Ñuñoa

SANTIAGO (hot and dry) Mais uma semaninha de trabalho em Santiago, dessa vez convidado pelo meu colega José Saavedra para discutir nossas pesquisas em “deep learning”. Hoje fiz uma apresentação para os alunos da ciência da computação da Universidad de Chile sobre reconhecimento de padrões e aprendizagem de máquina e depois José me levou para conhecer o bairro onde ele mora. Trata-se da comuna de ñuñoa (lugar das flores amarelas).

O ponto “turistico” da região é a plaza ñuñoa, onde está o bonito prédio da prefeitura da comuna. Ao redor da praça tem um porção de bares e restaurantes. screen-shot-2016-11-09-at-22-10-37

Mas os mais legais ficam atras do prédio da prefeitura descendo um lance de escadas. O local lembra um pouco o famoso Patio Bela Vista (talvez a maior armadilha para turistas de Santiago). Este porém é frequentado pelos locais, pois fica um pouco longe do centro e não tem metrô perto. O jeito mais fácil de chegar lá é pegando um taxi ou uber.

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Descendo as escadas, o primeiro bar a direita tem um monte de cervejas artesanais e um bom hamburger. As IPAs chilenas merecem uma certa atenção!

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La Vega de Santiago

SANTIAGO (airport sucks) No nosso último dia de Chile fomos convidados a experimentar a típica cozinha chilena. Nossos hosts, Juan e José, nos levaram a “La Vega”, um mercadão do outro lado do Rio Mapocho. De um lado da rua funciona o mercado de frutas e verduras e do outro um monte de pequenos restaurantes populares.

O lugar é bem diferente da Santiago que eu tinha conhecido até então. Parece mais um Paraguai, ou melhor, uma Cidade del Lest na fronteira com o Brasil. Em outras palavras, uma zona total. Gente e sujeira pra cacete. Realmente não parece a Santiago da Providencia e Las Condes. Não estou falando que não vale a pena visitar, pelo contrário. Estou dizendo que é bem diferente e por isso vale a visita.

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Segundo o Juan, nosso host Chileno da gema, La Vega é o real mercado já que o Mercado Central virou um lugar totalmente turístico. Em suas palavras, “The Mercado Central is a tourist trap while La Vega is the real deal!”

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Nos embrenhamos por dentro das pequenas ruelas dentro do mercado até chegar ao pequeno e acanhado restaurante. Espremidos numa pequena mesa, Laurent, meu colega Francês, tirava foto de tudo e parecia maravilhado com aquela visão de terceiro mundo. “ça c’est le vrai Chili!!”

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Se você quiser diversas opções de pratos a preços realmente camaradas, esse é o lugar. E se você pedir qualquer coisa “a lo pobre”, pode ter certeza que vem muita comida (com ovos e batata frita). Eu fui de costela a lo pobre. Esse prato com uma cerveja saiu por cerca de US$4. Uma boa pedida, não?

Garmin VivoSmart

SANTIAGO (lot of steps) Estava procurando um dispositivo para monitorar algumas atividades nas quais eu não uso o GPS. Dei uma pesquisada nos smartwatches mas nenhum me convenceu, principalmente pelo pouca autonomia da bateria (e também pelo preço). Então encontrei os fitness trackers, dispositivos que estão ficando cada vez mais smarts principalmente em função da concorrência dos smartwatches. O mercado está cheio de opções pra quem procura um fitness tracker. Jawbone, Misfit, Fitbit, Garmin,etc.. Tem para todos os gostos e necessidades. Um bom review pode ser encontrado aqui

Depois de alguma pesquisa resolvi pelo Garmin Vivosmart. A escolha se deu principalmente pelo fato da Garmin fazer um hardware confiável e também pela integração que ele proporciona com os sensores ANT+ que eu já tenho. Ele também funciona para controlar as músicas no celular e como controle remoto para a câmera da Garmin, a VIRB.

A garmin tem dois modelos de trackers, o vivofit2 e o vivosmart. O vivofit é mais barato e tem uma bateria que em teoria deve durar um ano. Já o vivosmart tem algumas funcionalidade a mais, ou melhor, é uma aspirante a smartwatch, e por isso paga um preço. A bateria deve ser recarregada a cada sete dias. A principais diferenças entre os dois você encontra aqui.

Os sensores do vivosmart conseguem medir o número de passos, distância, calorias queimadas também monitorar a qualidade do sono usando os sensores de movimento.

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Qualidade do sono segundo o Vivosmart

Ele também te avisa depois de um certo período de inatividade para que você levante a bunda da cadeira e dê uma caminhada.

Move! Depois de 1h sentado.

Uma funcionalidade, a qual eu desprezei no início, mas que agora acho bastante útil, é a notificação do celular. Toda vez que o celular recebe uma notificação (chamada, whatsapp, calendário, lembretes, etc…), o vivosmart vibra e mostra a mensagem num visor OLED de 128 X 16 pixels. É pequeno, mas suficiente para ver de quem é a mensagem e se vale a pena tirar o telefone do bolso ou da gaveta.

Outra coisa que eu achei útil, é a notificação de quando o dispositivo perde a conexão bluetooth. Isso quer dizer que você deixou seu celular em algum lugar. Você pode deixar seu celular em algum canto de propósito ou você pode esquece-lo. No segundo caso, essa funcionalidade é bem interessante. Como eu vivo esquecendo as coisas, gostei disso. O que eu preciso fazer agora é amarrar meu celular com a minha carteira. Aí meus problemas estarão resolvidos!

Finalmente, você pode configurar um alarme que vibra no seu pulso e acorda somente você e não a sua mulher. Especialmente útil naqueles dias que você acorda cedo pra pedalar.

Todos os dados coletados pelo vivosmart são enviados para Garmin Connect. O problema é que eles são péssimos desenvolvedores de software. Por exemplo, nessa versão atual do firmware, 3.5, tem um bug relacionado com o sensor de velocidade da bike. Se você pedalar com o sensor de velocidade pareado, o Garmin connect acha que você caminhou toda a distância pedalada. Fiz um pedal de 50km e o Garmin connect acha que eu caminhei 4 milhões de passos.

Ok, um bug. Mas como o Garmin connect é uma bosta, você não consegue apagar essa informação do seu perfil. Consequentemente, as estatísticas que aparecem no site não servem pra nada. Minha média de passos no mês é de 500 mil passos!

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Escrevi para o suporte da Garmin e a resposta foi a seguinte: “No momento não tem jeito de editar os dados e não sabemos se vai ter jeito no futuro”. Porra, eu não quero editar, eu quero apagar!!

Ok, tem alguns aspectos do software que se salvam. Não é tudo um bosta. Uma coisa bacana é o que eles chamam de breakdown, que cobre tudo o que o dispositivo monitora em 24 horas (meia-noite a meia-noite). Abaixo apresento dois exemplos. O primeiro de um dia normal de trabalho no qual eu fiz 1h de Yoga e depois fiquei a maior parte do tempo sentando na frente do computador escrevendo um maldito relatório.

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O segundo é um domingo de turista em Santiago no qual eu andei mais de 20km turistando por alguns cantos da cidade que eu ainda não conhecia. Mesmo caminhando mais de 20km, fui sedentário 43% do meu tempo. Parte desse tempo se deve as paradas para hidratação a base de Austral e Kunstmann. Porque nem só de caminhar vive o homem!

O Povo na Rua

SANTIAGO (não foi dessa vez) Hora de arrumar as malas pois amanhã é dia de aeroporto. E em se tratando de último dia, tínhamos combinado um almoço num restaurante tipico perto do mercado. Nada fancy, restaurante hard-core, segundo o pessoal daqui.

Mas não foi dessa vez. Encontramos uma manifestação pelo caminho. Certamente vai ser notícia no Brasil pois a coisa parece que não acabou bem. Na volta do almoço, tivemos que dar uma volta e ainda sentir os efeitos do gas lacrimogêneo nos nossos olhos. O caminhão do exército tinha acabado de dispersar a multidão, que segundo o jornal somava cerca de 150 mil manifestantes.

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A povo aqui, já não é de hoje, está reivindicando universidade pública gratuita. Diferentemente do Brasil, aqui a universidade pública é paga e custa caro. Para se ter uma ideia, o preço de um curso de engenharia na Universidade do Chile (pública) é o mesmo da PUC-Chile, cerca de US$ 10000 por ano.

Manifestacao Chile

Foto: Latercera.cl

Para lidar com o custo, existem programas de crédito estudantil que acabam resultando em endividamento dos jovens. Operados por bancos privados com altas taxas de juros, as dívidas são um dos estopins dos protestos.

 

Último Colocado

SANTIAGO (mission accomplished) Nesse último fim de semana aconteceu a Maratona de Santiago. Várias pessoas me perguntaram por que eu não ia correr, já que estava em Santiago. Como se correr uma maratona fosse chegar e correr. Se não treinar, não dá. Pelo menos era o que eu imaginava.

Mas vendo o jornal de hoje mudei de mudei de idea. Dá pra correr. E ainda dá pra sair na capa do jornal. Basta fazer a prova em mais de 6h e chegar em último.

maratonaPelo menos a mulher dele estava esperando na linha de chegada. Deve ter dito, que papelão hein !!

Vinícola Santa Rita

SANTIAGO (powered by Carménère) Seguindo a sugestão do meu amigo Adriano, hoje fui visitar a vinícola Santa Rita, a quarta maior vinícola do Chile. Logo na entrada você encontra o grande casarão de mais de 200 anos que hoje abriga o restaurante Doña Paula e também a loja de vinhos. O restaurante é todo decorado com pinturas e móveis da mesma época do casarão. Muito bonito. Mas não, não almocei ali pois tinha que fazer reserva e eu não fiz.casarao santa rita

Diferentemente do tour da Concha y Toro que é bem superficial, na Santa Rita você passeia no meio da fábrica, vê o processo de produção e sente aquele cheiro azedo de uma vinícola.

processo

O tour continua passando pelos porrões lotados de barris de carvalho, processo de engarrafamento e outras adegas históricas do prédio. Um lugar bacana é onde os enólogos guardam as garrafas que eles bebem para acompanhar o envelhecimento do vinho. Não estão a venda, mas se estivessem deveriam custar uma pequena fortuna.

garrafas

O lugar ainda é cercado de história. Durante a guerra da independência Chilena, a então proprietária, Doña Paula, abrigou nos porrões da vinícola 120 soldados. O lugar onde os soldados ficaram refugiados faz parte da visita e é lá que é realizada a degustação. Dois tipos de vinhos foram servidos, um Sauvignon Blanc e um Carménère Reserva. Esse último, um autêntico Carménère Chileno.

E como toda visita acaba na loja, essa não é diferente. E se você pensa em comprar algum vinho, os preços da loja deles é cerca de 20% mais em conta do que no mercado. Eu garanti algumas garrafas do Casa Real para minha adega!

 

Ceviche Peruano

SANTIAGO (half way) Toda cidade mais desenvolvida com um pouco mais de estrutura e oportunidades acaba sempre atraindo um monte de imigrantes. E isso não é diferente aqui em Santiago. Uma cultura que estou tendo oportunidade de conhecer um pouco mais aqui é a Peruana.

Todo imigrante traz consigo uma porção de coisas boas mas também coisas que deveriam deixar em seus países de origem, mas isso nem sempre acontece. Mas vamos falar das coisas boas. E isso começa pela cozinha. Logo nos primeiros dias, José, o Peruano, me disse que eu tinha que provar a comida do seu país.  Senti que ele ficou um pouco indignado quando eu disse que não conhecia a culinária Peruana. Depois de provar entendi a sua indignação.

Enfim, me levaram num restaurante, que segundo ele, é um dos melhores em Santiago. O restaurante se chama El Aji Seco e certamente não é um lugar que eu entraria como turista. Não pelo restaurante, mas sim pela localização.

el aji seco

E essa é a vantagem de estar com o locais. Você tem a chance de conhecer lugares que os turistas comuns jamais vão encontrar. O restaurante é simples mas a comida é deliciosa. Provei o famoso Ceviche e pensei, merda como não comi isso antes!

O ceviche é o prato mais tradicional do Peru. Pelo que eu entendi, se você pedir para um Peruano descrever seu país em poucas palavras, ceviche vai ser uma delas.

Basicamente é peixe cru que fica no limão por alguns segundos e leva pimenta, cebola e coentro. Provei um combinado com três molhos diferentes. Simplesmente sensacional.

ceviche

 

Café em Santiago

SANTIAGO (with legs) Hoje fui almoçar com o pessoal daqui num bar/restaurante chamado The Clinic. Hoje vamos em um lugar legal, me disseram. Talvez pra compensar o bandejão de ontem.

The Clinic é o nome do local onde Pinochet foi preso em Londres e como se pode imaginar, o ex-ditator é a personalidade mais “homenageada” nas paredes do bar.

the clinic

O restaurante é bacana e o ambiente bem agradável. Por se tratar de um lugar turístico, o preço é um pouco acima da média, mas nada absurdo.

the clinic

Café? Pergunta clássica depois de um almoço.

Claro! Minha resposta default pra esse tipo de pergunta.

Ok, vamos te mostrar nosso tradicional “Café com Piernas”. Caminhamos e logo estávamos no Café Angels. What the fuck! Foi  o que eu disse para o Juan assim que entrei no lugar.

cafe angels

Eu não tirei nenhuma foto pois fiquei meio sem jeito de pedir para fotografar. Mas encontrei essa abaixo na internet que explica bem as “piernas” do café.

cafe com piernas

Me explicaram que existem 300 casas como esta em Santiago. E um novo café só pode ser aberto se um fechar. O preço do café é o mesmo dos lugares “tradicionais” mas em geral os clientes deixar gorjetas generosas para as moças. Também, pudera.

Se te oferecerem um café me Santiago, pense bem antes de recusar.

Dicas para Santiago e Atacama

CURITIBA (void) Aqui estão algumas dicas caso você decida fazer uma viagem ao Chile (Vale Central e Atacama).

Documentos: Não precisa passaporte, basta a carteira de identidade. Entretanto, com o passaporte você ganha tempo em alguns lugares.  Se você pretende dirigir por lá, nossa carteira de motorista é válida.

Transporte: Viajar de avião está bastante acessível. Os aeroportos Brasileiros cada vez piores. Dificilmente você pega um voo no horário, e olha que eu viajo com uma certa frequência. Então prepare o espírito. Não sei precisar o custo da passagem CWB-Santiago, mas quando comprada com antecedência os preços são interessantes. Eu fui de milhas. Já a passagem Santiago-Calama-Santiago fica por R$ 300 pela Lan Chile se você entrar na versão Chilena do site. Tem ainda a opção da Sky Airlines ou do velho e bom ônibus. Do último eu não sei precisar o preço, mas são mais de 1000km de estrada.

O transfer para o  aeroporto em uma van para quatro pessoas ficou em torno de R$ 80

Dá pra ir de carro? Dá. Eu vi um varios carros com placa do Brasil circulando pelo Atacama. Dá próxima vez eu vou de carro!

Seguro: Nunca saia de casa sem um seguro de viagem. Vai que dá merda! É o tipo de coisa que eu pago pra não usar, principalmente quando se viaja com crianças.

Carro: Eu deixei pra alugar o carro meio em cima da hora e o melhor que consegui foi um Renaut Samsung por R$ 150/dia com seguro incluso. Dirigir em Santiago é tranquilo mas  o trânsito é pesado e não tem lugar pra estacionar. Se você pensa e visitar as redondezas em mais do que duas pessoas, certamente o carro vai sair mais em conta do que pagar os pacotes das agências de turismo.

Navegação: Eu sempre tenho um guia de viagem comigo. Gosto bastante dos guias da DK, que no Brasil são publicados pela Folha de SP. Se você pensa em dirigir, o projeto MAPEAR fornece os mapas para GPS de todo o Chile. Seria um equivalente do nosso Tracksource. ENTRETANTO, preste muita atenção, principalmente em Santiago. Os mapas estão longe de ser atualizados, principalmente com a direção das ruas. No começo da viagem eu entrei na contra-mão algumas vezes pois estava seguindo somente o GPS.

As estradas que ligam Santiago a qualquer lugar são pedagiadas. As estradas são boas (não maravilhosas) e o pedágio é caro. Para um trecho de 100km você paga cerca de CLP 5000 (R$ 18). Preço da gasolina em Santiago é parecido com o que pagamos no Brasil, ou seja, também é caro.

Roteiro: Nosso roteiro compreendeu 3 dias em Santiago, 4 dias visitando o Vale Central e 4 dias no deserto. Achei que foi de bom tamanho. Seu eu tivesse alguns dias a mais no deserto não reclamaria.

Santiago e Valle Central: Eu acho que três dias em Santiago está de bom tamanho. Santiago é uma cidade grande, com alguns atrativos e com um bom sistema de metrô o que facilita bastante a locomoção. Preste atenção nos horários do metrô. Se vocês utilizar nos horários fora de pico a passagem é mais barata.  Acho que andamos de taxi umas duas vezes somente. O taxi é barato, principalmente comparado a Curitiba.

Nos outros quatro dias usamos o carro  para visitar Valparaiso, Viña del Mar, Isla Negra, a vinícula da Conha y Toro e ainda o Valle Nevado. É obvio que se você for viajar no Inverno e gostar de ski/snowboard, pode ser interessante passar alguns dias a mais no Valle Nevado. Se sobrar um tempo, outro destino interessante é o Valle del Maipo.

Se você gosta de vinho e quiser visitar algumas vinículas, eu sugiro que você faça uma reserva antes. Não conseguimos visitar algumas que eu tinha interesse em razão de não possuir reservas.

Atacama: Pra quem gosta de atividades outdoor, um paraíso. Diferente de tudo que eu tinha visto na minha vida. Eu acho que para uma primeira visita, 4 dias (úteis) estão de bom tamanho. O primeiro dia você perde arrumando as malas em Santiago e na viagem Santiago-San Pedro de Atacama. O que fizemos:

  • Dia 1: Voo Santiago-Calama (1h40) + transfer Calama San Pedro de Atacama (1h30 de van)
  • Dia 2: Valle de la Luna e Valle da Morte. Saída as 16h e volta as 21h. Nesse caso você tem a manhã livre pra explorar a cidade de bike ou a pé. Nesse dia fizemos uma caminhada até a Pukara de Quitor pela manhã.
  • Dia 3: Salar do Atacama e Lagunas Altiplanas. Saída as 7h e volta as 16h. Você vai chegar cansadão louco pra tomar uma Austral e comer alguma coisa.
  • Dia 4: Lagunas Cejar e Tebenquiche. Saída as 16h e volta as 21h. Outro dia com a manhã livre. Alugue uma bicicleta e vá explorar a pequena cidade e redondezas.Depois da Pukara de Quitor tem uma estrada muito bacana.
  • Dia 5: Geyser del Tátio. Saída as 4h e volta as 13h. Não esqueça a jaqueta e o protetor solar. Apesar do frio, o sol queima nos 4300m. Saímos de San Pedro as 16h para pagar o voo em Calama as 19h.

Importante: Reserve todos os passeios com antecedência. Um passeio que eu não fiz por falta de reserva foi o tour astronômico. O céu de San Pedro é um show a parte e isso é explorado por uma agência local (que fica no começo da rua Caracoles). O passeio dura cerca de 3h e inclui observação das estrelas e planetas com telescópios. Eu queria muito ter levado a Isabela mas quando eu fui procurar não tinha mais vaga. Aqui tem uma lista das agências para você planejar a viagem.

Compras: Para quem quer comprar alguma coisa, perto de Santiago existem dois Outlets, o Bona Ventura e o Easton Center (ambos na Ruta 5). Em Santiago, outro Shopping com uma grande variedade de lojas é o Parque Arauco. Lá tem a loja El Mundo del Vino que vende uns airbags pra você transportar seus vinhos. Se você quiser comprar artesanato, o lugar é o mercado Los Dominicos. Atualização (04/2013): Voltei par a Santiago em 2013 e agora tem um novo Shopping, chamado Costanera. Parece ser maior que o Parque Arauco e fica ao lado do metro Tobalaba

Não são outlets nos padrões americanos e o preço das coisas não é aquela maravilha, mas sua mulher sempre vai achar alguma coisa pra comprar!

Em San Pedro de Atacama não tem muito o que comprar a não ser artesanato. Isso não falta lá. Se você precisar de alguma coisa como um tenis, uma jaqueta, etc, tem uma loja da The North Face na rua principal, a Caracoles. Mas prepare o bolso.

Dinheiro e Cartões: Como sempre utilizo meu cartão do banco e tiro dinheiro nas máquinas ATM. Pra mim isso sempre funcionou no mundo inteiro, menos no Atacama. Apesar de existirem duas máquinas ATM lá, não sei por que, não consegui usá-las. Prevendo isso, eu saquei todo o dinheiro que eu pretendia usar nos dias no deserto em Santiago.

Agora com o alto IOF do cartão de crédito (+ de 6%) o saque se torna uma boa alternativa (IOF de 0.38%). Fique atento, porém, na taxa que o seu banco cobra. Cartões de crédito são aceitos em todos os buracos do Atacama. Você tem que ter dinheiro para pagar a entrada nos parques.

Em San Pedro existem algumas casas de câmbio que compram dolar e real. No real eles pagam bem pouco mas compram. Já no dolar você consegue um preço mais justo.

Comida: Come-se bem e relativamente barato em Santiago e no Atacama. Em Santiago um local obrigatório é o Mercado onde você pode degustar frutos do mar e a famosa sopa de mariscos. Em Valparaiso e Viña del Mar também existem centenas de restaurantes de frutos do Mar. Em San Pedro de Atacama, não deixe de provar as empanadas (bem melhores do que as de Santiago) e de ir no Restaurante Delicias de Carmem. Recomendo o “Lomo a lo Pobre”. Se gostar de mal passado, peça “a Inglesa”.

Hospedagem: Em Santiago ficamos em um apart hotel em Los Condes. A localização é muito boa, perto do metro, restaurantes e supermercado. Um apartamento todo mobiliado  para 4 pessoas (com internet) fica na faixa de US$ 130/dia. Albergues, campings e outras opções mais em conta devem existir mas eu não sei informar.

Em San Pedro de Atacama existe uma infinidade de opções, desde albergues com banheiro compartilhado até hotéis de luxo com quartos a partir de US$ 200 por pessoa. Depois de alguma pesquisa escolhi a pousada Don Raul. O quarto para 4 pessoas ficou por US$ 70/dia. A internet wifi é gratis.  A pousada entrega o que promete. Escutei muita gente lá dizendo que a pousada que eles tinham escolhido não tinha nada haver com as fotos da internet. Uma lista de hotéis/pousada você pode encontrar aqui. Reserve com uma certa antecedência, principalmente se você pretende viajar no verão ou inverno.

Clima: Bem, nós fomos em pleno verão (janeiro). Em Santiago não vimos uma única nuvem no céu. Alías, a média de chuva em janeiro é de 0mn. Isso memos, zero. Durante o dia a temperatura passa dos 30C mas a noite sá uma amenizada. O clima é seco e você deve sempre levar uma garrafa de água. Não esqueça do protetor solar.

Em San Pedro é mais ou menos a mesma coisa, com a diferença que o clima é mais seco e a temperatura cai mais durante a noite.

E a tal altitude? Nós fomos a dois lugares acima dos 4000m de altitude e não vimos ninguém passar mal. Alias, em um dos passeios um rapaz teve um sangramento no nariz. Mas algumas pessoas sentem um pouco o mal da montanha. Dizem que mascar folha de coca ajuda. Uma dica que recebemos foi de hiperventilar caso você sinta alguma coisa. Ou seja, aumente intensidade da sua respiração, respirando longa e profundamente.

Tem neve? No verão só no cume das montanhas.

Última dica: Vá que você vai gostar!

 

Geyser del Tatio

CURITIBA (powered by strong coffee) No nosso último dia de Atacama fomos visitar o que talvez seja o destino mais badalado da região, o Geyser del Tatio. Deixamos esse passeio para o último dia para casar com o horário do nosso voo de volta. Levantamos as 3h e saímos da pousada por volta das 4h. O complexo Tatio Mallku fica a aproximadamente  90km de San Pedro e a 4320m de altitude. O caminho é um show a parte que pode ser melhor apreciado na volta.

O movimento pela sinuosa estrada é bastante grande, pois de acordo com o guia entre as 6h e 7h da manhã é o melhor horário para apreciar o espetáculo da natureza

A altitude é uma preocupação para os guias. Os mais cuidadosos andam com alguns pequenos cilindros de oxigênio. Para nossa sorte, no nosso grupo ninguém teve problemas com a altitude, o famoso mal de puna.

A temperatura por volta das 7h beira os -6C. Um macete para se manter aquecido é ficar perto do vapor e com os pés próximos aos riachos de água quente, a qual é expelida pelos Geysers a uma temperatura de cerca de 85C.

Parte dessa água vai para uma piscina natural a qual é frequentada pelos mais corajosos. Não é recomendado que você fique mais que 15 minutos nessa água pois ela contem uma série de minerais que causam irritação na pela. Era a desculpa que eu precisava pra não entrar!

O campo de El Tatio é o terceiro maior do mundo e o mais alto. Para os Atacameños é um lugar sagrado e estando lá em cima é fácil entender o por que. Agora, não vá esperando ver jatos de 10 metros de altura. Isso não acontece em El Tatio, apesar de muitos guias e agências de viagem insistirem nessa falácia. A altura média é de cerca de 80cm. Abaixo um videozinho com a atividade de um dos muitos Geysers do parque.

Na descida todas as caravanas de turistas param em Machuca, um povoado que fica a uns 3000m de altitude e que segundo nosso sincero guia é coisa pra Inglês ver. O suposto churrasquinho de Lhama só leva carne de Lhama no nome. A carne é na realidade de boi paraguaio. Palavras dele.

De qualquer forma, o Geyser del Tatio é certamente mais um dos destinos obrigatórios para quem está no Atacama.