CURITIBA (puta preguiça) Bem, hoje nem está tão frio assim, mas é feriado. E feriado com o tradicional Yakisoba da minha sogra merece uma boa garrafa de vinho. Vasculhando no que sobrou do inverno, achei esse Chateau Les Placiols 2001 da minha predileta região de Cahors.

Devo confessar que esperava mais desse vinho. Não sei se ele passou um pouco do ponto, mas todos os aromas que deviam estar lá já tinham ido embora. Ficou somente um gosto acentuado do carvalho (GG1/2). Certamente não é vinho para se guardar muito tempo!
CURITIBA (e comendo) Feriadão frio em Curitiba, e a cama parecia me agarar pelas pernas. Lutei bravamente e consegui me desvencilhar da cobertas para fazer meu treino programado na planilha. Não deixei barato, pois carreguei toda a familha pro parque comigo!
Sabia que um almoço dos bons me esperava, então não podia deixar um treino passar em branco. Já no fim de semana fomos convidado pelo André para sermos cobaia de um experimento. Explico. O bicho está fazendo um curso de chefe cozinha (fez até um blog) e ia botar em prática algumas das suas aulas.
Entre os pratos preparados pelo nosso chef estavam o Ragu de Barreado e um porco assado com batatas. Tudo delicioso!

Mas vamos ao que interessa. Fiquei de levar uma garrafa de vinho e como o Andre tinha me dito que a comida era incorpada, nada melhor do que um Cahors, vinho bem incorpado com fortes taninos. Esse vinho é um dos meus Cahors favoritos (GGGG1/2). Infelizamente não são tão fáceis de se achar por aqui.

Depois abrimos um Italiano da Toscana que o André ganhou de presente de aniversário. Bem suave, e se comparado com um Cahors, parecia meio aguado. Mesmo assim eu daria uma (GGG)

Pra fechar o feriado, um Chileno chamado Tricyclo. Tá certo, esse Cabernet Sauvignon não inspira muita confiança pelo nome, mas devo admitir que desce bem. Um gosto de madeira um pouco acentuado, mas para a terceira garrafa, estava perfeito (GGG1/2)

E haja pedal e corrida pra queimar todo esse alcool!!
CURITIBA (frio, calor, chuva) Quem me conhece sabe que meus vinhos prediletos são os vinhos do sudoeste da França, principalmente aqueles de Cahors e Madiran. São vinhos mais encorpados e que vão muito bem com carnes mais fortes, como um bom carneiro.
Por conta de um comentário que recebi nesse blog alguns meses atrás, li um livro chamado a Dieta do Vinho. A primeira parte do livro é bem interessante e o autor cita diversos estudos que mostram que as procianidinas (polifenóis abundantes em alguns vinhos tintos) fazem muito bem ao coração. Claro que quando consumidos com moderação.

Essa é a desculpa que qualquer um que gosta de um bom vinho precisa. Mas espere, a coisa fica melhor ainda. Segundo o autor, os vinhos com maior teor de procianidinas são os Madiran, os quais tem como uva base a Tannat.
Além do sudoeste da França a uva Tannat é produzida em grande quantidade no Uruguai. Entretanto, segundo o livro, os Tannat do Uruguai não são tão ricos em procianidinas quanto os Madiran. Mas são bem mais acessíveis e muito bons.
Ou seja, dá pra cuidar muito bem do coração com um vinho Uruguaio de boa qualidade. O exemplo disso foi um Tannat que tomei no almoço de domingo, da Bodega Ariano Hermanos.

Vinho muito bom (GGGG) e, de acordo com meu cunhado, a um preço bem acessível no Sans Club. Tá aí a dica!
Bem, se você não gosta de vinho tem uma outra saída. O livro diz que a romã também é rica em procianidinas…
MONTREAL (j’aime ça) Como de costume, sempre que venho a Montreal vou jantar na casa do meu ex-orientador. Devo dizer que isso não é uma coisa muito comum entre ex-orientador e ex-orientado já que a convivência durante o período de doutorado é algo bastante estressante e não são muitos que conseguem ter uma relação amigável após 4 anos de árduas discussões.
Além de assuntos científicos, os vinhos de Cahors, uma região não muito glamurosa do sudoeste da França, fazem parte das nossas conversas. Aliás, Robert foi que me apresentou os vinhos de Cahors e Madiran, dos quais eu me tornei um fâ quase incodicional. Pois bem, pode-se dizer que esses vinhos sempre estão presentes nas nossas discussões “científicas”.
Hoje os escolhidos foram “Chateau la Coustarelle 2005″ e “Clos la Coutale 2007″. Ambos muito bons, mas o primeiro foi um dos melhores Cahors que eu já tomei (GGGG1/2).

Pra acompanhar esses excelentes vinhos, a sempre prestativa Lucie, esposa do Robert, preparou um jantar memorável. Assim fica difícil não querer voltar…


MONTREAL (calor e úmido) Como vovês sabem, sou chegado nos vinhos de Cahors. Ontem, numa tarde muito agradável, conheci um vinho muito interessante. Esse Chateau de Gaudou, tem todas as características dos vinhos de Cahors, mas é bastante suave. Com certesa entrou na minha lista de favoritos!
Quanto ao Chatons du Cedre, esse eu já conhecida de outros carnavais e também está na minha lista. Porém, ontem ele perdeu a batalha.

CUIRTIBA (Noite fria…) Para quem me conhece, sabe que Cahors é minha região predileta em se tratando de vinhos. Em geral o sudoeste Francês produz alguns vinhos muito bons, tais como Cahors, Madiran e Corbieres. Como é uma região menos conhecida que Bordeaux, por exemplo, os vinhos são
consideravelmente mais baratos. Nessa foto um dos melhores, segundo minha opinião e também a de alguns guias metidos a besta. Se trata de um Chateau du Cedre 2004.
Acompanhado desses queijos que Marisa comprou, nem preciso dizer que não existe combinação melhor!