Single Speed

CURITIBA (thunderstorm) Já que ganhei um quadro novo para a minha Mountain Bike o negócio é aproveitar o entusiasmo pra mudar um pouco o tipo de terreno. Combinei com  Lyra, Arce e Renato um pedal no domingo de manhã pelas estradinhas de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Lyra fez um roteiro por lugares que eu ainda não conhecia e pra não perder o hábito, com mais de 1000m em subidas acumuladas.

IMG_0618Belas paisagens, bom papo, temperatura agradável, sem chuva e tudo ia caminhando muito bem até que no km 36 meu câmbio traseiro estourou quando fiz uma troca de marcha. O mecanismo que tensiona a corrente foi pro espaço, o que faz com que a corrente não pare no lugar. O problema é que estávamos longe de casa (no meio do caminho) e sem nenhuma ferramenta.

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Ponto azul: Onde quebrou o cambio. Ponto verde: Destino Final

Eu sempre carrego aquelas abraçadeiras em nylon (o famoso enforca gato) que é resistente e serve pra fixar qualquer coisa. Mas desta vez estava sem nada. Pedalei uns 6 km na marcha mais leve, a única que consegui dar alguma tensão no câmbio, até chegarmos no boteco do Canelinha em Campo Magro. Lá, com a ajuda do Renato improvisamos um mecanismo para deixar o câmbio tensionado numa relação intermediária (Patent Pending).

IMG_0626E o jeito foi voltar pra casa em modo SingleSpeed, pedalando em pé todas as subidas que apareciam pela frente e girando pra cacete no plano. Cansei mas cheguei a tempo pro almoço! Agora tenho que comprar um câmbio novo. Quadro, câmbio e daqui a pouco estou com uma bike nova!

 

 

Novo Quintal

CURITIBA (the north face) Aos poucos vou me familiarizando com meu novo quintal, os municípios de Colombo e Almirante Tamandaré. A vantagem de morar no fim da cidade é que com poucas pedaladas já estou numa estradinha de terra qualquer. Depois de explorar um pouco a região acabei fazendo dois roteiros para uns treinos rápidos de fim de tarde, mas com uma boa altimetria.

O primeiro, com 30km vai até o centro de Colombo enquanto que o segundo com 45km passa pelo centro de Almirante Tamandaré e depois Colombo. Tenho também um percurso de uns 70km em mente mas ainda tenho que testar a sua “pedabilidade” para ver se ele entra na minha listinha.

E assim eu vou adiando a compra da speed.

Roteiro

Estrada do Marmeleiro

CURITIBA (vai esquentar) Finalmente consegui tirar minha bike do porão (yes, agora eu tenho um porão) depois de algumas semanas colocando a casa em ordem. Elenise me chamou para um pedal junto com a Mari e o William, marido da Mari. A propósito,  o casal pedala forte pra cacete.

Saí de casa por volta as 7h e encontrei o pessoal no Barigui. Da minha casa até o Barigui agora são 13km. Saímos dali com destino a Estrada do Marmeleiro, que fica em Almirante Tamandaré. Passamos pelos campos dourados de Campo Magro, cruzamos a estrada do Cerne, Canelinha e logo estávamos numa região nova para mim.

Andamos mais um tanto subindo e descendo, como é de costume nessa região até chegarmos na região do Marmeleiro. Mais um pouco de subidas em estradas de terra e chegamos na parte asfaltada (e mal conservada) da estrada. Um pouco mais adiante paramos numa propriedade de um conhecido da Mari para colher e comer pêssegos. Na ânsia de colher os frutos mais bonitos acabei esquecendo de tirar fotos.

Dica: Se quiser comprar pêssegos frescos livres de agrotóxicos passe na Estrada do Marmeleiro, coordenadas 25o 17′ 56.44”S 49o 20′ 49.73” W. Garanto que você será muito bem atendido.

Continuamos o pedal e pouco antes de chegar na Rodovia dos Minérios pegamos a direita e continuamos por estradas de terra até a Lamenha Pequena. Dali, segui segui sozinho pra casa num sobe e desce interminável e as 12:30h cheguei em casa sob um sol de rachar. Ótimo treino com 78km e 1260 de altimetria para o pedal “solta tiras” que se aproxima. Track aqui.

Morando na parte norte da cidade, certamente vou explorar mais essas regiões.

 

 

Três Morros

CURITIBA (sol mas frio) Consegui organizar minha agenda pra dar uma pedalada na sexta pela manhã, já que esse mês a coisa está complicada nos fins de semana. A ideia era fazer algo curto mas com boa altimetria. O roteiro ficou então definido com três morros, Morro da Cruz em Colombo e doisMirantes de Almirante Tamandaré.

Saímos, eu, Mildo e Fabricio por volta das 8:30h do São Lourenço sob uma forte neblina e com temperatura na casa dos 8C.

Foto: Mildo, ou melhor, Guarda Municipal

Fizemos um caminho mais longo para chegar no Morro da Cruz. A ideia era andar mais nas estradinhas de terra, que estavam bem encharcadas com os dois dias de chuva dessa semana. Logo estávamos no pé do nosso primeiro objetivo, o Morro da Cruz. A subida do Morro é forte mas curta e totalmente pedalável.

Subida Morro da Cruz

A hora que chegamos lá em cima a neblina já tinha de dissipado e pudemos curtir um o visual e a já tradicional lata de pêssego do Mildo.

Mildo deu a sugestão de descer pelo lado sujo do morro. Em função das chuvas e da mata fechada, o caminho estava extremamente liso. Como esse caminho parece ser bastante usado por motos de trilha, a estrada tem valas profundas dos dois lados. Foi bastante complicado de se equilibrar no meio da estrada. Depois de alguns tropeços e muita risada chegamos em Colombo novamente.

Foto: Mildo (olha minha bike onde está e onde eu consegui parar depois de voar por cima dela)

Ali Fabricio nos deixou e seguimos em dois para o Mirante de Almirante. Desta vez subimos por um caminho diferente no Mirante. Na última vez que estive lá fomos parar no morro ao lado pois a estrada estava fechada por várias árvores no meio do caminho. Desta vez a estrada estava aberta e chegamos ao nosso segundo morro, o Mirante de Almirante, pelo caminho tradicional (se não é o tradicional é o mais curto).

Foto: Mildo

Pausa pra comer qualquer coisa e apreciar a bela paisagem, e descemos pelo lado que não tem trilha, ou seja, tivemos que abrir uma até chegar na estrada. Nosso destino era o terceiro morro que fica bem pertinho da cidade de Almirante Tamandaré. Mas antes fizemos um desvio e passamos por belas estradinhas, algumas delas propriedade de um clube.

Estrada dentro do clube

Essa estradinha acaba num trilho de trem. Ali não tem muita alternativa a não ser andar nos trilhos, literalmente.

Foto: Mildo

Esse trilho cruza a rodovia dos Minérios. Paramos alí pra comer alguma coisa num posto de gasolina meio decadente e voltamos até Almirante para o terceiro e último morro. Esse é o menorzinho de todos, mas com uma bela vista, pelo menos em algumas direções.

Vista do último morro

Rumamos pra casa num bom ritmo, mas antes de finalizar o pedal paramos no melhor caldo de cana de Curitiba. Pra quem quiser conferir, fica fim (ou começo) da rodovia dos minérios antes do primeiro semáforo. O caldo de cana com limão e hortelã vale a pena.

Pedal concluído com 65km e 1250m de altimetria. Track disponível aqui.  Mais fotos disponíveis aqui.

Fotos do Mildo e Fabricio.

 

A Estreia

CURITIBA (lá de cima) A missão do pedal de ontem era dupla, achar o tal do Mirante de Almirante Tamandaré e fazer uma estreia descente pra bike nova, ou seja, pedra, barro, descidas e muitas subidas.

Saímos por volta das 7:30h (Renato,Oca e eu) fazendo o mesmo track do Cachorro Louco. Naquela oportunidade a ideia era encontrar o mirante, mas pelo tempo escasso e um monte de árvores caídas na trilha resolvemos abortar a empreitada.

Desta vez deu certo. O track inicial que eu tinha marcado no GPS ainda está intransitável em função da chuvarada das últimas semanas. Por isso seguimos um pouco mais adiante até encontrar uma outra entrada para o mirante. Entre subidas e descidas, uma carcaça “fresquinha” de um Ford Ka.

A estradinha que leva pro Mirante tem alguns trechos bem sujos, outros sem condições de pedalar e outros de trilha bem fechada. Mas no fim o visual compensa todas as dificuldades. Simplesmente espetacular!

Na hora de ir embora descemos pelo lado mais íngreme do morro em que a estrada foi praticamente tomada pela vegetação. No começo achei que dava pra descer pedalando mas logo dei um duplo twist carpado e fui parar na relva. Como já dizia o poeta, prudência e canja de galinha não faz mal a ninguém.

Enfim, pelalzinho rápido mas suficiente pra estreiar a bike com dignidade.

Track disponível aqui e mais fotos disponíveis aqui.

ATUALIZAÇÃO: Como comentado pelo Jopz e confirmado pelo Du, o morro do Mirante também é conhecido como Morro do Sumidouro e foi tema de uma reportagem no programa Meu Paraná.

Fim de Férias

CURITIBA (tá feito) Hoje, Renato e eu, fizemos um pedalzinho  pra aproveitar nosso finalzinho de férias. Era pra ser curto e rápido pois o Renato tinha compromisso ainda na parte da manhã. Saímos as 7:30h do centro de Curitiba e partimos em direção a Almirante Tamandaré. Para nossa sorte o tempo estava meio nublado e não sofremos tanto com o sol. Mas em compensação pegamos um poeirão sem fim. Parece que as chuvas diárias de Curitiba não tem caído em Almirante Tamandaré.

Chegamos perto de Campo Magro ainda cedo e resolvemos descer até ao bar da Canelinha. Paradinha rápida pra um Gatorade e subimos até a estrada do Cerne. Renato olhou no relógio e constatou que ainda havia tempo e então decidimos ir até a BR277 pela Colônia Dom Pedro.

O que era pra ser um pedalzinho despretencioso e rapidinho acabou se tornando uma montanha russa. Rodamos perto de 60km com mais de 700m de subidas acumuladas. Track disponível aqui.

Voltando embora resolvi passar no Hunger Bikes que fica pertinho da minha casa pra ver um barulho esquisito no meu freio traseiro. Deixei a bike lá pra fazer uma revisão básica, mas na segunda devo sair com uma outra Giant preta, mas um pouquinho melhor do que aquela que ficou lá 🙂

Cachorro Louco

CURITIBA (chegou o verão) Hoje fui fazer um pedal despretensioso de meio período. Leandro fez um roteiro que passava na trilha do cachorro louco e também pelo mirante de Almirante Tamandaré. Saímos em sete pedalantes por volta das 8h do Centro Cívivo e logo estávamos no começo da trilha.

A marca registrada dos pedais do Leandro é o barro. Como não poderia ser diferente, depois de uma semana de chuva intensa, a trilha estava bastante lisa e barro não faltou. Alguns tombos foram inevitáveis durante a descida. A hora que chegamos no fim da descida tinha um rio mas a ponte improvisada que existia por lá foi levada embora pelas chuvas.

Tinhamos duas opções: voltar ou atravessar. O riozionho era meio fundo e ninguém estava  com vontade de se molhar muito. O jeito era improvisar uma ponte. E como todo ciclista tem um pouco de engenheiro, arrumamos alguns galhos e troncos e improvisamos uma ponte. Fiz um vídeo da construção e travessia. Minha expectativa era que alguém caísse no rio, mas isso não aconteceu 🙁

Depois de atravessarmos a ponte encaramos o resto da trilha, pois a ideia era subir no mirante. As estradas da região são muito boas pra pedalar. Algumas subidas fortes, boas descidas e belas paisagens.

O problema é que com as chuvarada na região, não foi possível chegar no mirante. Algumas trilhas estravam intransitáveis com várias árvores fechando o caminho. Lembrava um pouco a estrada da serrinha no começo do ano.

Com o alvará vencendo e as trilhas fechadas resolvemos voltar embora. Certamente voltaremos lá pra visitar o tal mirante, mas não depois de uma semana de chuvas intensas.

Pedalzinho light de 40km mas muito barro. Track disponível aqui.