Segmentos do Strava no Garmin Edge 1000

CURITIBA (open season) Encontrei uma maneira de utilizar os segmentos do Strava no Edge 1000. É um programa ainda Beta mas que funciona direitinho. Tem algumas limitações mas seu desenvolvedor tem uma “to do list” promissora. Para colocar seus segmentos prediletos no Edge 1000, basta seguir os seguintes passos:

1) Encontre o número do segmento do Strava que você quer ter no seu Edge 1000. Se você encontrar o segmento usando o “Segment Explore” o número do segmento é aquele que está na URL do seu browser, por exemplo http://www.strava.com/segments/5036565

2) Copie esse número ou o endereço completo e cole no campo de busca no Segment Builder. O resultado é a página abaixo.

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No lado direito você encontra uma seção chamada “Assigned Times”. Para cada segmento, você pode atribuir cinco tempos de referência que são representados pelos seguintes rótulos: Segment Leader, Personal Best, Group Leader, Connection e Challenger.  Mas pra que tanto tempo? Não basta o tempo do líder do segmento? Em teoria sim, mas tem tempos que nós ciclistas amadores nunca vamos conseguir bater. Então você pode usar outras referências, como o Top-10 da lista ou algum outro parceiro de pedal.

3) Depois basta exportar o segmento clicando no botão “Export as FIT-File” e copiar o arquivo exportado para o diretório “Garmin/NewFiles”. Pronto, o segmento está no seu GPS. Na opção “Segments” na tela inicial do GPS você pode consultar tudo que está armazenado no dispositivo.

Durante o pedal o que acontece é o seguinte: Assim que você se aproxima de um segmento cadastrado o GPS te avisa da proximidade do início do mesmo. Na hora em que você chega no ponto inicial, ele dispara um “Go” e aí é por sua conta.

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No alto da tela você tem o tempo do lider do segmento e ainda pode navegar vendo aqueles outros cinco tempos de referência. Na parte de baixo, você tem a distância que falta e o tempo acima ou abaixo ao tempo de referência.

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E assim que você acaba, já sabe se conseguiu atingir o seu objetivo ou não. A coisa é divertida mas definitivamente não dá pra sair tentando bater seu tempo em todos os segmentos cadastrados. Vai faltar perna pra volta…

988Dica: Quando você aperta o botão lap, automaticamente o Edge 1000 faz um “print screen” da sua tela e grava as imagens em formato bmp no diretório “Garmin/scrn”.

Voltando um pouco ao Segment Builder, ele armazena do lado direito da página todos os segmentos que você exportou. De tempos em tempos você precisa exporta-los novamente se quiser ter os tempos atualizados. Outra restrição por enquanto é que você deve exportar um de cada vez. Ainda não tem uma opção para exportar um lote de segmentos. Achou interessante? O desenvolvedor está aceitado doações.

Garmin Edge 1000

CURITIBA (never lost) Chegou o substituto do meu antigo Edge 705. Trata-se do mais recente modelo da linha Edge da Garmin, o Edge 1000. Comparado com o velho 705, o Edge 1000 tem muito mais tecnologia, como por exemplo, Bluetooth 4.0, WiFi, tela touchscreen de 3” com alta resolução e ajuste automático de brilho. O GPS ainda conversa com o câmbio eletrônico da Shimano (esse eu não tenho) e serve de controle remoto para a câmera da Garmin, a VIRB (essa eu já tive e pretendo ter novamente). Com tudo isso, esse é o maior Edge já lançado pela Garmin. Tem o tamanho de um iPhone antigo, mas é bastante leve e fino.

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Você pode adquirir o GPS sozinho ou o kit completo (bundle). No kit completo, você recebe além do GPS, um cabo micro-USB, um sensor cardíaco, um bar fly com adaptadores, dois adaptadores para montar a unidade na mesa do guidon, um sensor de cadência, um sensor de velocidade e manuais em diversas línguas.

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O antigo sensor de cadência e velocidade com imã (GSC-10) foi substituído por dois sensores independentes de cadência e velocidade que ao invés de imãs utilizam acelerometros para fazer as medições. A instalação de ambos é muito pratica e rápida. Funciona bem? Ainda não testei mas pelo que eu andei lendo parece que sim. No blog DCRainmaker você encontra uma boa comparação entre esses sensores e o velho GSC-10. De acordo com os testes reportados lá, o velho GSC-10 parece ser um pouco mais preciso. A velha história do inovar é preciso mesmo que não seja melhor…

sensores de cadência e velocidade garmin

Sensor de velocidade instalado no cubo dianteiro e de cadência instalado no pedivela

O fato de contar com Bluetooth possibilita que o dispositivo possa se comunicar com um smartphone. Desta forma, informações como previsão do tempo e  velocidade do vento podem ser enviadas ao GPS enquanto você pedala.  Ainda não sei o quão útil é isso, afinal de contas, velocidade do vento a gente sente nas pernas. Além do mais, com o Bluetooth ligado sua bateria deve ir pro espaço mais rápido.  No site da Garmin diz que a bateria do Edge 1000 dura cerca de 15 horas. Li diversos relatos de gente dizendo que não chega a isso. Depois que eu fizer alguns pedais mais longos escrevo sobre isso.

Suporte para a mesa do guidon se adapta certinho na mesa da Mountain Bike

Suporte para a mesa do guidon se adapta certinho na mesa da Mountain Bike

Outra coisa que parece ser interessante, mas que eu ainda não testei é o recebimento de notificações no GPS. Se o telefone estiver pareado com o GPS durante o pedal, em teoria você recebe notificações de mensagens e chamadas perdidas na tela do GPS.

E pra entrar de vez na briga com o Strava, a Garmin permite que você crie segmentos no Garmin Connect e exporte para o Edge 1000. Aí quando você estiver prestes a entrar no segmento o GPS te avisa (“taca lhe pau Marco veio”) e começa a mostrar como você está se saindo em relação ao recorde do segmento. Desta forma você conhece seu desempenho “on the fly”. Não precisa mais chegar em casa e correr para o computador pra ver se conseguiu roubar o KOM de alguém. Esse video mostra como a coisa funciona.

O problema é que ninguém usa o Garmin Connect pra comparar segmentos. Quem faz isso usa o Strava. Porque não conectar com o Strava? Por enquanto o jeito é criar no Connect aqueles segmentos do Strava que você tem interesse. Ontem eu encontrei um site que se propõe a exportar os segmentos do Strava para o Edge. Por enquanto não consegui fazer funcionar.

Finalmente os mapas. Instalei os mapas do Tracksource usando o MapInstall para MacOS sem nenhuma dificuldade. O algoritmo de roteamento tem funcionamento bastante similiar com o 705. Já a tela maior touchscreen é uma grande vantagem do Edge 1000, pois torna a digitação dos nomes de ruas muito mais ágil. Ok, ainda não é um iPhone, mas nem se compara com a bolinha do 705.

Ficou interessado? Aqui tem um post (em Inglês) bem detalhado sobre o Edge1000.

Garmin 310XT

CURITIBA (nice day) Finalmente chegou meu Garmin 310XT (tks Pedro). Se meu Forerunner 305 não tivesse sido roubado, provavelmente continuaria com ele por mais um bom tempo. Apesar de ter 5 anos de uso, a bateria ainda durava cerca de 6 horas e ele me atendia perfeitamente. RIP 305.

O substituto natural do 305 é o 310XT. É um relógio completo, a prova d’agua e que reconhece todos os sensores que falam ANT+ (monitor cardíaco, cadência e potência). Mesmo assim fiz uma boa pesquisa pra ver o que tinha de novidade no mercado, tendo em vista que o 310XT foi lançado em 2009. Minha única restrição era que o relógio fosse compatível com os sensores citados acima, pois isso possibilita o uso na bike  além da corrida. Isso restringiu minha escolha a três modelos: 310XT, 910XT e o Fenix2.

O 910XT e o Fenix2 custam cerca de US$ 400 e resolvem uma deficiência do 310XT, a natação. O Fenix2 é o mais bonito deles e a bateria dura cerca de 50h, contra 20h do 910XT e do 310XT. Como eu não nado (pelo menos por enquanto), não vou fazer nada com mais de 20h de duração e não queria gastar mais de US$ 200 num relógio, resolvi pelo 310XT que custa hoje cerca de US$ 180.

Garmin Multi-sport

Com relação ao velho 305, algumas coisas mudaram no 310XT. A transmissão de dados agora se dá através de um pequeno pen-drive (perfeito pra perder) ANT+. No more cables! O carregador vem com três opções de tomada (perfeito pra quem viaja) e o monitor cardíaco é muito mais confortável do que o antigo.

Garmin 310XT

As funcionalidades e interface do relógio são bastante parecidas com o velho 305. Uma funcionalidade nova é o tal do RHR “Recovery Heart Rate”. Depois que você pressiona o botão stop, o relógio monitora seu coração por mais 2 minutos e te informa o quanto seus batimentos caíram nesse tempo. Na realidade, o RHR é a habilidade do coração voltar a seu estado normal após uma atividade dentro de uma dada quantidade de tempo. No site da Garmin diz que é bom procurar um médico caso seu coração não baixe 12bpm dentro de um minuto. Essa funcionalidade poderia ser mais útil se desse para configurar a quantidade de tempo, mas no caso do 310XT é 2 minutos e só.

Recovery Heart Rate 310XT

No que diz respeito ao uso do 310XT na bike, ele cumpre o que promote. O relógio reconheceu rapidamente o sensor de cadência e marcou a distância com precisão. O ideal para o uso na bike é utilizar o relógio no guidon. A Garmin vende um adaptador de borracha (Forerunner Bicycle Mount Kit) para deixar o relógio bem preso.

É obvio que não dá pra comparar o 310XT com um Garmin 810, dispositivo este desenvolvido especificamente para bike. São produtos totalmente diferentes e dado o tamanho da tela e a tecnologia touch do 810, ele certamente oferece uma interface mais amigável. Entretanto, se você só anda de speed e não precisa de mapas pra sair de alguma trilha desconhecida de MTB, o 310XT dá conta do recado perfeitamente.

 

Adidas Smart Run

SANTIAGO (I really don’t think you know there could be hell below…below) Recentemente passamos por uma situação nada agradável. Um assalto a mão armada em que fomos rendidos dentro de casa e trancados em um dos quartos enquanto os assaltantes escolhiam o que levar da nossa residência. Felizmente, foram somente perdas materiais e um grande susto. Por outro lado, parece que a coisa só tende a piorar no nosso país.

Entre as coisas que levaram estavam meus GPSs, o da bike (Edge 705) e o de pulso (Edge 305). Ambos velhos, mas em plena atividade. Depois de perder esses gadgets percebi como sou viciado em números. Como fazer um pedal sem poder analisar os números no Strava? E a corrida, como correr sem saber a distância e o pace? Usa o smartphone, alguém vai dizer. Também levaram.

Vendo o meu drama, o Oca me emprestou dois dos seus brinquedinhos. O Nike+ SportWatch e o Adidas Smart Run. O dois foram projetados para corrida, mas tentei usá-los na bike também. O Nike falhou miseravelmente. Na corrida ele demorou cerca de 20 minutos para pegar o sinal do GPS e na bike a velocidade máxima que ele mostra é de 36km/h. Ou seja, descartado.

O relógio da Adidas é bem mais interessante. Pelo que eu andei lendo é o primeiro relógio que combina GPS e sensor de batimento cardíaco ótico, dispensando assim aquela cinta incômoda. Ele também tem um MP3 player que funciona junto com um fone de ouvidos via bluetooth.

Adidas Smart Run

heart sensor smart run

Sensor na parte detrás do relógio. Ideia interessante, mas não é a prova d’agua.

Com tudo isso funcionando junto, o calcanhar de Aquiles do relógio é a vida útil da bateria. Usando tudo que o relógio tem direito, não passa de 3h. Ou seja, não dá pra correr uma maratona, a não ser que você seja um sub 3h. Outro problema é a interface touchscreen. Se você estiver usando luvas, esqueça.

Apesar de ser um dispositivo projetado para corredores, ele tem um modo Bicicleta. Pelo que entendi, o tempo de bateria nesse modo é maior pois o intervalo de gravação dos dados é maior. Testei o gadget no sábado em um pedal mais longo (130km) e mantive o relógio ligado durante todo o tempo, mesmo quando estava parado comendo um pastel o mirante da Graciosa. Nesse caso, a bateria durou 5h42’. Morreu um pouco antes de eu chegar em casa. Ou seja, não aguentaria um Audax 200. Mas vai quebrar o meu galho até eu comprar um novo Garmin.

No site da Amanzon o SmartRun custa cerca de US$400. Eu acho que o Garmin XT310 é uma opção bem mais interessante. Custa cerca de US$ 180, fala ANT+, é a prova d’agua e a bateria dura cerca de 20h.

Para os interessados no brinquedinho da Adidas, um review bem interessante pode ser encontrado aqui.

 

 

 

Garmin Edge 705

CURITIBA (never lost) Finalmente chegou meu novo brinquedinho, um Garmin Edge 705. Já fazia um tempinho que eu estava usando meu Forerunner 305  para armazenar os tracks dos meus pedais, mas sentia falta de visualizar os mapas, saber exatamente onde eu estava, etc.. Como escrevi anteriormente, o Forerunner é valente mas não foi feito pra pedalar e sim pra correr.

Vamos as primeiras impressões. A caixa vem com tudo que é necessário para “plugar” o GPS na bike. Instalação tranquila.

O modelo que eu comprei vem com sensores de batimentos cardíacos e de cadência. O sensor de cadência pode ser usado pra um monte de coisas, mas seu uso típico consiste em marcar o número de pedaladas por minuto. O sensor ainda marca a velocidade independentemente do GPS através de um sistema wireless. Se por algum acaso você ficar sem sinal de GPS, o aparelho continua mostrado a velocidade e o deslocamento.

Como eu nunca tinha usado um sensor de cadência, fui dar uma pesquisada sobre o mesmo. Aparentemente você deve pedalar com uma cadência média acima de 70 rpm para fazer seu sistema cardio-respiratório trabalhar e também para forçar  menos suas articulações. Para fazer treinos também parece ser uma boa. Nas subidas quando não dá pra manter a velocidade, pelo menos dá pra tentar manter a cadência. O Edge 705 ainda aceita um sensor de potência, mas este deve ser comprado separadamente.

Voltando ao GPS, a interface é muito fácil e amigável. Bastante parecida como o Forerunner, o que talvez tenha facilitado meu trabalho. O sistema de navegação é bastante similar aos modelos automotivos da Garmin, como os nuvi. Se você era o caminho ele apita, manda virar, etc. Só não fala como os Nuvi.

Outra coisa bem interessante é a possibilidade de seguir um track pré-definido e saber exatamente a altimetria que lhe espera pela frente. Quem pedala sabe, as vezes não importa a distância que falta e sim a altimetria que lhe espera.

E finalmente, o Edge 705 aceita mapas topográficos, muito interessantes para trekking e qualquer outro tipo de aventura “outdoor”. Andei falando com meu consultor de mapas, Sr. Du O2, e parece que já existem as cartas topográficas para São Paulo e Santa Catarina, mas não para o Paraná.

Em resumo, expectativas alcançadas e agora vamos colocar o brinquedinho pra trabalhar!

Gerenciando o Histórico

CURITIBA (conectado) Desde que comecei a correr já usei um monte de programas para registrar meus percursos, rodagem, etc… Comecei com o nike+ pois eu usava o sensor da nike que conectava no iPod. O site é muito bom e te dá um monte de informações além de gráficos bonitos, cores agradáveis, etc. Recentemente virou NikeRunning (em versão beta) oferecendo mais algumas funcionalidades. Mas só funciona com o sensor da Nike no iPod, o qual não é aquela maravilha e para tenis de outras marcas exige uma “gambi”.

Desisti do sensor quando comprei meu Forerunner 205. Fiquei orfão do site da Nike e comecei a procurar alternativas. Queria que fosse uma solução web pela praticidade de acessar os dados em qualquer lugar e ficar independente de plataforma. Na epoca encontrei o MotionBased. Comparado a interface e funcionalidades do Nike+, o MotionBased perdia feio, além de ser lento. Tinha uma opção paga que oferecia algumas funcionalidades que não tinha na opção gratuita. Mais um motivo pra eu não usar.

Desisti do MotionBased e fiquei refém do programa que acompanha o Forerunner, o Garmin Training Center. Interface ruim, tem um monte de bugs nas opções de lingua, as vezes não reconhece o GPS, etc.. Ou seja, uma merda.

Felizmente lendo alguns forums, encontrei o SportTracks o melhor programa do gênero que usei até agora. Interface simples e funcional que conversa sem problemas com o Garmin, relatórios configuráveis, controle de quilometragem de diferentes equipamentos (tenis, bike), etc. O problema é que não é web e só funciona direito no Windows.

Recentemente conversando com o Lyra, outro GPS fanboy, ele me disse que o Garmin Connect estava legal. Na realidade o Garmin Connect é uma evolução do MontionBased, do qual eu já havia desistido. Mas devo confessar que agora os caras tem algo bastante razoável. Ainda faltam algumas funcionalidades presentes no SportTracks, mas é web. Como esse negócio de redes sociais está na moda, parece que a coisa está caminhando para esse sentido. Compartilhar tracks, pesquisar tracks de outras pessoas, etc..

Em resumo, ainda não vou largar o SportTracks, mas devo começar a usar o Garmin Connect com mais frequência para tracks mais relevantes, mesmo porque meu novo brinquedinho está pra chegar 🙂

GPS Embeded

MUNICH (never lost) Desta vez fiquei meio decepcionado com a Avis. Achei que na  Alemanha os caras fosse me dar um carro Alemão. Que nada, me deram um carro Coreano, um Kia! Tá, o carro é bacaninha, mas não é um Audi e sim um Kia 🙁

Uma coisa bacana, entretanto, foi o jeito que os caras colocaram o GPS no carro. Eles adaptaram um Garmin nuvi 205 (igualzinho ao meu) ao lado do espelho retrovisor. Ficou bastante prático. Mas ficaria melhor num carro alemão!

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Le Voyageur

MONTREAL (chovendo e ventando) Durante os anos que morei aqui tive a sorte de conhecer um monte de gente de diversos lugares do mundo. Graças ao Facebook ainda tenho contato com a maioria deles pois estão todos espalhados por esse mundo afora, ou em seus países de origem ou onde arrumaram trabalho.

Entre a maioria esmagadora de estrangeiros do laboratório tinham alguns Quebecois, não muitos. Pra quem não conhece, laboratórios de universidades nos Estados Unidos, Canada e Europa em geral são povoados por estrangeiros.

Enfim, um dos nativos que estava lá quando cheguei aqui em 2000 era Jean Philippe. JP é uma pessoa sensacional da qual tenho um imenso orgulho de ser amigo. Sendo assim, sempre que venho pra cá fazemos alguma coisa juntos, sempre com um bom vinho.

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JP é um viajante inveterado. Em geral ele trabalha durante algum tempo, junta seu dinheiro e parte para algum lugar do mundo.  E não são viagens de 1 mês e sim de 4 a 6 meses.

Agora ele está de viagem marcada para o continente Africano onde vai passar 6 meses viajando com uma motocicleta. Alguns anos atrás ele fez algo parecido na Índia. Se tiver interessado em acompanhar essa aventura, que começa em Outubro, coloque o blog dele no seu RSS.

Ontem passamos uma boa parte da noite discutindo sobre GPSs e os sites disponíveis para colocar os “tracks” percorridos. Como não poderia deixar de ser, sempre na companhia de um bom vinho, desta vez um Minervois très bon (GGG1/2)

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Pequeno mas Valente

CURITIBA (navegando) Hoje fui testar o sistema de navegação do meu Forerunner 305. Criei um percurso no GPSies com pouco menos de 30 km passando por uma região que eu não conhecia direito.

trilha

Fiz upload do percurso e saí pra pedalar. Para minha surpresa ele se saiu extremamente bem. Toda vez que eu saí da rota fui avisado. Além disso, assim que você entra na rota planejada, ele ativa o parceiro virtual, o qual “pedala” na velocidade que você indicar no GPSies. Isso é interessante se você quiser manter o ritmo.

Outra coisa interessante que eu descobri hoje, é que ele mostra a altimetria do percurso. Se você quiser dá pra saber o que lhe espera logo a frente.

305

A desvantagem é que o GPS fica no pulso e dependendo da trilha não é muito seguro ficar tirando a mão do guidão.

Tracks no Garmin 305

CURITIBA (agora sim) Depois de muito tentar achei uma maneira de inserir percuros/trilhas (Tracks) no meu GPS. Tudo nasceu da necessidade de colocar alguns percuros que eu gostaria de fazer de bike. Inicialmente estava tentando fazer isso no meu Garmin nuvi 205, mas logo vi que não ia dar certo. O nuvi é pra usar no carro e não aceita tracks. Uma pena pois ele tem um visor colorido com bom contraste e a bateria dura mais de 5 horas.

Me restou tentar no meu Forerunner 305 que tem um visor pequeno e nonocromático. Além disso, o 305 pode armazenar no máximo 100 pontos na memória. A solução que eu encontrei foi exportar o percurso como “Garmin Course TCX”. Dessa maneira consegui colocar tracks bastante longas (> 100km).

Para exportar um percurso para o GPS, usei gpsies. O registo é simples e gratuito. Esse site permite que você crie o seu percurso ou importe percursos em GPX, por exemplo. De posse do percurso, basta clicar em “Export to Garmin GPS” e voilà, o percurso aparece no menu “courses” do 305. Basta então seguir o percurso selecionando o menu “Do Courses”. Apesar do pequeno visor, o 305 deve avisar se você sair do percurso. Amanhã vou ver se funciona…