Alpe d’Huez

GRENOBLE (dia 1) Contrariando as previsões, hoje não choveu. Acordamos o mais cedo que conseguimos (Oca e Lyra chegaram 2am somente) e fomos direto para Bourg d’Oisans, a cidade que fica no pé do Alpe d’Huez. Foi lá que reservamos nossas bikes também, essas Giant Defy Advanced 1.  O freio a disco foi a única exigência do Lyra. As rodas de carbono eu queira testar. Antes não tivesse testado. O troço é bom!

Giant Advance 1 – Freios a disco hidráulicos, rodas de carbono, grupo ultegra, pedivela compacto 50×34, cassete 11v 11×32

Bikes ajustadas

Depois de um alguns ajustes começamos nossa subida por volta das 11h. Felizmente a temperatura estava bem agradável, já que Bourg d’Osains fica a 750m de altitude.

A subida é pesada. São cerca de 14km com gradiente médio de 8.5% com alguns trechos de 13%. A altimetria de cerca de 1200m está distribuída em 21 curvas, cada uma delas numerada em homenagem ao ganhadores das etapas que acabam no topo dessa montanha. Uma boa maneira de saber o quão longe se está do topo.

Os treinos na serra funcionaram bem e eu consegui subir num bom ritmo mas em alguns lugares usei o pinhão 32 do cassete.

O vilarejo no topo da montanha é tomado por apartamentos, chalés de inverno e um punhado de restaurantes os quais nessa época do ano são pontos de encontro de ciclistas. Eu fiquei impressionado com a quantidade de gente. É claro que esperava bastante gente, mas a quantidade me impressionou.

A descida eu usei pra testar os freios a disco. Essa foi a primeira vez que testei um freio a disco numa road bike. Gostei bastante, principalmente pela modulação do freio. Passa muita segurança. Para esse tipo de descida eu diria que é ideal. Para o tipo de pedal que eu faço regularmente eu diria que não faz diferença. Mas como diz o ditado, é bom ter. Já as rodas de carbono me surpreenderam. O troço é espetacular. A rigidez do conjunto é muito boa. Estou quase arrependido de ter experimentado!

E pra acabar uma pequena confraternização, afinal de contas é pra isso que estamos aqui. O pedal é desculpa.

Vamos ver o que nos aguarda para amanhã. A previsão do tempo não é das melhores.

 

 

Calor Infernal

CURITIBA (sangue fino) Essa semana a Elenise me convidou para acompanha-las, ela e a Mari, até Morretes. Lá em baixo a Sonia ia juntar-se a elas para ir até Caiobá onde acompanhariam uma prova de triatlon.

Minha ideia era descer e subir pedalando.  Saímos por volta das 8h e logo estávamos em Quatro Barras.  Reabastecemos as caramanholas e seguimos pela tranquila estrada Dom Pedro, onde o calor já começava a dar as caras.

Uma paradinha para uma foto do mirante da graciosa e descemos a serra no galeto (em bom Curitibanês).

Quando chegamos em Morretes fazia um calor infernal. O termômetro marcava 35C mas a sensação era de muito mais. Sem condições. Acho que somente os coliformes devem gostar de um calor desses.

Achamos refúgio no ar condicionado de um restaurante mas quando terminamos o almoço parecia que o calor tinha aumentado. Não tive dúvidas, fui na rodoviária e comprei uma passagem de ônibus. A viação Graciosa, empresa que opera o trecho, fornece um serviço de merda, com ônibus velhos, e ainda cobram R$ 20 para transportar a bike. Mas ainda bem que consegui um lugarzinho no ônibus lotado. Acho que eu teria derretido do meio da estrada.