CURITIBA (frio, calor, chuva) Quem me conhece sabe que meus vinhos prediletos são os vinhos do sudoeste da França, principalmente aqueles de Cahors e Madiran. São vinhos mais encorpados e que vão muito bem com carnes mais fortes, como um bom carneiro.
Por conta de um comentário que recebi nesse blog alguns meses atrás, li um livro chamado a Dieta do Vinho. A primeira parte do livro é bem interessante e o autor cita diversos estudos que mostram que as procianidinas (polifenóis abundantes em alguns vinhos tintos) fazem muito bem ao coração. Claro que quando consumidos com moderação.

Essa é a desculpa que qualquer um que gosta de um bom vinho precisa. Mas espere, a coisa fica melhor ainda. Segundo o autor, os vinhos com maior teor de procianidinas são os Madiran, os quais tem como uva base a Tannat.
Além do sudoeste da França a uva Tannat é produzida em grande quantidade no Uruguai. Entretanto, segundo o livro, os Tannat do Uruguai não são tão ricos em procianidinas quanto os Madiran. Mas são bem mais acessíveis e muito bons.
Ou seja, dá pra cuidar muito bem do coração com um vinho Uruguaio de boa qualidade. O exemplo disso foi um Tannat que tomei no almoço de domingo, da Bodega Ariano Hermanos.

Vinho muito bom (GGGG) e, de acordo com meu cunhado, a um preço bem acessível no Sans Club. Tá aí a dica!
Bem, se você não gosta de vinho tem uma outra saída. O livro diz que a romã também é rica em procianidinas…