme e a poltrona balançando. Quando eu ia dar um cascudo no guri o pai dele se tocou e deu o cascudo no meu lugar. As garrafinhas de vinho que tomei junto com o bandeijão me ajudaram a dormir um pouco.

Chegamos no horário em Toronto, alfândega tranqüila, mala na esteira, conexão no horário, vôo vazio, e poltrona na saída de emergência com espaço para esticar as pernas!

Me dei bem, pensei. Mas aí começaram os avisos do comandante.
– O marcador de combustível não tá funcionando.
– Estão vindo arrumar.
– Vão colocar mais gasolina
– Colocaram mais gasolina e agora a gente não tem certeza de quanto combustível tem.
– Vamos tentar trocar o computador.

Uma hora e trinta minutos depois o último aviso.

– Fudeu prezados passageiros! Vamos cancelar o vôo e colocar vocês no próximo.

Felizmente tem vários vôos entre Toronto e Montreal. Mas como juntaram dois em um, o meu vôo estava lotado até o talo e aquela minha poltrona na emergência foi pro espaço. Mas enfim, cheguei.

Comida de Aeroporto

CURITIBA (tô fraco) De vez em quando nosso corpo emite um alerta  só pra lembrar que não somos nenhum Homem de Ferro. Depois de beber água do rio na última corrida de aventura e não ter sentido absolutamente nada, já estava me sentido o tal.  Mas essa semana tive que ir até Brasilia para uma reunião do forum dos coordenadores de cursos de pós-graduação e acabei comendo algo meio esquisito no aeroporto de Brasilia.

A viagem foi na quinta e passei a sexta-feira literalmente no banheiro. Tinha marcado um longão com o Mildo pra esse sábado mas minhas forças foram literalmente pela privada!

Alitalia

CURITIBA (cadê o teclado) Fazia tempo que eu não viajava com uma companhia tão bagunçada. As frustrações começaram já no vôo de ida (São Paulo-Roma). Avião velho onde nada funcionava direito. Quando liguei minha televisão foi isso que eu vi.

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Talvez os mais jovens nunca tenham visto isso, mas essa mensagem era comum quando você ia “bootar” o velho PC usando o velho DOS em um disquete. Se o disquete não estava no drive, em geral você recebia esse tipo de mensagem. Agora eu nunca esperava receber essa mensagem na tela de um 777. Além do mais, “strike a key when ready”?  Qual tecla? Pra sacanear eu chamei o aeromoço (sim, nessa companhia só tem homem mau-humorado como atendente de voo) e perguntei qual tecla eu deveria apertar?

Viagem de 12h sem televisão, comida e vinho ruins e pessoal mau-humorado. Na volta foi a mesma coisa com direito a atraso de voo e um stress básico no aeroporto de Roma pra não perder o voo pra São Paulo.

Se depender de mim (nem sempre depende pois a universidade em geral compra a passagem mais barata) eu nunca mais viajo de Alitalia!

10 Razões para não ser Vegetariano

WASHINGTON (esperando) Esses dias um amigo meu me disse que virou vegetariano. Disse que ganhou um livro de presente, começou a se interessar pela coisa e resolveu tentar. Pois bem, como tenho uma conexão de 6 horas para pegar meu próximo avião, começei a pensar se eu conseguiria tal proeza. Cheguei a conclusão que não! De cara tenho 10 boas razões:

  • Sashimi de Atum
  • Torresminho de peixe na beira de um rio
  • Picanha mal passada
  • Filé Argentino do Saanga Grill
  • Ensopado de caranguejo
  • Ostras na grelha na praia
  • Carneiro do Khyber Pass
  • Cassoulet
  • Feijoada da minha sogra
  • Shish taouk

No way my friend!

Atualização: Vou adicionando aqui mais algumas razões pra convencer os indecisos 🙂

 

A Volta

SÃO PAULO (acabado) Acordamos as três da manhã pois depois de uma grande discussão com a chinesa do hotel em Roma, consegui agendar um shuttle para o aeroporto as 4h já que nosso vôo era 6:25h.

Volta e meia me pego nesses horários esquitos por pura falta de atenção.

Depois de um vôo Roma-Lisboa em um avião velho fizemos o trecho Lisboa-São Paulo num avião novinho com direito a filmes e jogos. Para um vôo diurno esse tipo de coisa faz a diferença, principalmente com criança a bordo.

A mancada da TAP foi oferecer Lula ensopada no almoço. A outra opção era massa mas já tinha acabado, para revolta geral das mães no avião. Coisa de chef Português!

Agora é só esperar nosso vôo pra Curitiba. Esse é um dos poucos momentos que eu gostaria de morar na terra da garoa.

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