Um Tour em Melbourne

JOHANNESBURG (quebrado) Tive tempo de sobra pra escrever um pouco sobre Melbourne no meu longo voo entre Sidney e Johannesburg. Aqui vão alguns lugares que eu acho que vale a pena visitar na bela, verde e espalhada Melbourne.

St Kilda. Fica na praia e aos domingos tem uma freirinha meio hippie. Foi lá que encontrei minha máscara aborígine. Quando eu fui estava nublado mais me disseram que o por do sol é algo espetacular. Ainda na redondeza tem uma rua cheia de pequenos cafés e restaurantes. Uma curiosidade sobre o café na Australia: Regular coffee não é café preto sem açúcar. Para eles regular coffee diz respeito ao tamanho. Se você pedir somente um café provavelmente vai receber um café com leite.

King’s Domain e Shrine. É o coração verde da cidade que inclui o jardim botânico e mais alguns jardins. A região foi construída em 1852 em uma região pantanosa.  Ao lado dos jardins fica o Shrine, um belo monumento aos heróis de guerra Australianos.

Bonde. Pegue o bondinho gratuito que faz um tour no centro da cidade, que em Melbourne é conhecido como city e não downtown.  Vale a pena o passeio.

Federation square.  É o mais novo espaço público da cidade, inaugurado em 2002. Tem uma arquitetura bem moderna, diferente de tudo que se vê ao redor. Um bom lugar pra tomar um short black (expresso). Ao lado do Fed Square fica a Flinders Street Station, a principal estação de trem da cidade.

Dockland. Era um pântano até que recentemente começaram a construir prédios de apartamentos residenciais e alguns prédios comerciais. Todos muito bonitos e modernos e com uma bela vista para o mar. O problema é que o Australiano típico não é muito chegado a morar em apartamento. O negócio deles é casa com quintal, nem que para isso eles tenham que dirigir 1h para o trabalho. Ao lado da dockland fica o moderno estádio Ethiad.

O centro. O centro da cidade é bem movimentado. Tem lojas e restaurantes para todos os gostos. Começando o passeio em dockland, você vai passar pela bela estação de trem Southern Cross, pelo centro financeiro até chegar na catedral. Não deixe de tomar uma cerveja em uma das lanes, vielas cheias de bares e restaurantes. Alias, uma boa dica para uma cerveja é o Mitre Tavern. Prove a Fat Yak, uma pale ale extraordinária.

Eureka. Suba no prédio mais alto da Australia. Da pra ter uma boa idéia da geografia da cidade. Na foto abaixo dá pra ver o Albert Park, local onde é realizado o GP de F1 da Austrália.  O parque fica um pouco longe da cidade mas vale a visita.

Yarra river. O rio é a divisa entre norte e sul da cidade e também é bastante utilizado pelo pessoal do remo. Perto da Flinders station, as ruas ao lado do rio são exclusivas para pedestres. Um outro ótimo local pra dar uma caminhada e tomar um café.

Brunswick Street: É a região boêmia da cidade, cheia de bares e restaurantes. A noite você pode encontrar vários bares com música ao vivo.

Ciclovias. A cidade é infestada de ciclovias. Pontos de aluguel de bikes estão disponíveis por todos os cantos da cidade. Só não esqueça o capacete. Em Melbourne andar sem capacete vai te render uma multa.

Yarra Valley

MELBOURNE (packing again) Melbourne é realmente uma daquelas cidades que dá pra morar. Eu classifico as cidades em duas classes: as que eu moraria e as que eu não moraria nem a pau. Em Melbourne eu moraria. Qualquer hora dessas eu escrevo um pouco mais sobre a cidade.

Um dos atrativos da cidade é a proximidade com Yarra Valley, a região produtora de vinho daqui. Hoje fizemos um tour na região e passamos por diversas pequenas vinículas degustando alguns vinhos. Algumas delas, bem pequenas, como a Yering Farm, mas com gente muito dedicada e orgulhosa de produzir um bom vinho. Lá comprei um Merlot que parece ser interessante.

Você também podem encontrar outras vinículas mais estruturadas como a Yering Station e a Chandon. Na Yering Station fizemos uma grande degustação com diversos tipos de vinho. Gostei bastante de um Nebbiolo safra 2010. Acho que precisa de mais uns 2 anos na garrafa pra ficar bom. Veremos.

Depois de mais algumas vinículas paramos para almoçar na TarraWarra Estate, uma vinícula muito bonita com um restaurante excelente. Meio caro, mas muito bom.

Comi um pato assado que estava muito bom. Eu estava com vontade de comer mais um canguru, mas não tinha. Na falta de canguru, vai um pato mesmo. Bonito o prato, não?

Fechamos a viagem visitando mais algumas vinículas e degustando mais alguns vinhos. Outra ótima região pra conhecer com mais calma.

PS: A região tem um monte de lugares interessantes. Nós seguimos algumas sugestões que um colega do Brad, que conhece bastante as vinículas, nos enviou.

Carne de Canguru

MELBOURNE (low fat) Algumas curiosidades sobre a carne do canguru: i)  é uma carne  muito magra com um índice gordura de menos de 2%. ii) é uma rica fonte de proteína, ferro e zinco. iii) também é uma grande fonte de CLA (ácido linoleico conjugado), um suplemento alimentar utilizado por atletas para aumentar a utilização de gordura pelo organismo e, desta forma, promover o emagrecimento e aumento de massa magra.

O engraçado é que com todas essas vantagens não é todo lugar que serve carne de canguru. Mesmo nos mercados Australianos a oferta de carne bovina é bem maior. Acho que o pessoal tem pena de comer o símbolo nacional no churrasco. Minha amiga Juliana, por exemplo, não come pois tem pena do bichinho.

Bem, como eu sou um carnívoro nato e não sou Australiano, queria provar o nobre bichinho saltitante. Pois bem, hoje deu certo. Eu gostei bastante. Dá pra dizer que é diferente de todo tipo de carne que eu já comi. Tem gosto de carne de caça, se é que isso ajuda.
Para armonizar com o prato uma Coopers Pale Ale, uma tradicional cerveja australiana. Tenho que atualizar a minha listinha com as razões para não ser vegetariano.

Footy

MELBOURNE (game on) Aproveitei a longa viagem para a Australia para visitar um querido casal de amigos em Melbourne, Ju&Brad. Estou sendo tratado como um rei. Estão me levando pra cima e pra baixo, mostrando a cidade, seus amigos, etc. Só não está perfeito pois a Marisa não está por aqui comigo. Ela certamente estaria adorando estar com sua grande amiga. Next time…

Brad, australiano da gema, fez uma lista das coisas que eu deveria ver nessa minha curta passagem por aqui. Entre elas estava um jogo de futebol Australiano, footy para os íntimos, o esporte número 1 na terra dos cangurus. A coisa é meio parecida com o rugbi, mas com suas particularidades. As regras não são muito complicadas e depois de algumas explicações do Brad eu já estava entendendo como o jogo funcionava.

Fomos ver o jogo de uma equipe de Melbourne, os Hawks, contra um time de Brisbane. Como estava chovendo e nenhum dos times está muito bem no campeonato o estádio não estava cheio. Falando em estádio, o jogo foi no MCG, uma arena para 95000 pessoas sentadas. Um belo estádio.

Já faz algum tempo que eu não frequento jogo de futebol no Brasil. Meio de saco cheio de ser desrespeitado como cliente, não vendem cerveja, o time uma merda e por aí vai. Que graça tem ir num jogo de futebol e não poder tomar sua cerveja com os amigos? Daqui a pouco vão proibir a gente de xingar o juiz também?

Anyway, gostei do jogo, mas gostei mais do fato de tomar uma cerveja com um amigo vendo um jogo de futebol. Isso sim é priceless.

 

Cangurus e Coalas

BRISBANE (packing) Quem visita a Australia também tem que tirar fotos com Cangurus e Coalas. Pois bem, aqui em Brisbane tem um Zoológico, o Lone Pine Koala Sanctuary, onde você pode fazer isso. Além de Coalas e Cangurus, tem outros bichos típicos deste  lado do mundo, como o Ornitorinco e o Diabo da Tasmânia.

No que diz respeito aos cangurus, o zoo tem um grande gramado onde tem diversos  cangurus soltos. Todos mansos e esperando que você dê comida para eles. É só escolher um, fazer um carinho no bicho e pronto, pose para a foto.

Amanhã estou indo para Melbourne encontrar um casal de amigos e vamos ver como é a carne desse bicho. O churrasco de canguru já está encomendado!

Como o nome do zoo dá a entender, o local é um santuário dos coalas. E realmente tem um monte deles. Todos em cima das árvores comendo ou dormindo. Eita bicho preguiçoso. Pra tirar uma foto de um urso desses em movimento tem que esperar bastante.

Na foto abaixo uma funcionária do zoo estava segurando um para as pessoas olharem o bicho mais de perto. Parece um bicho de pelúcia. Pagando 16 pilas australianas você pode tirar uma foto com o bicho no colo. Nosso colega, Paulo, pagou pela foto e ainda ganhou como souvenir extra uma cagada do Coala na camisa. Urso dorminhoco e cagão!

Barreira de Corais

BRISBANE (finding Nemo) Vir para a Australia e não visitar a Grande Barreira de Corais é uma barbaridade, pra usar um vocabulário bem Curitibano. Então para não cometer tal barbaridade, reservamos um dia para visitar um pedacinho do Parque Nacional da Barreira de Corais.

A barreira é uma imensa faixa de corais composta por cerca de 600 ilhas e milhares de recifes. Possui cerca de 2300km de extensão começando no norte da Australia e se estendendo até Papua-Nova Guiné. O parque é patrimônio mundial da Unesco. Em resumo, um paraíso que não pode deixar de ser visitado!

Nós escolhemos o ponto mais próximo de Brisbane (5h de carro) para o passeio, uma ilha chamada Lady Musgrave. O barco sai da pequena cidade de Agnes Water e leva cerca de 1:30h para chegar na barreira. A empresa que fizemos nosso passeio é a Lady Musgrave Cruises. Serviço excelente! Só não esqueça de reservar um hotel/motel/dormitório, pois mesmo no inverno a coisa é bastante procurada.

A viagem é tensa. Mesmo tomando um remédio para enjoo tem muita gente que não resiste e apela para os saquinhos de vômito. Mas todas as dificuldades da viagem são esquecidas na hora que chegamos na barreira. A cor da água é de arder os olhos.

As ilhas, formadas por corais, possuem uma vegetação densa. A árvore que domina a paisagem tem raízes e galhos para todos os lados e tem em sua composição 80% de água. Parece uma melancia.

Depois de uma caminhada na ilha e um excelente almoço no barco,  descansamos um pouco e fomos mergulhar. Snorkel, máscara, câmera fotográfica, roupa de neoprene (a água nessa época do ano está na casa dos 20C) e fomos para a água. A sensação é de mergulhar dentro de um aquário gigante. Peixes, tartarugas, estrelas-do-mar, ostras, etc… Pra ver tudo isso basta colocar a cabeça dentro da água. Só não encontrei o Nemo 🙁

Minha experiência de mergulhador não é das maiores, mas certamente esse é um dos lugares mais bonitos que eu já visitei. É o tipo de lugar pra visitar com mais calma e fazer mergulhos mais longos com cilindro. Vai pra lista!

A volta para o continente é mais tranquila, talvez por que o barco venha no sentido das ondas. E tudo fica melhor acompanhado por um belo por do sol.

 

 

A Conferência

BRISBANE (hard work) Esse ano a organização da conferência (International Joint Conference on Neural Networks) deixou um pouco a desejar, principalmente se levarmos em conta o preço da inscrição, quase US$ 1000. Sei lá, mas parece que esse povo está perdendo um pouco o foco.

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Hoje apresentamos nosso paper. Eu não precisei fazer muita força pois coube ao Alessandro fazer o talk. Antes que me chamem de parasita, eu escrevi o paper.

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Algumas perguntas pertinentes da plateia, as quais eu já esperava por conhecer as limitações do nosso método. Mais algumas ideias para o Yandre trabalhar até o fim do seu doutorado.

 

City Cycle

BRISBANE (finalmente o sol) Uma ótima forma de locomoção em Brisbane é a bicicleta. Não somente pela topografia do local, mas também pela infraestrutura disponível.

Comecemos pelo sistema de aluguel de bicicletas, o CityCycle. O esquema é bem parecido com outros implementados ao redor do mundo, ou seja, privilegia deslocamentos curtos, menores do que 30 minutos. Se o deslocamento for levar mais tempo, é necessário parar em uma estação (e existem várias) e trocar a bike. Senão você vai pagar uns trocos a mais.

Por apenas 2 cangurus australianos você pode utilizar o sistema por 24 horas (vários deslocamentos menores de 30 minutos). Se fizer o pacote anual fica muito barato. As bicicletas são bem confortáveis e contam com um câmbio de três marchas. Perfeitas para o uso urbano em uma cidade plana.

Mas o que são bicicletas se não existir uma infraestrutura e respeito dos motoristas? Bem, esses problemas os Australianos de Brisbane não tem. A estrutura de ciclovias é muito boa. Tudo muito bem sinalizado e muito bem cuidado.

Onde não tem ciclovia existe um bom espaço para as bicicletas entre os carros estacionados e a faixa de rodagem. Espaço mais que suficiente para um ciclista andar tranquilamente.

Sistema simples e eficiente. Uma excelente alternativa pra ir pra conferência.

 

Surfers Paradise & Byron Bay

BRISBANE (wet) Como chove por aqui. Tínhamos planejado conhecer a famosa barreira de corais que fica um pouco ao norte de Brisbane, mas choveu o fim de semana inteiro. Então resolvemos ficar por perto. Passamos na famosa praia de Surfers Paradise. Como o tempo estava meio feio a praia estava bem tranquila. Tudo muito bem cuidado, limpo, mas nada demais, apenas uma bonita praia. Alias, uma coisa que eu notei até o momento, é que tudo é muito bem cuidado, limpo e organizado.

Encontramos uma restaurante pra almoçar que vendia cerveja. Aqui vale uma nota. A grande maioria dos restaurantes aqui não vende bebida alcoólica. Supermercados não vendem cerveja (pelo menos nos que nós fomos). Se você quiser comprar qualquer bebida alcoólica você tem que ir em uma “liquor store”. Para nossa sorte, a variedade de cervejas nesse bar/restaurante era boa.

Um outro dia chegou e a chuva não foi embora. Resolvemos conhecer uma praia chamada Byron Bay. Local bastante frequentado pelos surfistas locais. Pegamos então a estrada com nosso Lancer com a direção do lado direito. Chuva forte no caminho inteiro.

Queríamos visitar o farol no alto do morro, mas chovia demais. Não nos restou outra alternativa a não ser achar um restaurante pra almoçar. Pra variar, nem cerveja nem vinho. Felizmente a moça nos disse que poderíamos comprar um vinho e levar para o restaurante. Comprarmos dois Shiraz Australianos e fomos comer um peixinho.