MONTREAL (tá começando a esfriar) A última vez que estive em Montreal os caras estavam acabando de fazer algumas ciclovias, o que causou uma certa revolta nos motoristas uma vez que algumas ruas tiveram o espaço para os carros reduzido. Não tem muita mágica nesses casos.
Desta vez as ciclovias estão concluídas e em plena operação. Seguindo o que parece ser uma tendência nas grandes metrópoles, a cidade de Montreal também resolveu aderir a bicicleta como meio de transporte. No site da empresa responsável, a Bixi, tem uma nota dizendo que o mesmo sistema estará disponível em breve em Londres e Boston. Pessoalmente eu já vi a coisa funcionando em Paris, Taipei e Barcelona. Mas aqui eu resolvi testar o “sistema”.

A biclicleta em questão tem três marchas, pneus largos e é relativamente leve. O pacote de 24h custa 5 dólares e dá direito a fazer quantos passeios você quiser de 30 minutos durante 24h, ou seja, você tem 30 minutos pra sair de uma estação de locação e chegar em outra. Se você resolver ficar mais de 30 minutos aí a coisa começa a ficar cara, pois a idéia é favorecer a mobilidade em trajetos curtos.
Ainda estão disponíveis os pacotes mensal (28 dólares) e anual (78 dólares). Lembrando que a coisa funciona de abril a novembro já que esse tipo de transporte não é viável no rigoroso inverno quebecois. O pagamento pode ser feito nas estações usando cartão de crédito ou no site.

Aí alguém vai argumentar: não é mais barato comprar uma bicicleta já que uma usada em boas condições custa cerca de 50 dolares? É mais barato sim, mas o esquema da Bixi é de longe mais conveniente pois você pode usar a bike quando for necessário e em diferentes pontos da cidade. Além disso você não precisa se preocupar se a sua bike vai estar lá quando você voltar. Sim, aqui os caras também roubam bicicletas (especialmente se for boa).
Conversando com os locais dá pra notar uma certa satisfação. Uma reclamação comum é que as vezes não tem lugar para você deixar a bicicleta na estação desejada. Aí é necessário pedalar até a próxima para encontrar um “spot” vazio. Como todo novo sistema, esse também precisa de ajustes.
Tá aí um sistema que pode inspirar nossa Curitiba, a capital ecológica, cada vez mas entupida de carros (minha famila de 3 contribui com 2 carros)!