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Em Resumo

By Luiz, 27/01/2010 12:06 am

CURITIBA (finito) Várias pessoas me perguntaram o que eu achei de Portugal. Aqui vão algumas conclusões baseadas no que eu vi e vivi durante meus dias de trabalho por lá:

1) Come-se extremamente bem. Excelente comida por um preço razoável. É claro que é caro se você converte para BRL, mas é o melhor custo benefício de todos que eu conheci na Europa. Os restaurantes que servem peixe grelhado em Matosinhos são sensacionais.

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2) Único lugar que eu encontrei guardador de carro na Europa. Coisa chata!

3) Pessoas simpáticas e que na maior parte dos casos te tratam muito bem. Em geral adoram o Brasil.

4) Relativamente seguro. Não fiquei com medo de andar em nenhum lugar, tanto a pé quanto de metrô ou ônibus.

5) Pedágios caríssimos. O mais caro que eu paguei na Europa. As estradas não chegam aos pés das Alemãs, entretanto.

6) Vinho bom e relativamente barato. Vinhos alentejanos foram uma grata surpresa.

7) Vinho do Porto a vontade. Não é meu tipo de vinho predileto, mas aprendi a gostar um pouco mais dele.

8 ) Muitos prédios antigos abandonados que na maioria das vezes causam uma tremenda má impressão.

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Em resumo, pela comida, pelo vinho e pelos Portugueses, vale a pena a visista.

Do Outro Lado do Rio

By Luiz, 21/01/2010 12:33 pm

PORTO (quase no fim) Ontem no final da tarde fomos conhecer a região das caves de vinho do Porto, as quais ficam do outro lado do rio Douro. Na verdade, do outro lado do rio fica a cidade de Vila Nova de Gaia, ou seja, as caves de vinho do porto não ficam na cidade do Porto.

Existem várias caves que fazem visitas guiadas. Por indicação de alguns amigos fomos visitar a que tem a melhor visita, a cave Ferreira.

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A visita é bastante instrutiva, mas diferentemente de visitar uma destilaria na Escócia onde é possível acompanhar todo  o processo de produção de um single malt, aqui a única coisa que vemos são barris e toneis onde os vinhos ficam envelhecendo.

A produção é toda feita na região do Douro e o vinho é então transportado para essas caves para envelhercer e ser vendido. Por força da lei, para se chamar vinho do Porto, o vinho deve ser produzido na região do Douro. Algumas das coisas que aprendi na visita.

1) O vinho do Porto mais comum não envelhece depois de engarrafado. Se você tem um guardado por muito tempo (como eu tenho) provavelmente ele já perdeu em qualidade.  Talvez você possa usá-lo como vinagre.

2) Os vinhos mais caros e de qualidade muito superior, como os “Vintage”, podem ser guardados por mais tempo. Mas custam muito caro.

3) Os “Vintage”  devem ser tomados em um ou dois dias. Já os vinhos mais comuns como o Ruby e o Tawny podem ser consumidos em até seis meses. Quatro meses para o Tawny e seis para o Ruby.

4) A diferença entre o Ruby e o Tawny é que o Ruby e envelhecido em toneis gigantes como este da foto abaixo. Um tonel deste tem capacidade para até 70 mil litros de vinho. Ou seja, devido ao enorme tamanho do tonel, o vinho tem pouco contato com a madeira (carvalho) e consequentemente tem um envelhecimento mais “pobre”

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Já os Tawnys são envelhecidos em barris de carvalho menores e em geral por mais tempo. Isso dá uma coloração mais clara ao vinho e um sabor melhor. O preço também é um pouco mais elevado, mas eu diria que nesse caso o custo compensa, pois se trata de um vinho bem mais elaborado.

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5) Os vinhos do Porto com excessão das garrafas datadas são uma mistura de vinhos. Se você compra um vinho de 10 anos, quer dizer que está tomando uma mistura de vinhos de 8 a 15 anos que na média ponderada tem 10 anos. É mais ou menos como o whisky blended.

6) Alguns vinhos são extremamente doces. Para produzir esse tipo de vinho eles interrompem a fermentação logo no primeiro dia o que faz com que todos os açucares sejam mantidos. Esses são os vinhos prediletos das mulheres. No caso da Ferreira, o vinho das mulheres se chama Lágrima. Já para a produção dos outros vinhos, a fermentação dura em torno de 3 a 4 dias, quando então é adicionada uma aguardente de 70% ao vinho.

No final da visita temos direito a uma degustação de um branco e um tinto e como não poderia deixar de ser, uma visita a loja oficial da cave, com preços de turista. Isabela também provou o Lágrima da Ferreira.

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Saímos de lá por volta das 7h e já estava escuro. Legal para apreciar a vista das cidades do Porto e Vila Nova de Gaia de cima da ponte.

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Braga e Guimarães

By Luiz, 16/01/2010 8:14 pm

PORTO (chuva de novo) Hoje, em baixo de chuva, fomos conhecer as cidades de Braga e Guimarães, as duas principais cidades da região do Minho. A cidade de Braga não tem muitos atrativos ainda mais com o tempo chuvoso. Achamos um restaurante muito simpático no qual fomos atendidos muito bem pelo proprietário. Bacalhau, pescada e lulas grelhadas combinaram muito bem com o tempo chuvoso.

Ao lado da cidade de Braga fica o espetacular santuário de Bom Jesus do Monte, construído em 1722. Não é por acaso que esta foi a foto escolhida para ilustrar a capa do Guia Visual da Folha de São São Paulo (edição Brasileira dos bons guias visuais da DK).

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Não muito distante de Braga fica a simpática Guimarães, a cidade histórica mais bem conservada em Portugal. Essa cidade, situada entre colinas, é considerada o berço da nação Portuguesa. O centro de Guimarães com suas ruas estreitas são perfeitas para um passeio a pé.

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Outros pontos que valem a pena uma visita são o Castelo de São Miguel, construído no século 10 para deter os ataques dos mouros e o Paço dos Duques, construído no século 15 pelo duque de Bragança. Este último, ficou abandonado por um bom tempo, mas foi totalmente restaurado a partir de 1933. Hoje abriga um pequeno museu.

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Tosco Tomando Vinho

By Luiz, 16/01/2010 8:10 pm

PORTO (do alentejo) Nessa primeira semana aqui, os vinhos escolhidos para os tradicionais queijos&vinhos noturnos foram os vinhos do Alentejo. Ao contrário dos vinhos do Douro e do Dão, os vinhos do Alentejo não são tão badalados, mas segundo um Portuga entendido, esses vinhos foram os que deram o maior salto de qualidade na última década. Como estamos aqui pra experimentar, esses foram alguns Alentejanos que provei. Todos bons, com uma ligeira vantagem para o Monte das Servas.

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Outra coisa que aprendi aqui, é que os vinhos com o rótulo “vinho regional” são em geral melhores do que os “DOC (Denominação de Origem Controlada)”

Tosco Tomando Vinho

By Luiz, 16/01/2010 8:47 am

PORTO (…do Porto) Não tive muito tempo de conhecer a cidade ainda mas vou resolvendo esse problema aos poucos. Um lugar muito interessante aqui pra quem gosta de vinho é o Solar do Vinho do Porto. Trata-se de um bar que conta com mais de 150 tipos diferentes de vinho do Porto para degustação.

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O local é muito agradável e tem uma vista privilegiada do rio Douro.

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Até a Marisa que não bebe degustou um Porto “very sweet” que eles tinha na carta de vinhos. Foi o suficiente para sair trançando as pernas.

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Eu experimentei dois vinhos diferentes, ambos sugestões do simpático senhor que nos atendeu. O primeiro foi um Burmester e o segundo um Ramos Pinto. Ambos muito bons e acompanhado do tradicional Queijo da Serra ficaram ainda melhores!

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A quantidade de vinhos disponíveis na bar me dão a leve impressão que deverei voltar lá antes de ir embora.

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Grafo da Música

By Luiz, 13/01/2010 5:02 pm

PORTO (chove chuva, chove sem parar) Falando um pouco de trabalho, durante essas duas semanas estou trabalhando no INESC-Porto (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores) do Porto, em Portugal. Se trata de um projeto de colaboração acadêmica que envolve a UFPR, PUCPR, e o INESC-Porto. O tema de estudo é a classificação automática de gêneros musicais.

Meu contato aqui é o Fabien, pesquisador Francês radicado em Portugal que trabalha com computação musical. Uma coisa bacana feita por um dos alunos dele é uma representação gráfica para a visualização da base do LastFM. O software se chama RAMA (Relational Artist Maps).

Começe escolhendo um artista e a profundidade do grafo. O sistema vai desenhar um grafo de relacionamentos com todos os rótulos da base LastFM. É uma forma bastante amigável de encontrar artistas similares aqueles que você gosta (ou não). Acesse aqui e have fun!

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Keep Dreaming

By Luiz, 31/12/2009 7:03 pm

LISBOA (mais um ano..) Feliz ano novo a todos! Nos vamos curtir o nosso na estrada amanhã! E fiquem com a mensagem de um poeta dos muros de Sintra.

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Arroz de Peixe

By Luiz, 31/12/2009 6:52 pm

LISBOA (chuva e sol) Ontem fomos visitar Belém, o local de onde as caravelas partiam para as viagens do descobrimento. A chuva deu uma trégua e o sol até apareceu de vez em quando. Os principais pontos turísticos da região são o Mosteiro dos Jerônimos e a torre de Belem. O primeiro é um monumento a riqueza da Era dos Descobrimentos e foi construído basicamente com os lucros do comércio de especiarias  e impostos sobre o ouro.

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Já a torre foi construída par ser uma fortaleza no meio do Rio Tejo, local de partida dos navegadores.

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Mas o ponto alto são os restaurantes da região. Achamos um pequeno restaurante com meia-dúzia de mesas no qual o proprietário, um português típico, veio nos atender. Tivemos que esperar um pouco até conseguirmos uma mesa, mas a espera valeu a pena.

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O prato do dia era um arroz de peixe no tachinho e pra completar pedimos um bacalhau assado a lagareiro. Sensacional. Pra acompanhar, um vinho do Alentejano.  Simplesmente sensacional!

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O Sonho do Tosco

By Luiz, 29/12/2009 10:58 pm

LISBOA (se eu ganhar na loteria) Olha só as safras dos vinhos do Porto que eu encontrei pra vender por aqui. Alguns com mais de 100 anos! O único problema é o preço que chega a EUR 1600!

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Lisboa

By Luiz, 29/12/2009 10:55 pm

LISBOA (ainda sem sinal do sol) Hoje fomos explorar Lisboa. Saímos logo cedo em direção do bairro de Alfama que tem como características as ruas estreitas e um monte de pequenas mercearias.  A idéia era visitar o principal ponto turístico da região, o castelo de São Jorge.  Tentamos chegar de carro até perto do castelo mas não conseguimos lugar pra estacionar, então voltamos até a praça da Figueira e fomos pra lá de taxi. Descobri que o taxi aqui é barato pra caramba.

O castelo foi construído em 1511 e destruído pelo terremoto de 1755. Alias, esse terremoto destruiu quase tudo por aqui. O que existe do castelo hoje foi restaurado a partir de 1938. Sua posição geográfica oferece uma vista privilegiada da cidade.

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Como pra descer todo santo ajuda, descemos caminhando para visitar a imponente catedral da Sé, construída em 1150 e também reconstruída depois do terremoto.

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Depois do almoço visitamos a parte baixa da cidade. Essa parte da cidade realmente me surpreendeu. É uma mistura interessante de ruas estreitas com grandes praças e largas avenidas.  Essa área da cidade também foi reconstruída depois do terremoto e é um dos primeiros exemplos de planejamento urbano da Europa.

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Ainda deu tempo de dar uma passada no Chiado que fica na parte alta da cidade e é a região devida noturna mais conhecida de Lisboa com vários bares e restaurantes.

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Assim como a região do castelo, alguns pontos deste bairro também oferecem algumas vistas interessante de Lisboa.

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