Posts tagged: bicicleta

Pastel de Queijo

By Luiz, 08/09/2010 7:07 pm

CURITIBA (e não é da feira) Pra quem não sabe hoje é feriado em Curitiba, dia da padroeira da cidade. Isso dá a nós Curitibanos um dia extra para se recuperar de um feriadão com direito a uma segunda-feira enforcada. E como ultimamente só tenho falado de comida e bebida aqui, segue mais um post gastronômico. Mas desta vez pedalamos um pouco antes de comer.

Combinei com o Lyra um pedalzinho sem destino pra fechar o feriado e acabamos decidindo in loco comer um pastel no bar da Canelinha (mistério resolvido, é DA canelinha). Esse é um bom trajeto para aqueles dias de alvará curto, como hoje. Saímos em seis pedalantes, Lyra, Pedro, Renatão, Galeano, Liz e eu. Encontramos o Rodrigo no caminho.

Dia nublado, alguns pontos de garoa e algumas trilhas fresquinhas que uma patrola estava fazendo foi o que encontramos pelos lados de Campo Magro hoje.

O que dizer do pastel? Bom, não é o pastel da Graciosa mas é um bom pastel. Diria que vale a pena o pedal até lá pra comer um pastelzinho de queijo. Na realidade o pastel é a desculpa pra pedalar, como se isso fosse necessário :)

(Lyra, Galeano, Rodrigo, Renatão, Liz, Pedro, Eu)

Percurso de cerca de 50km e altimetria disponíveis aqui.

Por Que?

By Luiz, 25/07/2010 12:06 pm

CURITIBA (recovering) Essa é a pergunta que muita gente faz quando conto que vou fazer um pedal que dura o dia todo. Esse sabadão nublado e frio fomos fazer a estrada do Cerne entre Curitiba e Ponta Grossa e no meio do caminho escutei mais um “por que?” de uma garota de uma mercearia no meio do caminho. Daqui a pouco eu respondo, se bem que ela certamente não vai ler esse post. Mas antes, um pouquinho de como foi nosso pedal.

O roteiro foi preparado pelo Du que infelizmente não pode ir por motivos médicos. A idéia era repetir o pedal do ano passado porém indo até Ponta Grossa e não Castro.

Saímos em 11 12 pessoas por volta das 6h de Curitiba. Da direita pra esquerda: Luiz, Renato, Fabrício, Fábio, Daniel, Gassner, Mildo, Arce, Lulis, Sartori, Mr. Heil e Marílio.  Tivemos alguns baixas de última hora, entre eles o Stulzer que junto com o Du e o Renato idealizaram o pedal do ano passado.

Como choveu bastante na noite anterior pegamos muito barro em alguns trechos. Algumas subidas tinham bastante lama, o que deixou o complicado um pouco mais difícil.

O bacana desse roteiro é a altimetria. São intermináveis subidas recompensadas por lonnnngos downhills sensacionais. Paramos pra um lanche e agrupar o pessoal no Bar do Nei, um boteco que fica no meio do caminho. Sob o olhar atento da caboclada jogando sinuca e tomando uns tragos compramos alguns refrigerantes e abrimos nossos Subways (dica do Mildo, muito boa por sinal).

Estávamos na metade do caminho e a parte mais difícil já tinha ficado pra trás. Agora vinha a parte lazarenta de difícil, porém não menos divertida. Alguns morros acima e abaixo e  uma última parada pra agrupar a moçada na mercearia Sta Inês. Se um dia você passar por ali não deixe de experimentar o delicioso suco Tilly, uma mistura de Maça, Abacaxi e Hortelã que não tem gosto de nada disso! Mas tem vitamina C!

Saindo dali encaramos a última subida forte e encontramos o Maurílio com sua bike de Internet (segundo o Mildo) já no começo de trecho final de asfalto. Resolvemos então, eu Gassner e Maurílio, tocar na frente do pessoal até Ponta Grossa onde nossa Van nos aguardava para a volta. Começamos a pedalar e minha corrente arrebentou. Com ajuda do Gassner emendamos a dita cuja e mais algumas pedaladas a frente soltei aquele FUDEU! Tinha ido corrente, gancheira, cambio, tudo pro saco!

Quando eu já estava conformando em ficar ali na estrada pra esperar o resgate na companhia do Lulis, não é que surge Fabio MacGyver pra botar minha bike de pé. Em alguns minutos estávamos back on track, tá certo que só com uma marcha, mas curtindo um estradão vazio e um pôr-do-sol magnífico.

Fechamos o pedal em Ponta Grossa, com 140km e mais de 2500m de altimetria. Track disponível aqui e mais fotos aqui.

Como prometido, algumas respostas pra menina da mercearia (e pra maioria das nossas esposas):

  • Pra rir muiiiiito com a história do Mildo sobre a música da Sade.
  • Pra tomar umas coisas diferentes, não necessariamente tão boas, que você não encontra em qualquer lugar.
  • Pra ver uma bike de internet ao vivo como a do Maurílio XTR.
  • Pra jogar papo fora
  • Pra conhecer melhor as pessoas
  • Pra vencer desafios
  • Pra ficar todo dolorido e se sentir vivo
  • Pra aprender botar uma bike de pé quando você já tinha largado aquele FUDEU!!
  • Pra discutir qual será a próxima aventura durante a volta
  • Pra ver um pôr-do-sol numa estrada deserta

E certamente durante os próximos pedais devo encontrar mais algumas respostas. Muito obrigado a todos os pedalante por esse ótimo pedal!

A Gata do Canelinha

By Luiz, 13/06/2010 10:10 pm

CURITIBA (burning red eye) O dia amanheceu frio em Curitiba e meu olho esquerdo bem vermelho, mas a vontade de dar uma pedalada foi maior. Saí de casa por volta das 7:40h com 8C pra encontrar um grupo de corajosos pedalantes e nosso navegador de plantão, Leandro Tag, que fez um roteirinho curto (cerca de 40km) passando por umas estradinhas bacanas de Almirante Tamandaré, Canelinha e a trilha da Poças (desta vez no sentido inverso).

Passamos por umas estradinhas bem bacaninhas perto de  Almirante Tamandaré antes de chegarmos no bar do Canelinha, parada tradicional pra o café da manhã dominical. E não é que o Leandro achou uma gatinha perdida por lá. Ligou pra casa pedindo permissão pra patroa pra levar a bichinha pra casa, mas acabou desistindo depois que tentou colocá-la dentro da sua mochila. Vai que ela resolve mijar e cagar na minha mochila… Bem pensado!

Deixamos a “Tag Pussy Cat” pra trás e voltamos pela trilha da Poças. Diversão garantida com uma pedalada técnica no meio da lama! Me despedi do pessoal perto da Manoel Ribas pois meu alvará já estava vencendo, pra variar!

Track disponível aqui ou aqui (via Garmin Connect). Mais fotos aqui

Serrinha Revisitada

By Luiz, 29/05/2010 5:55 pm

CURITIBA (vapt vupt) Mesmo com o alvará curto, pois decidi fazer a primeira etapa do Paranaense de Corrida Cross Country na semana que vem, deu pra fazer um bom pedalzinho hoje. Leandro Tag fez mais um daqueles roteiros bacanas, o qual passava pela trilha das poças, serrinha, bateias e dom pedro. A trilha das poças foi novidade pra mim.

Saímos em oito pedalantes (Eu, Leandro, Tourinho, Cristovão, Busa, e (help Leandro!!), Jonathan, Rafael e Richard) as 7:15  do largo da ordem e logo estavamos entrando na tal trilha das poças, a qual é bastante frequentada por jipeiros e motociclistas. Logo no começo nosso mascote, Tourinho, resolveu dar uma de Porquinho e ver qual era a profundidade das poças da trilha.

Não é muito funda, disse depois!

Essa trilha acaba perto da descida que leva ao bar do Canelinha (veja roteiro aqui) onde paramos pra um rápido café da manhã.

Dali seguimos para descer a estrada da serrinha, rezando (eu principalmente) para que ela estivesse em melhores condições do que da última vez. Com meu dedo ainda quebrado eu não estava muito a fim de carregar a bike. Felizmente a estrada está boa. As marcas dos desabamentos ainda estão por toda parte, mas a descida foi uma delícia.

Chegando na pedreira no fim da descida, e eu e o Cristovão pegamos nosso caminho de volta em função dos alvarás reduzidos. O resto do pessoal seguiu para fechar o roteiro planejado.

Subimos a serrinha pelo outro lado num bom ritmo e num bom papo. Chegando em Campo Magro pegamos o asfato até Curitiba. Alias, Cristovão é bom de pedal e também de papo.

Cheguei em casa 12h com 65km e 1049m de subidas acumuladas e morto de fome! Mais fotos aqui.

No Limite

By Luiz, 09/05/2010 11:29 pm

CURITIBA (lost) Nossa corrida de aventura de ontem realmente merece o nome. Foi uma aventura de 12 horas com chuva, frio e lama, muita lama! Em alguns momentos a coisa deixou de ser diversão para se tornar preocupante.

Chegamos em São José dos Pinhas por voltas das 6:30h para pegar nossos mapas e não sofrer tanto na navegação. Juntos, eu, Mildo e Elenise traçamos o que seria nosso caminho e vimos que estava coerente com o caminho traçado por outras equipes. Alias, a navegação desta corrida foi bem melhor do que na corrida anterior. A prova tinha 13 postos de controle (PC). No mapa abaixo coloquei o que seriam os PCs extremos.

A largada foi dada as 8:15h e a saída foi tranquila. Largamos mais no final pra ficar longe da muvuca, mesmo porque não tinhamos pretensão de ganhar nada. Melhor, nossa pretensão era acabar e se achar na navegação.

Logo depois do primeiro PC nosso primeiro problema. O power link da corrente do Mildo estourou e partiu a mesma em três pedaços. Sorte que o bruto sempre carrega sua caixa de ferramentas e conseguiu juntar os pedaços. Acho que ali todo mundo passou pela gente.

Voltamos ao pedal e logo depois caí um dos tombos mais idiotas da minha vida. Estava tomando água na bike e quando vi estava dentro da valeta ao lado da rua. Nessa machuquei meu dedo (depois descobri que quebrei)  e perdi minha máquina fotográfica. Porém notei que perdi a máquina somente quando chegamos ao PC2 e resolvi tirar uma foto. Voltamos eu e o Mildo uns 3km pirambeira acima e encontramos a dita no lugar do tombo, intacta! Voltamos pedalando forte até o PC3 onde a Elenise e o Marcelo nos aguardavam. Dali tinhamos que subir até o cume do Morro Redondo. A chuva que caiu a noite inteira deixou tudo mais difícil, mas demos muitas gargalhadas.

Descemos o morro pelo mesmo caminho, pegamos as bikes e fomos para o próximo PC. Segundo a planilha tinhamos uma caminhada no leito de um rio. Na realidade caminhamos pelo rio mesmo. Saimos do rio numa cachoeira e tinhamos que voltar para o rio para chegar no PC7. Nas não achamos as fitas que a organização disse que tinha e chegamos no PC pelo estrada. Primeira penalização.

Saindo dali, mais um trekking com direito alguns trotes (essa foi a única parte que conseguimos correr um pouco) em direção a Chácara do Geraldo. Mais um sobe e desce danado e chegamos lá.

Na volta nos perdemos e fomos parar no final de uma trilha. Felizmente achamos o caminho de volta e chegamos onde tinhamos deixado as bikes. Aí começava um bom trecho de bike.  Primeiro tinha um bom trecho que barro que travou as rodas de todos no v-brake. Não tive problemas com os freios por causa dos discos, mas a lama era tanta que travou no meu quadro.

Saindo do barro navegamos bem e pedalamos forte um bom trecho, mas numa encruzilhada pegamos o caminho errado. O pior é que achamos que estavamos certos! O complicado de se perder nessas provas não é somente o tempo perdido, mas o desgaste físico e psicológico desnecessário.  Depois de mais de 1h de muito sobe e desce, voltamos ao caminho certo e rumamos pra cachoeira, onde tinha um rapel programado.

Mas pra chegar no rapel tinha mais um trekking no pior terreno que eu já andei na minha vida. Era barro puro e em alguns lugares nos afundávamos até o joelho. E alí acho que perdi minha parceira de prova. Palavras da Elenise:

- Luiz, essa vai ser a última prova dessas que eu faço. Nem me convide mais!

Realmente estava complicado. Chegamos na cachoeira pro rapel as 17h e o visual era sensacional. Mas estava um frio grande. Tinha quatro equipes na nossa frente e fomos informados que teríamos que esperar em torno de 1:30h para podermos fazer o rapel. Ou seja, a gente ia fazer um rapel no escuro. Aventura tudo bem, mas aí achamos que seria um rísco desnecessário, pois nenhum de nós tinha feito rapel antes. Resolvemos voltar, provavelmente sendo desclassificados.

Voltamos pelo mesmo caminho pesado, pegamos as bikes para finalizar a prova. Tinhamos algo em torno de 15km pra fazer no escuro. Mais uma parada não programada pra trocar o pneu furado da Elenise e continuamos o pedal. Tinhamos um caminho programado para a volta, mas que descobrimos que  não era factível. A quantidade de lama era tanta que era inviável pedalar no escuro. Resolvemos fazer um caminho mais longo e voltar pelo asfalto. Perto do fim minha corrente caiu numa troca de marcha e não vi que o pessoal saiu do asfalto logo a frente. Perdi a entrada, mas logo percebi a cagada. Mas depois de 12h de prova tudo parece mais longe. Finalizei a prova por volta das 8:40h, quebrado, mas contente!

Veja abaixo o video que o Rodrigo fez da corrida

Números finais: 73km de bike, trekking e alguns trotes e 1700m de subídas acumuladas.

Planejamento

By Luiz, 07/05/2010 6:52 pm

CURITIBA (como previsto, chuva!) Diferentemente  das corridas de asfalto e até mesmo das corridas de montanha, as corridas de aventura exigem um certo planejamento. Não dá só pra botar o tenis, pegar o chip e sair correndo.

E devo confessar que isso dá um certo trabalho. Tem um monte de coisas que você não pode esquecer sob o risco de ser desclassificado. Entre esses itens estão lanternas, kit de primeiros socorros, apito, faca, bússola, bike revisada, etc..Tentei organizar minhas coisas um pouco melhor desta vez, pois na minha primeira corrida acabei esquecendo algumas coisas.

Outra coisa importante é a comida. Desta vez vamos fazer a prova na categoria Expedição, que é um pouco mais longa que a categoria Aventura que fizemos no ano passado. Então uma preocupação a mais é a comida. Além das tradicionais barrinhas, gel de carboidrato, torrone, etc, fiz umas batatas assadas (receita do Rodrigo) para não ficar só nas coisas industrializadas. Tenho que pegar umas receitas com o André que agora resolveu tirar uma de Chef!

Então é isso, tudo arrumado, ou quase, bike com pneu de lama, pois a previsão é de chuva! Largada amanhã as 8h (com briefing as 7h) em São José dos Pinhas. 45 km de bike, 11 de corrida/trekking na montanha e um rappel de 45m pra fechar. Depois eu conto como foi!

Garmin Edge 705

By Luiz, 18/04/2010 12:08 am

CURITIBA (never lost) Finalmente chegou meu novo brinquedinho, um Garmin Edge 705. Já fazia um tempinho que eu estava usando meu Forerunner 305  para armazenar os tracks dos meus pedais, mas sentia falta de visualizar os mapas, saber exatamente onde eu estava, etc.. Como escrevi anteriormente, o Forerunner é valente mas não foi feito pra pedalar e sim pra correr.

Vamos as primeiras impressões. A caixa vem com tudo que é necessário para “plugar” o GPS na bike. Instalação tranquila.

O modelo que eu comprei vem com sensores de batimentos cardíacos e de cadência. O sensor de cadência pode ser usado pra um monte de coisas, mas seu uso típico consiste em marcar o número de pedaladas por minuto. O sensor ainda marca a velocidade independentemente do GPS através de um sistema wireless. Se por algum acaso você ficar sem sinal de GPS, o aparelho continua mostrado a velocidade e o deslocamento.

Como eu nunca tinha usado um sensor de cadência, fui dar uma pesquisada sobre o mesmo. Aparentemente você deve pedalar com uma cadência média acima de 70 rpm para fazer seu sistema cardio-respiratório trabalhar e também para forçar  menos suas articulações. Para fazer treinos também parece ser uma boa. Nas subidas quando não dá pra manter a velocidade, pelo menos dá pra tentar manter a cadência. O Edge 705 ainda aceita um sensor de potência, mas este deve ser comprado separadamente.

Voltando ao GPS, a interface é muito fácil e amigável. Bastante parecida como o Forerunner, o que talvez tenha facilitado meu trabalho. O sistema de navegação é bastante similar aos modelos automotivos da Garmin, como os nuvi. Se você era o caminho ele apita, manda virar, etc. Só não fala como os Nuvi.

Outra coisa bem interessante é a possibilidade de seguir um track pré-definido e saber exatamente a altimetria que lhe espera pela frente. Quem pedala sabe, as vezes não importa a distância que falta e sim a altimetria que lhe espera.

E finalmente, o Edge 705 aceita mapas topográficos, muito interessantes para trekking e qualquer outro tipo de aventura “outdoor”. Andei falando com meu consultor de mapas, Sr. Du O2, e parece que já existem as cartas topográficas para São Paulo e Santa Catarina, mas não para o Paraná.

Em resumo, expectativas alcançadas e agora vamos colocar o brinquedinho pra trabalhar!

Um Aniversário Diferente

By Luiz, 11/04/2010 6:19 pm

CURITIBA (o meu é só em dezembro) Ontem fui na festa de aniversário dos 23 anos Thiago do O2 Expedição. Aí você pode pensar, festinha de 23 anos, cerveja, churrasco, gatinhas,  etc… certo?  Que nada! Pra chegar no local da festa, a pedreira da Itambé, tivemos que pedalar muito. Local cinematográfico, diga-se de passagem.

Saímos em uns quinze da Havan do Barigui por volta das 7:30h. Os de sempre marcaram presença, Stulzer, Renatão, Mildo (agora com blog), Gassner, Fabrício, O2 Team, e o Tui. Leandro Tag fez o roteiro, teve o alvará caçado de última hora mas mandou um representante mirim, o Leandrinho, 14, ou melhor Guilherme. Gassner já está tratando de transformar o moleque num Lance Armstrong.  Não tenho certeza se a mãe do Guilherme sabia bem onde ele estava…

Como já é tradição, paramos para um café rápido no Jusita em Campo Largo e dali já pegamos as estradas de terra. O trajeto feito pelo Leandro foi muito legal. A primeira parte até chegar no Morro do Cal em Campo Largo têm estradinhas muito bucólicas com Araucárias imponentes.

Quando eu vi a altimetria do percurso imaginei que teríamos alguns downhills espetaculares. Não é isso que dá pra imaginar olhando a altimetria abaixo?

A descida começava aqui (foto abaixo) mas não deu pra ir muito rápido. Bem pelo contrário, tivemos que descer bem devagar e com muito cuidado pra não cair. A suspensão nova aguentou firme e forte a parada! Outra hora falo mais dela e da outra maldita que só me deu dor de cabeça.

Depois pegamos um trecho onde deu pra andar mais forte. Nosso judoca de plantão, Tui, levou um ippon de um motoqueiro na curva, mas nada que tirasse nosso atleta da luta. Fica a dica, não feche demais nas curvas pois por mais deserta que seja a estrada, sempre pode estar vindo alguém… Antes de chegar na pedreira uma subida de tirar o chapéu e finalmente estávamos lá, na área de detonação da Itambé.

Esforço compensado com bolo, salgadinhos e docinhos! Só faltou a cerveja!

Stulzer arrumou um sinalizador que serviu de vela e alí, entre um monte de pedras e um lago verde de arder os olhos,  cantamos parabéns para o Thiago.

Voltamos pelo famoso concretão da Itambé com um monte de subidas e descidas até chegar a BR227. Logo a frente paramos numa lanchonete e acabamos com o estoque de pães da mulher. Eu já estava verde de fome! Foram algumas dezenas de Baurus e X-Saladas. O Renatão ainda descolou uma Malta preta (glicose pura) para degustarmos!

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Parabéns ao Thiago e todos os pedalantes! Parabéns ao O2 pela iniciativa! E que venham os próximos aniversários!

Pedal fechado com 117km e 2000m de subidas acumuladas.

Track e mais fotos disponíveis aqui. Mais relatos: Pedaleiro, Fabricio, Mildo, Transpirando, O2.

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By Luiz, 02/04/2010 12:40 am

CURITIBA (on wheels) Nossa querida Curitiba é tida por muitos como cidade modelo, exemplo de planejamento urbano, etc… Porém, assim como na grande maioria das cidades Brasileiras (pelo menos as que eu conheço), andar de bicicleta pelo centro da cidade é uma aventura e tanto, principalmente no horário do rush.

Muitos Curitibanos optam por andar nas canaletas dos ônibus, mesmo sendo proibida a circulação de bicicletas nessas vias. Eu mesmo já tomei alguns sustos com viaturas da polícia e ambulâncias que surgem do nada. O problema é que faltam alternativas seguras. Na canaleta é perigoso, fora delas nem se fala.

A pergunta é: esse espaço que é só para ônibus não poderia ser compartilhado com ciclistas de uma maneira segura e inteligente? Em vários lugares na Europa isso ocorre de maneira bastante pacifica, como dá pra notar nessa foto no centro de Genebra, Suiça.

Tá certo que lá existe a cultura da bicicleta como meio de transporte pois eles já perceberam que usar carro pra tudo não é muito inteligente. Isso dá pra perceber pela grande quantidade de bicicletas paradas numa das principais ruas de Genebra.

Será que um dia a gente chega lá? É esperar pra ver…

Limeira-Garuva

By Luiz, 14/03/2010 2:41 pm

CURITIBA (muita pedra) Esse sábado fizemos a famosa estrada da Limeira, que liga Morretes-PR a Garuva-SC. O pedal foi proposto pelo Stulzer que pensa em fazer um trekking de 100km nessa região. A idéia era explorar o terreno e também conhecer a estrada.

Como a previsão era de sol forte, resolvemos sair um pouco mais cedo e as 6:30h já estavamos a caminho da BR277 sentido Morretes. Saímos do passeio público em 9 pedalante: Eu, Stulzer, Mildo, Renato, Matheus, Daniel, Gassner, Markito e Fábio. Todos conhecidos de mais ou menos tempo, com exceção do Fábio, irmão do Daniel, quem me deu valiosas dicas na minha primeira corrida de aventura em Antonina. Fabio é um cara muito bem humorado e que pedala forte. Grata surpresa!

Encontramos o Fabricio na BR277 e paramos no pedágio para um cafezinho rápido.  Dali partimos em 9 novamente pois o Markito resolveu voltar.

Descida da serra tranquila e logo estavamos na famosa da estrada da Limeira.

Alguns minutos de pedal e encontramos a  famigerada subida da Limeira. Trata-se de um aclive de 400m (mais ou menos meia serra do mar)  em pouco mais de 5km e com muita pedra solta o que dificulta um pouco a pedalada. Além do mais tinha um sol pra cada um. Felizmente a região e cortada por uma série de córregos, dos quais eu abusei pra baixar um pouco a temperatura.

Paramos lá em cima pra agrupar o pessoal pois cada um fez a subida num ritmo diferente.  Na sequência começamos a descida, a qual olhando o gráfico parece uma delícia. Puro engano. A descida é dura e faz valer cada centavo pago em uma boa suspensão. Mas em muitos casos os pneus é que não aguentam. Acho que tivemos uns 5 furados em função do terreno.

Lá pelo km 91 tem um bom ponto de parada com um bar e um rio (canavieiras) de águas gélidas. Aproveitamos o local para fazer um lanche depois de um refrescante mergulho. Dica pra quem parar por lá. Evite o pau pão hidráulico. É muita gordura pra quem tem que fazer +42 km até Garuva.

Saimos do boteco com o objetivo de não perder o ônibus das 17:50h em Garuva. Metade do grupo ia voltar pra Curitiba e a outra metade ia para Guaratuba. Logo depois de alguns quilômetros começei a ter problemas com meu câmbio. Depois de algumas pancadas a corrente começou a cair nas trocas de marcha. Numa dessas o Mildo já estava quase sacando minha corrente quando conseguimos resolver o problema.

Agrupamos o pessoal que ia voltar pra Curitiba, com exceção do Daniel,  na ponte pencil e nos despedimos de quem continuava pra Guaratuba.

Da ponte até Garuva são 26 km com algumas paisagens bem bonitas e algumas coisas meio pitorescas como as casinhas azuis do projeto Dharma.

Em algum ponto desse trecho fiquei sem água e tive que diminuir meu ritmo. O mesmo aconteceu com o Fabricio e numa curva qualquer encontrei ele tentando achar uma casa pra pedir água. Felizmente achamos um casa no meio do no where onde conseguimos completar nossas caramanholas com água fresquinha! Daí foi só seguir até a rodoviária e voltar pra Curitiba dando boas risadas!

Vou ter que levar a bike na oficina pois minha supensão novinha arriou! Também devo estar com a corrente torta.

Track, altimetria e mais algumas fotos disponíveis aqui. Track no GarminConnect aqui.

Mais relatos: Transpirando, Pedaleiro e Fabrício

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