Subindo…

CURITIBA (wet) Esse fim de semana intensifiquei os treinos de subida. A ideia era fazer dois pedais mais pesados (acima de 1500 de subida acumuladas) em dois dias seguidos, afinal de contas subidas mais pesadas nos esperam nos Alpes Franceses. No sábado, que não tinha previsão de chuva, fiz o pedal mais sujo dos últimos tempos. Encarei a serra do mar duas vezes sob um garoa fina na companhia do Pedro e Renato. Depois nos desencontramos no meio da neblina e acabei fazendo a segunda subida solo. Foram 90km com 1800m de subidas. No domingo fui pedalar junto com o Arce na BR 476 entre Bocaiuva do Sul e Tunas. Um trecho de pouco menos de 40km mas com uma boa altimetria. Na realidade não tem nada plano nessa estrada, ou sobe ou desce. A subida mais longa, com cerca de 4km e gradiente médio de 7% (com trechos de 12%) fica na serra do Santana. O pedal de ida e volta totaliza 76km com cerca de 1600m de subidas acumuladas.

No domingo pela manhã a estrada é bem tranquila. Pegamos um pouco mais de movimento na volta pois saímos de Tunas depois das 10h em função de dois pneus furados que eu tive. Pelo que deu pra perceber o pessoal que pedala por ali acaba saindo mais cedo, pois na ida nós cruzamos com bastante gente voltando. Nós saímos 8:15h de Bocaiuva.

A estradinha entrou na lista das minhas preferidas. E dá pra fazer algumas variações, ou saindo antes de Bocaiuva ou indo pra lá de Tunas. A próxima empreitada lá vai ser para fechar 2000m. De acordo com o Strava, temos que aumentar o trajeto em cerca de 13km (26 ida e volta).

 

Prova de Mountain Bike

CURITIBA (nice day) Hoje participei da 2a. Etapa do Circuito Naventura de Mountain Bike, organizada pelo Kleber Pacheco. Provinha bem organizada, diga-se de passagem. Soquei as bikes no carro, com aquele cuidado que me é peculiar, e partimos cedinho, eu e o Oca, para Bocaiuva do Sul. Chegamos por volta das 8:30h com tempo suficiente pra dar uma espreguiçada, digo, aquecida, e alinhar para a largada na praça central de Bocaiuva.

A largada é balizada até sair do asfalto. Pelo site da organização, cerca de 210 atletas estavam inscritos na prova. Pra evitar a muvuca da largada ficamos no fim do pelotão.

O circuito tem cerca de 20km com 430m de subidas acumuladas. Como mostra a altimetria abaixo, logo no começo tem uma subidinha e depois uma ladeira de quase 4km. No meio da ladeira um curvão fechado cheio de fotógrafos, ou seja, local onde o pessoal passa reto na curva. Desta vez passei ileso e no fim da ladeira grudei num pelotão.

Depois do km 7.5 tem uma bela sequência de subidas e descidas. Consegui acompanhar a molecada do pelotão até o fim da subida (km 18) e depois larguei o landauzão ladeira abaixo pra terminar a prova. Fechei a prova com 55’30” (sem pneu furado) e fiquei, para a minha surpresa, em 5o. lugar na minha categoria, Idoso40-44. O cidadão que ganhou na geral, fechou com cerca de 47′.

Oca, valeu a companhia! Track disponível aqui.

Bocaiuva

CURITIBA (prova difícil) Uns tempos atrás eu tinha pedido pro Prof. Betoni (vulgo Du) elaborar um roteiro pra gente comemorar o Dia do Professor, já que alguns dos nossos parceiros de pedal são professores. Se as provas que ele prepara para suas alunas (sim, alunas, o felizardo dá aula só pra mulheres) for no mesmo nível do roteiro, a taxa de reprovação deve ser elevada.

Alguns que tinham confirmado presença na disciplina do Prof. Betoni, resolveram abortar quando viram o naipe da prova, acredito eu. A grade horária oferecia outras disciplinas mais fáceis (não menos nobres), como por exemplo, um protesto na reitoria contra uma tal ciclofaixa. Resultado, sete inscritos na disciplina (João, Mildo, eu, Daniel, Prof. Betoni, Leandro e Adriano).

Na primeira hora de aula a dupla Leandro/Daniel resolveu pedir reaproveitamento de créditos e fazer uma disciplina mais fácil. Seguiram pela BR376 em direção a Morretes. Seguimos em cinco por belas estradinhas com algumas subidas bem fortes até Bocaiúva do Sul.

Paramos no centro da cidade pra uma tubaína e o João que encarou com bravura a primeira parte da disciplina resolveu validar uns créditos e voltou pra Curitiba. Ainda faltavam uns 100km e só restavam quatro pessoas. Será que alguém vai acabar essa disciplina?  Um pedaço de asfalto na BR-476 nos aguardava. Estrada muito bela, cheia de curvas, longas subidas mas longas descidas. Uma verdadeira montanha russa. Alí alcançamos o ponto mais alto da expedição, 1110m.

Saindo do asfalto fizemos uma pausa num boteco pra brindar os quatro sobreviventes. Naquele ponto não tinha mais como desistir. O Mildo aproveitou a parada pra discutir um possível intercâmbio com o pessoal da região. Área de interesse: Telefones celulares (baguá) e acessórios.

Saindo dali voltamos para as estradas de terra. Pegamos inicialmente a estrada Eulisses Milani e depois a Barrinha do Passavinte. Alí mais uma parada pra trocar meu pneu e mais descidas e subidas, agora em cascalho bem solto. Dessa vez passei intacto, mesmo com o olho gordo do Mildo na minha cola. Abaixo, mestre Betoni demonstrando todo seu conhecimento. Mildão queimando seu estoque e etanol.

Saindo da Barrinha do Passavinte pegamos uma outra estrada de terra que nos levou de volta a Bocaiuva do Sul. Última parada pra abastecer as caramanholas e seguimos, junto com nossas sombras sem as tiras, pelo asfalto sentido a Curitiba.

E foi isso, todos os quatro aprovados com louvor. Roteiro do Prof. Betoni “epetacular”, como sempre. Fechei 141km com uma altimetria acumulada de 2294m. Mais fotos disponíveis aqui. Fotos do Mildo aqui.