O Povo na Rua

SANTIAGO (não foi dessa vez) Hora de arrumar as malas pois amanhã é dia de aeroporto. E em se tratando de último dia, tínhamos combinado um almoço num restaurante tipico perto do mercado. Nada fancy, restaurante hard-core, segundo o pessoal daqui.

Mas não foi dessa vez. Encontramos uma manifestação pelo caminho. Certamente vai ser notícia no Brasil pois a coisa parece que não acabou bem. Na volta do almoço, tivemos que dar uma volta e ainda sentir os efeitos do gas lacrimogêneo nos nossos olhos. O caminhão do exército tinha acabado de dispersar a multidão, que segundo o jornal somava cerca de 150 mil manifestantes.

photo

A povo aqui, já não é de hoje, está reivindicando universidade pública gratuita. Diferentemente do Brasil, aqui a universidade pública é paga e custa caro. Para se ter uma ideia, o preço de um curso de engenharia na Universidade do Chile (pública) é o mesmo da PUC-Chile, cerca de US$ 10000 por ano.

Manifestacao Chile

Foto: Latercera.cl

Para lidar com o custo, existem programas de crédito estudantil que acabam resultando em endividamento dos jovens. Operados por bancos privados com altas taxas de juros, as dívidas são um dos estopins dos protestos.

 

Policia Argentina

MONTE CASEROS (powered by Bob Dylan) Desde que comecei a planejar essa viagem ouvi e li vários relatos sobre a corrupção da polícia argentina. E todo mundo diz que o problema maior está no norte do pais, uma região mais pobre, bem a região do nosso roteiro. Um cidadão que eu encontrei no hotel me disse que ele sempre coloca no orçamento da viagem dele a “propina” dos guardas. Um outro me disse que prefere voltar pelo Uruguai para evitar os guardas argentinos. “Prefiro pagar o buquebus para atravessar de Buenos Aires para o Uruguai do que dar dinheiro para esses lazarentos”, disse ele.

Para evitar maiores problemas providenciamos todos os itens de segurança adicionais solicitados pela polícia argentina, ou seja, mais um triângulo, kit de primeiros socorros e o tal do cambão (que serve para rebocar o carro).

Pois bem, hoje era o dia de ver como as coisas funcionam. Saímos de Buenos Aires rumo ao norte pela Ruta 14, que vai beirando o Uruguai o tempo inteiro. Rodovia pedagiada, quase toda em pista dupla, em bom estado de conservação e com um monte de policiais. Olha que eu já dirigi em todo o canto do mundo, mas nunca vi tanta polícia numa mesma estrada.

Screen Shot 2013-01-15 at 12.00.19 AMRodamos sempre dentro do limite de velocidade para evitar qualquer transtorno, mas não teve jeito. Perto de Concórdia fomos parados numa das inúmeras barreiras policiais que passamos. O guarda pediu meus documentos, e também para ver os triângulos, cambão, e a validade do extintor de incêndio. Não pediu o kit de primeiros socorros que eu sofri pra achar em Buenos Aires. Disse que estava tudo bem.

Ja no caso do carro do Alessandro, um dos guardas disse que o cambão que ele tinha não servia para a “Ruta Nacional” e que ele tinha que pagar uma multa. O detalhe é que o Alessandro tinha comprado o cambão dele hoje de manhã antes de pegarmos a estrada.

IMG_1343

 

O guarda disse então que a multa custaria 800 pesos, mas que poderia resolver o problema por 200. Ou seja, tudo que eu tinha lido e temia que acontecesse, aconteceu. Outro detalhe, durante todo o tempo que ficamos parados na barreira, somente carros com placas brasileiras foram parados. Vamos ver como vai ser nossa segunda perna no norte argentino amanhã.

Mas agora estamos munidos de outro cambão. Fomos a uma loja em Monte Caseros, e a pergunta do cidadão foi a seguinte. Você quer um para rebocar o carro ou pra mostrar pra policia? Pra mostrar pra policia tá bom. Comprei um pra mim também, já que o meu é emprestado.

Rasgando Dinheiro

Completei três anos de UFPR em outubro de 2012. Nos últimos dois anos coordenei o programa de pós-gradução (mestrado e doutorado) do meu departamento. Uma carga de trabalho chata, mas necessária. Uma das atribuições do coordenador é gerenciar um pequeno orçamento que possibilita comprar passagens aéreas para participação de alunos em conferências, participação de membros externos em bancas de defesas, etc.. Tentei fazer uso dos recursos da melhor maneira, mas a UFPR torna tudo muitíssimo complicado. Veja dois exemplos corriqueiros.

O que você faz quando vai comprar uma passagem aérea? Bem, eu planejo com antecedência, procuro o melhor preço e faço a compra. Na universidade tentei fazer o mesmo, só que não posso fazer a compra. A universidade deve comprar com a agência licitada.  Apesar dos meus três anos na UFPR eu ainda não consegui entender como as coisas funcionam, mas percebi que pagamos o dobro por qualquer passagem área. Eu fiz um levantamento no ano de 2012 e pagamos mais do que duas vezes o preço da cotação inicial da passagem. O cúmulo foi quando compraram uma passagem para Londres por mais de R$ 8000, em classe econômica. Como é que você explica? Não explica. Rasga-se dinheiro sem dó. Reclamei com o pro-reitor e também com reitor da universidade. Mas tudo continua igual e não vejo perspectivas de mudanças. A explicação que eu mais ouvi é que essa burocracia é necessária para evitar a corrupção. É isso mesmo, joga-se um monte de dinheiro na privada para evitar que alguém roube.

Aqui vai um outro exemplo. A Fundação Araucária, o orgão de fomento a pesquisa do governo Paranaense, tem chamadas de projetos de pesquisa. O pesquisador escreve um projeto e se a Fundação achar sua pesquisa relevante você leva o recurso. Só que por algum motivo, a fundação Paranaense, diferentemente do CNPq, por exemplo, não repassa o recurso para o pesquisador e sim para a universidade. E aí o recurso que o pesquisador conseguiu as duras penas é gerido de forma muito estranha pela universidade.

Veja o que aconteceu comigo recentemente. Fiz uma previsão de recursos do projeto para comprar livros. Um dos livros que preciso comprar é esse da imagem abaixo. Custa US$ 99 (na Amazon.com), ou seja, cerca de 200 reais. Quem já comprou livros na Amazon, sabe como é tranquilo e seguro comprar com eles.

Só que eu não posso comprar, pois o dinheiro está na conta da universidade. Quem compra é a biblioteca da universidade. Entrei em contato com a biblioteca para ver qual era o procedimento e lá veio a bomba. Além de um monte de formulários para preencher, a moça me disse que é necessário pagar uma taxa de importação de US$ 165. Mas não tem imposto sobre livros, argumentei.  Aí escutei a seguinte explicação: “Se quiser comprar, tem que pagar a taxa. Não podemos comprar da Amazon. Temos que comprar com um importador.” Ou seja, ao invés de pagar 99, o mesmo livro custará 264 dólares. Na realidade deve ser mais caro que isso, pois o preço do “importador” certamente é mais alto do que o da Amazon.

A Fundação Araucária diz que não pode repassar dinheiro para pessoa física, como faz o CNPq, pois o tribunal de contas do nosso “avançado” estado não deixa. Então continuamos rasgando dinheiro.

Como eu disse anteriormente, esses são exemplos de coisas que acontecem com frequência no meu departamento na UFPR. Imagine quando você vai para outras esferas e altos escalões. Lá eles deve ter máquinas de picar dinheiro para vencer o volume.

É uma pena constatar que todo esse dinheiro, que poderia estar sendo melhor aplicado nas nossas universidades, está indo para o ralo.

GVT #fail

CURITIBA (33C no inverno) Já fui garoto propaganda da GVT. Entre 2004 e 2011 fui cliente residencial e empresarial da empresa e posso contar nos dedos de  uma mão o número de vezes que precisei ligar para o serviço de atendimento ao cliente deles. Mas de um tempo pra cá, a qualidade da operação da GVT está deixando bastante a desejar. Veja que estou reclamando da qualidade da operação (que envolve o tempo entre fazer o pedido e ter a internet na sua casa) e não da qualidade do serviço. Da qualidade do serviço ainda não posso reclamar pois a GVT está vendendo, mas não está entregando.

Quando saí do meu apartamento no final de 2011, liguei para a GVT e pedi para transferir minha linha para meu endereço temporário no bairro Juvevê, quase centro de Curitiba. O atendente disse que tudo bem e que em poucos dias meu telefone e internet estariam transferidos e funcionais. Três semanas se passaram e nada. Depois de várias ligações me informaram que eles não tinham disponibilidade naquela região. Como assim? No primeiro contato me disseram que tinha e agora não tem mais? Pois é senhor, estaremos verificando, bla, bla, bla.. Como eu odeio esse gerundismo dos atendendetes de telemarketing. Anyway, consegui quebrar o meu galho com uma conexão de 2MB da Oi durante esse tempo.

Agora que minha casa está quase pronta e estou prestes a me mudar (nem acredito), liguei novamente para a GVT solicitando uma linha telefônica e internet para a minha casa que fica no bairro Santa Cândida. O atendente me disse que tinha disponibilidade e agendou um horário para uma semana depois para que o técnico fizesse a instalação. Pacote completo com TV, Internet e telefone. Dois dias antes alguém da empresa me liga confirmando a instalação para quinta-feira. Maravilha.

Eis que chego no condomíno na quinta e o porteiro me diz que o técnico esteve lá ontem, na quarta. Que merda. Ligo para a GVT e consigo um re-agendamento para 10 dias depois. Dez dias se passam e dessa vez o técnico vai no dia certo. Chega lá, dá uma olhada na casa e diz que vai ver em qual armário ele vai fazer a ligação. O infeliz volta quarenta minutos depois me dizendo que não existe disponibilidade na minha região. Como assim, você vendem, agendam um horário (duas vezes) e agora descobrem que não tem disponibilidade? Pois é senhor, estarei entrando em contado com a empresa, bla, bla, bla…

Tento falar com a GVT para reclamar. Mas os lorpas que atendem o telefone não me entendem. Devo falar grego. Não quero reclamar da falta de disponibilidade e sim de venderem sem ter disponibilidade. A empresa que outrora já foi séria agora segue os trilhos das empresas de aviação. Vendem e não entregam. O overbooking da internet.

Tento falar com a ouvidoria. A página da ouvidoria está fora do ar. Entro em contato via twitter e depois de várias mensagens via rede social a minha reclamação chega a ouvidoria, que também não entendeu patavina nenhuma e me envia o seguinte email:

Eles dizem que só podem vender se tiver disponibilidade por que a ANATEL assim exige, mas me vendem e agendam um horário sem haver disponibilidade. E disso que eu estou reclamando, porra!!! Essa empresa já foi séria…

 

O Pau Comeu

MONTREAL (almost done) Ontem saí pra jantar com alguns amigos e como a temperatura estava agradável (cerca de 5C) resolvi fazer uma caminhada solitária de volta pra casa. Logo na saída do restaurante observamos um movimento anormal de policiais, helicóptero da polícia sobrevoando a cidade, etc. Ficamos ali conjecturando sobre o que poderia ser aquilo e cada um seguiu seu caminho.

Meu trajeto tinha cerca de 3km por uma das principais ruas do centro de Montreal, a Saint Catherine. Passeio agradável relembrando minha época de estudante e andarilho até que dou de cara com uma passeata.

O que está acontecendo aqui é que o governo provincial quer aumentar as taxas de escolaridade das universidades. Para se ter uma ideia, hoje um curso de engenharia, para um cidadão quebecois, custa na faixa de uns CAD 2500/ano. Ou seja, quase de graça, quando comparado com outras províncias do país, e até mesmo se compararmos com universidades particulares Brasileiras.  Estrangeiros e canadenses de outras províncias pagam mais caro se quiserem estudar aqui.

E esse baixo custo da anuidade é motivo de orgulho para os quebecois. Afinal de contas, educação pública de qualidade é que vai continuar gerando a massa pagadora de impostos de amanhã. E como aqui a população não é de deixar barato, os estudantes entraram em greve e foram pra rua. Aqui tem mais informações sobre o impasse.

Voltando a passeata de ontem, esta foi mais uma manifestação organizada pelos alunos. E eu, que caminha tranquilamente pela rua pensando no passado, de repente me vi no meio da massa. Como não consegui andar no sentido contrário, resolvi ficar parado no lado da rua e esperar o povo passar. Mas como vândalos acéfalos não são exclusividade Brasileira, alguns imbecis resolveram quebrar vitrines e carros estacionados. Então a polícia que observava tudo de longe entrou na parada e o pau comeu. Bombas de efeito moral e gás lacrimogênio foram arremessadas para perto de onde eu estava. Aí foi aquela correria. Meu olhos começaram a arder e não tive muito o que fazer a não ser correr com a multidão.

Consegui escapar ileso e resolvi correr pra casa antes que me prendessem por engano. Mas tudo isso pra dizer que estou com inveja deles. Nós Brasileiros, talvez por comodismo, talvez porque já perderam a capacidade de se indignar, vemos tudo passivamente. Somos sacaneados, roubados e desrespeitados sempre que precisamos de um serviço público e fazemos o que?

Nossas universidade são sucateadas e pessimamente administradas. Gasta-se muito dinheiro com uma burocracia que tende ao infinito. Consequência disso são salas de aula de merda, laboratórios ultrapassados e banheiros que fedem e sem papel higiênico. Acho que temos que começar a cobrar anuidade. Será que alguém vai se opor?

 

Queimando Dinheiro

BRASILIA (sol) Acho que não tem lugar mais apropriado pra falar desse assunto do que a nossa capital nacional.

Faz dois anos que eu estou na UFPR e um ano como coordenador do programa de pós-graduação do meu departamento. Durante esse ano na coordenação comecei notar como os recursos financeiros do meu programa (provenientes da CAPES) são mal geridos pela nossa Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG).

Talvez o melhor exemplo do descaso com o dinheiro público, certamente existem outros, está na compra de passagens aéreas. Um programa de pós-graduação utiliza passagens aéreas com uma certa frequência, seja para participação de bancas, apresentação de trabalhos em conferências ou participação em reuniões em órgãos de fomento.

Como essa é  uma das principais despesas do programa, nada mais normal que houvesse um uso mais apropriado desses recursos, como por exemplo, comprar as passagens com bastante antecedência. Por exemplo, quanto custa uma passagem Curitiba-Brasilia-Curitiba quando comprada com um mês de antecedência? Cerca de R$ 600. Veja quanto a PRPPG pagou na minha passagem pra eu participar das reuniões da CAPES nessa semana.

Ou seja, cerca de 3X o preço normal. Tem algo muito estranho acontecendo nessa universidade.

 

 

Idiotas e Imbecis

MATINHOS (chuva, sol e sono) Todo ano é a mesma coisa, eu prometo que não volto mais pra praia no carnaval mas por um motivo ou outro, cá estou eu.

Essa noite acordei 1h com o som da animada Caiobanda. Minhas preces por chuva de pedras não foram atendidas, ou melhor, foram atendidas parcialmente com um pouco de atraso pois chove agora e sem as pedras. Por volta das 5h acordei novamente, agora pra levar minha sogra na farmácia pois ela estava com uma crise de cistite.

Um monte de bêbados procurando por engove ou coisa parecida e como eu temia, precisavamos de uma receita pra comprar o remédio. Até aí tudo bem, acho correto vender esse tipo de medicamento sob prescrição médica.

Fomos então ao precário hospital de Matinhos onde tivemos que esperar um bom tempo, pois dois bêbados lazarentos tinham sido atropelados e os médicos de plantão estavam ocupados na sala de emergência.

Algum tempo depois, com uma receita em mãos voltamos à farmácia. Beleza, compramos o remédio e vamos pra casa. Ledo engano! O idiota do residente de plantão receitou uma caixa de remédio com 10 comprimidos. Idiota, pois segundo o farmacêutico não existe caixa com 10, somente com 14.

Long story short, voltamos pro decadente hospital pra pegar uma nova receita com o imbecil do residente, que não sabe quantos comprimidos tem numa caixa de antibiótico e amanhã pode estar te operando. Que medo!

Outra pergunta que fica é por que essas merdas de farmácias no Brasil não vendem comprimidos a granel? Se o imbecil do médico receita 10, porque eu tenho que comprar 14?

Tem jeito?

CURITIBA (acho que não) Já faz algum tempo que meu ceticísmo com relação ao futuro do nosso país só aumenta. Eu sinceramente acredito que a falta de respeito para com o próximo, o jeitinho e a corrupção são coisas que estarão presentes na nossa sociedade por um longo tempo. E dia após dia me deparo com alguma situação que suporta a minha tese.

O exemplo mais recente vem do meu local de trabalho, o centro politécnico da UFPR. Na última semana a prefeitura do campus repintou as faixas de pedestres, áreas de estacionamento, faixas amarelas, etc.

Ficou bonito, mas a população do campus, composta por docentes com mestrado e doutorado e alunos abastados (a grande maioria), simplesmente caga e anda pra toda e qualquer lei e sinalização de trânsito dentro do campus.

Se vemos isso, de uma população teoricamente esclarecida que deveria dar o exemplo, o que podemos esperar do resto?

Alitalia

CURITIBA (cadê o teclado) Fazia tempo que eu não viajava com uma companhia tão bagunçada. As frustrações começaram já no vôo de ida (São Paulo-Roma). Avião velho onde nada funcionava direito. Quando liguei minha televisão foi isso que eu vi.

l_1600_1200_1892F813-0EA2-46B5-A71C-E2032D5B9A7A.jpeg

Talvez os mais jovens nunca tenham visto isso, mas essa mensagem era comum quando você ia “bootar” o velho PC usando o velho DOS em um disquete. Se o disquete não estava no drive, em geral você recebia esse tipo de mensagem. Agora eu nunca esperava receber essa mensagem na tela de um 777. Além do mais, “strike a key when ready”?  Qual tecla? Pra sacanear eu chamei o aeromoço (sim, nessa companhia só tem homem mau-humorado como atendente de voo) e perguntei qual tecla eu deveria apertar?

Viagem de 12h sem televisão, comida e vinho ruins e pessoal mau-humorado. Na volta foi a mesma coisa com direito a atraso de voo e um stress básico no aeroporto de Roma pra não perder o voo pra São Paulo.

Se depender de mim (nem sempre depende pois a universidade em geral compra a passagem mais barata) eu nunca mais viajo de Alitalia!

Dois Assaltos

CURITIBA (tá feia a coisa) Essa semana fui vítima de dois assaltos em Curitiba. Felizmente um deles foi frustrado.

Terça-feira fui pegar meu carro para almoçar e notei que a fechadura tinha sido forçada. Como eu abri o carro com o controle remoto da chave, imaginei que o ladrão tinha tentado abrir o carro e não tinha conseguido, uma vez que tudo parecia estar em perfeita ordem dentro do carro. Chegando no restaurante, fui colocar minha blusa no porta-malas e reparei que não estava tudo em ordem. Roubaram meu pneu step !! Porra, robar pneu step é o fim!

BF_touring13_b

Liguei na concessionária da Peugeot e perguntei quanto ia sair a brincadeira. De cara o cidadão me perguntou se meu step estava no lugar, pois parece que roubar step de Peugeot 307 está na moda em Curitiba. Bem, no fim das contas ele me disse que eu teria que levar meu carro lá na concessionária para eles fazerem um orçamento.

Aí começou  o segundo assalto. Chego lá na LeLac na Marechal Floriano e a moçinha já vem com um orçamento pronto, dizendo que tem que trocar isso, aquilo e também a rebimboca da parafuseta. Resumo, queriam me cobrar R$790 pra arrumar a fechadura, que diga-se de passagem ainda está funcionando tanto com a chave, quanto com o controle remoto. Ou seja, R$ 790 para colocar o trinco da porta no lugar !!

Me senti muito mais assaltado na concessionária do que na terça-feira na hora do almoço. Como disse anteriormente, essa tentativa de assalto foi frustrada. No meu caminho de volta passei em uma oficina genérica e o cidadão botou a coisa no lugar por R$ 40.

Agora tenho que comprar um step. Alguém tem um pneu velho pra me vender?