Fez

FEZ (ou fes) Fez, fundada em 789, é a antiga capital  política e administrativa do Marrocos, entretanto, é até hoje a capital religiosa e intelectual do país. É também conhecida como a principal cidade imperial. A medina de Fez, tombada pela UNESCO, é a maior do Marrocos. Cerca de 300 mil pessoas moram e trabalham dentro da medina.

Então vamos a ela. Seguindo a sugestão de um colega, contratei um guia para me mostrar a medina. O preço dos guias é meio tabelado (cerca de EUR 15) e eles estão por toda parte. Na porta do meu hotel tinha um de plantão, o Monsieur Ali.

Larguei o carro no hotel e fomos de taxi, pois o estacionamento perto da medina custa mais caro do que ida/volta de taxi. Começamos a visita pelo portão azul,  a mais famosa das muitas entradas da cidade antiga.

Depois de caminhar bastante pelas vielas estreitas, M. Ali me levou para conhecer um dos cartões postais da cidade, os famosos curtumes. O cidadão de uma das cooperativas locais me explicou que eles trabalham com diferentes tipos de couros (vaca, ovelha, cabra, etc) e todas as colorações são feitas com produtos naturais. O cheio é muito forte. Uma senhora do meu lado saiu rapidinho com ânsia de vomito.   

Pra amenizar um pouco eles fornecem umas folhas de hortelã pra você ficar cheirando enquanto tira fotos. E você aí reclamando do seu trabalho…

Seguimos nossa visita e M. Ali foi me explicando que o interior de algumas casas é muito belo e requintado. Totalmente diferente da impressão de um local pobre que temos quando caminhamos pelo lado de fora. Abaixo uma foto do interior de uma residência que hoje serve como uma loja de tapetes.

Outras construções impressionantes, como não poderiam deixar de ser, são as mesquitas. Segundo M. Ali, existem cerca de 150 mesquitas na medina. Eu achei muito, mas ele disse que é isso mesmo. A maior e mais bela, ainda segundo M. Ali é a Mesquita de Andaluza. Abaixo uma foto tirada da porta de uma das mesquitas pois não-mulçumanos não podem entrar.

Atualização: Hoje voltei na Medina e visitei um dos monumentos mais imponentes do local, a Medersa (escola corânica) de Bou Inania. O prédio foi fundado em 1351 e foi renovado no século 18. O estado de conservação e a quantidade de detalhes da construção impressiona. A visita custa 10 dinheiros marroquinos.

Em resumo, a cidade antiga de Fez é certamente um local que deve estar na sua lista quando visitar o Marrocos. De todas as medinas, essa é a mais interessante de todas.

 

Essaouira

MARRAKESH (azul e branco) Segundo o guía, uma das atrações imperdíveis por aqui é a cidade de Essaouira. Então lá fui eu. A estrada que leva a Essaouira sai pela periferia de Marrakesh, a qual tem um trânsito caótico e digamos que o pessoal não preza muito pela limpeza. Um cenário meio deprimente dominado pelas construções na cor ocre e centenas de antenas parabólicas.

Todos os vilarejos que eu cruzei na estrada são tomados pelas barracas de comércio. Bicicletas, garelis, cadeira de rodas, pedestres e carros dividem o mesmo espaço. Dirigir por aqui é realmente um aventura.

Chegando em Essaouira fui visitar a medina (parte antiga). Essa é um pouco mais tranquila do que a de Marrakesh e mais agradável de se caminhar. Os vendedores também não são tão agressívos como em Marrakesh. Os padrões de higiênie, entretanto, são os mesmos. Carne fora de refrigeração em rua empoeirada é bastante normal.

As tâmaras também.

Além da medina, outros dois pontos que merecem atenção são o porto e a Skala de la Ville. O porto pesqueiro é bastante movimentado no fim da tarde quando os barcos retornam da pesca. Diz que tem um leilão no fim da tarde que é um espetáculo a parte. Eu não tive paciência pra ficar esperando.

A Skala de la Ville é um impressionante bastião marítimo com uma coleção de canhões de bronze europeus.Um belo local pra sentar e ficar observando a imensidão azul. Embaixo ficam as oficinas dos artesões que trabalham com madeira. Comprei uma máscara para a minha coleção.

 

 

Marrakesh

MARRAKESH (hot) Meu carro alugado ainda estava lá e o senhor que queria dinheiro na noite anterior apareceu do além. Como eu ainda não tinha dinheiro, mandei ele a merda novamente (agora um pouco mais calmo) e dessa vez ele ficou puto. Fazer o que?

Achei um ATM pra pegar dinheiro e me mandei pra Marrakesh. A estrada é toda pedagiada e relativamente bem conservada. O pessoal dirige que nem maluco. Todo mundo buzina pra qualquer coisa e ninguém dá sinal pra nada. O trânsito é infestado por umas malditas motoquinhas, igual aquelas garelis, que carregam até três pessoas. Capacete é acessório.

A viagem transcorreu tranquilamente e duas horas depois já estava no meu hotel. Sem tempo a perder fui bater pernas.

A cidade fundada em 1070 é dominada pela praça central (Djemaa el-Fna) onde tudo acontece. Tem música, gente dançando, gente vendendo, gente comprando, ou seja, uma zona. As fotos não representam muito a bagunça que é isso aqui. Eu fiz um pequeno video e depois quero ver se subo no vocetubo.

A outra atração da cidade, um paraíso pra quem gosta de mercados, são os Souks. O troço é um labirinto de vielas com um monte de turistas, uma grande variedade de produtos (tem de tudo que você possa imaginar) e um monte de cheiros.

E não encare os vendedores nos olhos, a menos que você queira comprar algo. Olhou nos olhos o cidadão vai te pegando pelo braço e te puxando pra negociar.  Cuidado também com os chamados falsos guias. O cara pergunta se você quer ajuda e depois vai querer te cobrar pelo serviço.

No meio dos Souks você também pode encontrar alguns restaurantinhos bem simpáticos com boa comida e um preço razoável. Mas como não são restaurantes para turistas, eles não vendem cerveja, pois o mulçumano além de não beber não pode vender. Mas o Cous Couz Royal que eu comi valeu a pena.

Ao lado da praça está a mesquita de Koutoubia construída em 1570. Igualzinho nos países católicos, um templo religioso na principal praça da cidade.

E pra relaxar um pouco da loucura que é essa Marrakesh, nada como dar uma relaxada nos Jardins atras da mesquita. Um dos poucos lugares tranquilos que eu encontrei no meio do caos.