Projeto Climbing

(CURITIBA) No ano passado comecei a planejar uma viagem para a França com o objetivo de pedalar em algumas das mais famosas montanhas do Tour de France. Discuti com alguns amigos e no começo tinha uma listinha grande de pessoas que me diziam “Eu vou”. Alguns perguntavam se era para participar do L’Etape e eu explicava que não. A ideia não era fazer um pedal com outros 4 mil ciclistas e sim pedalar com alguns amigos por algumas das montanhas clássicas da França, entre elas o Mont Ventoux e o Alpe d’Huez. Além dessas duas, um colega Francês me sugeriu fortemente essas duas outras: Col du Galibier via Col du Télegraphe e Col du Glandon via Col de la Croix de Fer.

Bem, a lista de interessados foi diminuindo com o tempo por diversas razões e num determinado momento eu achei que ia sozinho. No fim acabamos fechando nosso grupo em 3 ciclistas. Eu, Lyra e Benoit (a.k.a. Oca). A princípio está tudo acertado. Apartamento em Grenoble (nossa base), carro de apoio com motorista (Gleisi, esposa do Lyra) e as bikes é claro.

As bikes reservadas para a aventura são essas da foto abaixo, Giant Defy Advanced Pro 1. Rodas de carbono, grupo ultegra compacto com cassete de 32 (não tinha maior:). O freio a disco foi a única solicitação do Lyra. Poderia ser quadro de chumbo, mas tinha que ter freio a disco. Essa vai ser minha primeira experiência com aluguel de bike a distância. Espero que não seja como aluguel de carro, onde você reserva um Audi e recebe um Kia.

Com a viagem se aproximando (final de junho), resolvemos começar a treinar para as subidas. A ideia é fazer toda semana alguma coisa entre 1500m e 2000m de altimetria e daqui a pouco, dois pedais seguidos de altimetria alta. E no meio disso, aqueles treinos de base no planão da BR277. Esse fim de semana começamos com um pedal de 80km e 1900m de altimetria no Cimentão da Itambé.

Tenho que prestar mais atenção na alimentação pois no fim da segunda volta acabaram minha comida e água (consequentemente as pernas). Sorte que o Lyra tinha um doce de leite escondido junto com uma câmara de ar. Semana que vem vamos para a Serra do Mar 2X.

Subidinhas

CURITIBA (day off) Já faz algum tempo que eu não coloco um track novo de MTB aqui. Então lá vai. Esse sábado de temperatura na casa dos 20C e sem chuva fomos fazer o circuito do desafio de 100km. E não fiz a prova mas o Fabricio e o Lyra tinham contas para acertar com uma subida perto da jazida. Me convidaram e eu fui conhecer o percurso da famigerada prova. Pela textura do mapa dá pra perceber que não se trata de nenhuma planície.

Preto: Terra, Amarelo: Cimento, Vermelho: Trecho da BR entre o posto Quinta e início do cimento

Os trechos “carne de pescoço” do percurso são os dois marcados em preto. O primeiro trecho mais abaixo no mapa conta alguns single tracks, as famosas subidas da estrada da faxina passando ao lado da toca da onça e o sensacional downhill da estrada do cerro.

Single track perto da toca da onça

Single track perto da toca da onça

Mildo (depois de um longo inverno) e Fabricio. Ambos ainda sorrindo.

Mildo (depois de um longo inverno) e Fabricio. Ambos ainda sorrindo.

O segundo trecho, novidade pra mim, dá a volta por traz da jazida da Itambé. Na parte final desse trecho tem  a famigerada subida de cerca de 5km na qual o pessoal teve que empurrar a bike em função do ritmo de prova e do forte calor. Dessa vez, com uma parada num boteco no pé da montanha, todos subiram pedalando.

Do alto de um dos muitos morros da região.

Do alto de um dos muitos morros da região.

No fim foi um pedal de 95km com cerca de 2800m de altimetria acumulada. Um ótimo percurso pra quem quer treinar subidas e sentir as pernas no dia seguinte. Track disponível aqui.