CURITIBA (mapas do acaso) Depois de alguns dias típicos de Curitiba, o sol voltou a brilhar. Decidimos então, Mildo e eu, fazer um ataque ao Ciririca, a montanha com trilha mais distante da serra Paranaense.
Saímos cedinho de Curitiba e pouco antes das 7h estávamos começando a caminhada na Fazenda do Bolinha. O pessoal cobra R$ 5.00 por pessoa para deixar o carro. Diferentemente da fazenda do PP, que só abre as 7h, no Bolinha dá pra chegar a hora que quiser, largar o carro e começar a caminhada.
A ideia inicial era ir por Cima, passando pelos picos do Camapuã e Tucum, mas em função da distância e dificuldade da trilha resolvemos fazer a trilha clássica (por baixo) para garantir que voltaríamos ainda com luz natural. Segundo alguns relatos, a trilha para o Ciririca já foi bem mais fechada e fácil de se perder. Hoje em dia está super bem sinalizada. Além disso, é um caminho muito rico em pontos de água. Mas não se engane, esse trekking é difícil pois é um sobe e desce frequente. Veja a altimetria gerada pelo meu GPS (as diferenças da ida e volta se devem pelo sinal ruim dentro da mata). O total de subidas acumuladas passa de 1600m.
A trilha começa aos 930m de altitude e segue tranquila até os 1230m. Uma coisa que me chamou atenção nesse trecho, e também nos vales mais a frente, são as grandes e belas árvores. A árvore gigante do Tucum (não sei se esse é realmente o nome dela) é a que chama mais atenção. 
Depois de uma hora de caminhada estávamos na bifurcação Tucum/Ciririca (1270m). Depois desse ponto descemos o primeiro vale e em alguns poucos momentos era possível visualizar as montanhas ao lado pois na maior parte do tempo você caminha dentro da floresta. Cerca de uma hora de caminhada depois da bifurcação tem uma grande parede que só é possível descer por causa das cordas instaladas no local.
A caminhada segue vale adentro passando por vários pontos de água até a Cachoeira do Professor (1097m). Chegamos nesse ponto depois de quase 3h de caminhada. Paramos ali durante uns 20m para comer alguma coisa e repor os estoques de água. O local é muito bonito, mas eu acho que em função do spray de água gerado pela cachoeira, a temperatura deve ser uns cinco graus a menos no fundo desse vale.
Depois da cachoeira, a caminhada segue pelo vale até o ponto conhecido como Última Chance (1350m). Esse é o ponto de junção das trilhas “de baixo” e “de cima” e também o último ponto de água. Na verdade existe um outro ponto de água um pouco mais a frente mas bem menor. Imagino que em época de seca o Última Chance seja realmente o último ponto de água. Chegamos nesse ponto por volta das 11h.
E depois de 4 horas de caminhada, finalmente chegamos na rampa (parte mais inclinada do percurso na lateral do morro do ciririca) que dá acesso ao cume. E nada de grampos! Alí é na unha mesmo.
E da rampa finalmente é possível visualizar outros cumes da serra do Ibitiraquire.
E depois de exatas 5h de caminhada finalmente chegamos ao cume, aos 1705m de altitude, de onde avistamos as famosas placas do Ciririca. Hoje as placas estão desativadas, mas antigamente eram usadas para repetição de sinais de microondas para fazer o enlace de rádio entre Curitiba e a Usina Parigot de Souza. Existe uma terceira placa que fecha o circuito, mas essa eu não vi.
Alem das placas, o cume do Ciririca proporciona uma bela vista da Torre da Prata, Baia de Antonina, Conjunto Marumbi, mas principalmente do Agudos.
Ficamos no cume por cerca de 1h para almoçar, tirar fotos e recuperar o fôlego para a descida. Por volta das 13h começamos a volta. A subida do primeiro vale, o da corda, é foda. É a descida de montanha mais lazarenta que eu lembro de ter feito. Ainda na “descida” encontramos um pessoal que estava subindo para acampar no cume. Ficaram felizes em saber que teriam o cume só para eles aquela noite.
Pouco antes das 18h estávamos de volta ao ponto de partida. A estratégia de ir pela trilha de baixo para voltar com luz natural deu certo. Na próxima vez vamos fazer a trilha de cima.
Mais fotos aqui.





















































