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Trilogia do Canal

By Luiz, 22/04/2010 1:55 am

CURITBA (blue skies) Feriadão, tempo firme, clima agradável, tudo perfeito pra subir uma montanha. Recebi o convite do Du do O2 na segunda e apesar do “short notice”, consegui negociar uma alvará extraordinário de meio período. O roteiro consistia em fazer a travessia de três cumes na região do morro do canal, o Vigia, a Torre Amarela e o Morro do Canal.

Chegamos por volta das 8h na base e dali partimos em oito pessoas (Du, Lulis, Vina, Pedro, Lyra, Gassner, Mildo e eu) em direção ao ponto 1 (Morro do Vigia). Caminha bastante agradável saindo de uns 990m e chegando a 1300m de altitude. Mais um pouco de caminhada e chegamos ao ponto 2 (Torre Amarela).  Desse ponto temos uma bela vista do pico do Vigia em primeiro plano e ao fundo toda a represa do Caiguava, a qual visitamos um tempo atrás  de bike.

Para ir do ponto 2 até o ponto 3, cume do morro do canal, é necessário cruzar um vale que separa os dois picos. A trilha é um pouco mais fechada em alguns trechos com algumas pegadinhas facilmente resolvidas pelos montanhistas de plantão, Du e Vina. Para sair desse vale é necessário subir uma parede com auxílio de uma corda. Tarefa facilmente com os pés nas costas por todos!

Chegamos no cume do morro do canal por volta das 11h. Ficamos ali um tempinho curtindo o ar puro da montanha e o lindo dia de sol! Uma excelente caminhada na montanha na companhia de uma trupe muito divertida, ou seja, diversão garantida.

Foto: R. Gassner (The Edge)

Track e mais fotos disponíveis aqui. Fotos do Rafael, O2 e relato do Mildo

Morros Mãe Catira e Sete

By Luiz, 15/11/2009 9:36 pm

CURITIBA (still alive) Esse fim de semana fui a mais uma das aventuras planejadas pelo pessoal do o2. A idéia básica era ir de bike até a base do Morro Mãe Catira na serra da Graciosa, fazer um trekking passando pelos cumes dos Morros Mãe Catira (ponto mais alto na foto abaixo) e Sete e voltar de bike pra casa. Simples, não?

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Saímos em 8 (Eu, Stulzer, Gassner, Fabrício + os 02 Du, Lulis, Arce e Thiago) por volta da 7h do sábado em direção a Quatro Barras para então pegar a estrada Dom Pedro que nos levaria até a base da montanha. Clima agradável e o pessoal pedalando bem fizeram nossos 45km passarem rapidinhos. Mesmo pedalando forte deu pra apreciar a fauna da região.

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Saindo da estrada Dom Pedro, seguimos pela trilha do Alemão até uma casinha que fica ao lado do Casa de Pedra. Lá deixamos as bikes e nos preparamos para a caminhada morro acima. Foi só aí que eu me toquei que deveria ter trazido uma calça. Too late!! Subi de bermuda mesmo e paguei o preço. Voltei com as pernas com vários cortes e arranhões.

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Todos abastecidos de água na cozinha do generoso senhor da casinha partimos morro acima. A trilha é batida, mas bastante estreita e a mata fechada. Tem que seguir com atençao pois são muitas raízes e galhos na altura da cabeça. Como a luz do sol não chega ao solo o trajeto todo é muito úmido e em alguns pontos bastante lamacento.

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Depois um algum tempo de caminhada chegamos ao primeiro “clarão” onde pudemos avistar a beleza da nossa serra do mar. Lá de cima era possível ver a confluência das estradas da Graciosa.

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Desse ponto até o cume do Mãe Catira (1450m) é uma caminhada meio esquisita em função da vegetação de aproximadamente 1,5m de altura. Alí você tem que ir abrindo caminho no peito, literalmente. Cume alcançado, nosso próximo objetivo era o cume do Morro Sete a 1350m de altitude. Isso mesmo, descemos para ir ao outro cume. Chegamos lá após 2h30′ de caminhada. Como recompensa um banquete com um monte de conservas, salame e outros quitutes. O tempo não ajudou muito, mas de vez em quando dava pra ver alguma coisa entre as nuvens.

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Devidamente alimentados (até demais eu diria) começamos a voltar. O desafio da volta é que antes de descer, você tem que subir até o Cume da Mãe Catira pra daí começar a descer de verdade. Mais umas 2h30′ morro abaixo com algumas paradas para abastecer as reservas de água nos rios da região, chegamos a base. Pegamos as bikes pois mais uns 45km de bike nos separavam das nossas casas. Mas antes uma última parada para um pastel tamanho família acompanhado de caldo de cana e coca-cola na saída da estrada da Graciosa.

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Cheguei de volta em casa por volta das 19:30h com 93km de bike e pouco mais de 5h de trekking. Agradecimentos sinceros a todos os corajosos pela ótima aventura e em especial ao 02 pela iniciativa!

Percuros e altimetrias da bike e trekking.

Mais fotos disponíveis nas Galerias do Gassner e do Fabricio.

Mais relatos em breve com um monte de coisas que eu devo ter esquecido de contar no Transpirando, o2 e no blog do Fabricio.

Corrida de Montanha Noturna

By Luiz, 08/11/2009 8:56 am

CURITIBA (breu total) Ontem foi dia, ou melhor, noite de corrida de montanha em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba. Essa foi a última etapa do Circuito Paranaense de Corrida de Montanha de 2009.

Largada e chegada foram na Chacará Tapera Velha, a qual oferece uma pousada para 15 pessoas e um café rural que parece ser delicioso. Digo parece pois só vi o pessoal preparando. Como eu não conhecia o local resolvi chegar um pouco mais cedo para evitar qualquer contratempo. Assim pude explorar um pouco a chácara.

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Desta vez inscrevi Marisa para a caminhada que eles sempre promovem junto com as corridas. Uma boa maneira de comemorar nossos 12 anos de casamento!

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Falando um pouco da corrida. Dá pra dizer que correr a noite no meio do mato em trilhas abertas a facão é um desafio e tanto.

Logo na saída encaramos uma subida seguida de uma boa descida e logo entramos numas trilhas de jipeiros com muita lama. O problema de correr a noite é que você não sabe o que lhe espera. Se a subida é forte e você tem que dosar a força, você só descobre isso quando está no meio da subida. O mesmo vale para as descidas, porém se embalar demais o tombo é quase certo.

Eu segui boa parte da corrida com um grupo de 5 ou 6 corredores. Com base na luz das lanternas de quem ia a frente dava pra ter noção do que me esperava. Quando as luzes estavam lá em cima dava pra imaginar o tamanho da subida. Quando alguém escorregava era hora de prestar atenção e assim por diante. Falando em laterna, usei uma de 12 leds da Guepardo. Gostei dela tanto pela potência quanto pela distribuição de peso pois as pilhas ficam na parte de trás.

Mas mesmo seguindo o pessoal não consegui evitar alguns atoleiros. Num deles errei o tronco de árvore e atolei a perna inteira na lama. Só fui ver o estrago depois da linha de chegada. Junto com a lama ganhei alguns cortes também. Sistema bruto, com diria o Mildo.

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Poderia ser pior, durante a corrida encontrei um cara procurando o tenis dele no atoleiro. O cidadão conseguir perder os dois tenis na lama.

Fechei o percurso em 58′, ou seja, não tinha 12km. Assim como na etapa de Balsa Nova o percurso era menor do que o anunciado.  Tá certo que meu GPS se perdeu um monte na mata fechada, mas eu não teria como fazer esse tempo correndo em trilhas ribanceira acima e abaixo. Revisando o percurso acho que tinha algo em torno de 9km. Em todo caso, foi um experiência muito boa a qual repetirei quando tiver oportunidade

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Outro problema de correr a noite é que você chega em casa ligadão, ou pilhado como dizia Rodrigo. Fui conseguir dormir lá pelas 2h somente… Coisa de velho?

Percurso e altimetria disponíveis aqui.

Corrida de Montanha – Ilha do Mel

By Luiz, 10/08/2009 6:30 pm

CURITIBA (como venta hoje) Esse domingão, dia dos pais, foi dia da 4a. etapa do Circuito Paranaense de Corrida de Montanha, realizada na nossa mais bela ilha. Pra evitar atropelos resolvemos dormir no litoral. Descemos Eu, Jorge com seu pimpolho de 10 anos (afinal era dias dos pais) e nossa treinadora, incentivadora e fotógrafa, Elenise (a próxima ela corre, garantiu).

Domingo o dia amanheceu nublado e com garoa, totalmente diferente do sabadão ensolarado. Achei que o sol ia aparecer, mas que nada. Só foi dar as caras quando voltamos pra Curitiba. Pegamos a barco das 8h junto com um bando de corredores. Entre eles, um maluco que veio pedalando de Curitiba. Saiu as 2h da manhã pra correr 12km as 9:30h na ilha e voltar pra Curitiba de bike.

Aquecimento feito, largamos com um pouco de atraso, pois tinha um pessoal vindo no barco das 9h.

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O percurso é muito bacana e exige bastante. Diferentemente da corrida de Balsa Nova, onde tinha basicamente uma grande trilha que subia e descia a montanha, na Ilha os desafios são pedras lisas com mariscos cortantes (Jorge experimentou a navalha), muito barro de mangue, escadaria (do farol da ilha), areia fofa (no km 9 que é pra minar as últimas forças) e alguns morros pra subir e descer. O último depois do km 11 é o pior (talvez por ser o último). A imagem abaixo ilustra o percurso. A resolução do mapa infelizmente não ajuda, mas dá pra ter uma idéia.

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A largada e a chegada acontecem na Praia Grande. O primeiro km rende bem, pois é areia firme. Logo depois tem o Morro do Meio e o Morro do Miguel. O primeiro PC fica na Gruta (km 4). Voltando da Gruta, temos o outro lado do Morro do Miguel e depois um bom trecho de Single Track até encontrar o areião das pousadas (km 9). No fim do km 10 temos as escadarias do farol (segundo PC) e finalmente atravessamos o morro que leva a Praia Grande.

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Depois da última corrida eu tinha resolvido que tinha que comprar um tênis específico pra esse tipo de corrida. Depois de alguma pesquisa comprei o XT Wings da Salomon. Como eu imaginava, um tênis apropriado faz a diferença, principalmente num percurso como esse da ilha do mel.

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Fechei a prova em 1:20′ mas ainda não sei qual foi minha colocação. Senti um pouco no fim da prova. Os 10 dias parados em Barcelona (parados=muita comida+muita cerveja) cobraram o seu preço.

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Até consegui um sprint final depois de descer o último morro. Essa descida, diga-se de passagem é chata pois tem um monte de espinhos. O cabeçudo aqui só lembra que é interessante usar luvas quando encontra os espinhos… Da próxima vez eu não esqueço.

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Corrida de Montanha em Balsa Nova

By Luiz, 21/06/2009 11:19 pm

CURITIBA (e chegou o inverno) Hoje fui fazer a 3a. Etapa do Circuito Paranaense de Corrida de Montanha. Decidi que ia fazer essa prova quando eu ví o post do Rodrigo no Transpirando.com. Dá pra dizer que todas as minhas expectativas com relação a prova foram superadas. Organização muito boa e um percurso sensacional.

Bem vamos a corrida. O percurso era de 12km com trechos de estrada com bastante cascalho e dois trechos de trilha no meio da mata que lembravam bastante nossas trilhas da serra do mar para subir o Marumbi. O primeiro uma subida bastante forte e depois uma descida igualmente forte entre galhos, árvores com espinho e troncos caídos pelo chão.

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Se quiser ver o percurso com detalhes, o Track está disponível aqui.

A altimetria do trecho mostra a encrenca. A partir do km 2 é ladeira acima até o km 5,6. Depois vem a descida forte na trilha e lá por volta do km 7 a gente entra na estradas de terra novamente. De acordo com meu Garmin, faltou um pouco para fechar os 12km. Pode ter sido erro do GPS pois no meio da mata ele pode perder o sinal.

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Fechei o percurso em 1:08’49” com alguns cortes no braço e alguns espinhos na mão, mas fiquei feliz pra cacete com a experiência. Com certeza estarei nas próximas etapas. A sensação de correr no meio do mato não se compara ao asfalto.

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Com certeza vou ter que comprar outro tenis pra esse tipo de corrida. Um que não escorregue tanto no cascalho e nas trilhas. O Asics sofreu bastante hoje.

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Caminho do Itupava

By Luiz, 24/05/2009 3:15 pm

CURITIBA (que caminhada) Ontem finalmente fomos fazer o caminho do Itupava. Segundo historiadores,o caminho do Itupava foi dutrante muitos anos a principal ligação entre o litoral e o alto planalto do Paraná. Uma trilha muito muito bonita que cruza rios, montanhas escarpadas e a densa floresta da mata atlântica.

Bem, voltando a nossa caminhada, saímos as 7h do terminal do Guadalupe e chegamos por volta das 8:30h no posto do IAP no começo do caminho. Devidamente registrados começamos nossa caminhada. A neblina ainda era intensa mas a temperatura era agradável.

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A trilha segue bem tranquila até o KM 10. Escorregadia em alguns pontos devido as pedras e a umidade característica do local, mas a caminhada é muito agradável.

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A partir do Km 10, um pouco antes da Nsa. do Cadeado, a descida exige um pouco mais das pernas e do pé. Como mostra o gráfico do GPS, do Km 10 ao 13 vamos de 780 a 250 metros de altitude.

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Depois desta descida forte a caminhada volta a ficar bem tranquila até o final da trilha. Ao todo foram 15Km e 8 horas de uma boa caminhada com várias paradas para fotos, comida, etc…

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Track disponível aqui

No fim da trilha encontramos até a cabana do Jacob (pra quem assiste Lost). Pra variar ele não estava.

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Marumbi

By Luiz, 25/02/2009 11:20 pm

CURITIBA (quarta-feira cinza, literalmente) Neste sábado de carnaval fomos subir o Marumbi, um conjunto de montanhas no meio da serra do  mar.

marumbi

Eu já tinha combinado essa subida com Prof. João Marques da UFCG a algum tempo e como ele estava aqui para uma banca de mestrado, resolvemos aproveitar o feriado. Fomos em quatro, eu, João, Alessandro e Oca.

Logo na chegada do trem na estação marumbi encotramos o experiente Waldemar Niclevicz. Conversamos um pouco com ele, escutamos suas dicas e partimos para a aventura.

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Decidimos ir ao pico chamado Abrolhos, o qual é mais perto, pois estavamos com receio de perder o trem de volta. Realmente é mais perto, mas a dificuldade da trilha é maior.

No começo estava um calor infernal com uma umidade típica do lugar. Depois de meia hora de caminhada já estavamos suando em bicas. Depois de uma hora de caminhada, o tempo começou a fechar. Alguns minutos depois, chuva. Ou melhor, tempestade com direito a raios e trovões. Tirando o cagaço, muito bonito de ver os raios caindo no meio da floresta.

Pra resumir, o pico do Abrolhos fica a 1200m. Quando meu GPS marcava 1170m, eu e João resolvemos voltar pois estava chovendo muito e se subissímos o restante não veriamos nada de qualquer maneira. Alessandro e Oca já tinham voltado antes. Acho que tomamos a decisão correta pois senão perderiamos o trem.

Como era de se esperar, quando chegamos lá em baixo o tempo ficou bom.  Mas valeu a pena! Vamos ver se na próxima vez conseguimos ver alguma coisa lá de cima.

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