Ceviche Peruano

SANTIAGO (half way) Toda cidade mais desenvolvida com um pouco mais de estrutura e oportunidades acaba sempre atraindo um monte de imigrantes. E isso não é diferente aqui em Santiago. Uma cultura que estou tendo oportunidade de conhecer um pouco mais aqui é a Peruana.

Todo imigrante traz consigo uma porção de coisas boas mas também coisas que deveriam deixar em seus países de origem, mas isso nem sempre acontece. Mas vamos falar das coisas boas. E isso começa pela cozinha. Logo nos primeiros dias, José, o Peruano, me disse que eu tinha que provar a comida do seu país.  Senti que ele ficou um pouco indignado quando eu disse que não conhecia a culinária Peruana. Depois de provar entendi a sua indignação.

Enfim, me levaram num restaurante, que segundo ele, é um dos melhores em Santiago. O restaurante se chama El Aji Seco e certamente não é um lugar que eu entraria como turista. Não pelo restaurante, mas sim pela localização.

el aji seco

E essa é a vantagem de estar com o locais. Você tem a chance de conhecer lugares que os turistas comuns jamais vão encontrar. O restaurante é simples mas a comida é deliciosa. Provei o famoso Ceviche e pensei, merda como não comi isso antes!

O ceviche é o prato mais tradicional do Peru. Pelo que eu entendi, se você pedir para um Peruano descrever seu país em poucas palavras, ceviche vai ser uma delas.

Basicamente é peixe cru que fica no limão por alguns segundos e leva pimenta, cebola e coentro. Provei um combinado com três molhos diferentes. Simplesmente sensacional.

ceviche

 

Café em Santiago

SANTIAGO (with legs) Hoje fui almoçar com o pessoal daqui num bar/restaurante chamado The Clinic. Hoje vamos em um lugar legal, me disseram. Talvez pra compensar o bandejão de ontem.

The Clinic é o nome do local onde Pinochet foi preso em Londres e como se pode imaginar, o ex-ditator é a personalidade mais “homenageada” nas paredes do bar.

the clinic

O restaurante é bacana e o ambiente bem agradável. Por se tratar de um lugar turístico, o preço é um pouco acima da média, mas nada absurdo.

the clinic

Café? Pergunta clássica depois de um almoço.

Claro! Minha resposta default pra esse tipo de pergunta.

Ok, vamos te mostrar nosso tradicional “Café com Piernas”. Caminhamos e logo estávamos no Café Angels. What the fuck! Foi  o que eu disse para o Juan assim que entrei no lugar.

cafe angels

Eu não tirei nenhuma foto pois fiquei meio sem jeito de pedir para fotografar. Mas encontrei essa abaixo na internet que explica bem as “piernas” do café.

cafe com piernas

Me explicaram que existem 300 casas como esta em Santiago. E um novo café só pode ser aberto se um fechar. O preço do café é o mesmo dos lugares “tradicionais” mas em geral os clientes deixar gorjetas generosas para as moças. Também, pudera.

Se te oferecerem um café me Santiago, pense bem antes de recusar.

Restaurante Montenegro

LISBOA (going home) Quando visitei Lisboa em 2009 descobri um pequeno restaurante chamado Montenegro. Até escrevi um post na época falando do maravilhoso arroz de peixe que eles servem. Fica em Belém perto do Mosteiro dos Jerónimos. Se trata de um pequeno restaurante com meia-dúzia de mesas apertadas.

De passagem por Lisboa não poderia deixar de passar por lá novamente. Dessa vez fui no tradicional bacalhau à lagareiro. Sensacional!

restaurante montenegro

Tosco Tomando Vinho

MONTREAL (packing) O negócio é aproveitar os preços descentes e a boa variedade de Cahors que a gente encontra por aqui. Aqui vão alguns para o catálogo do tosco.

O primeiro da semana foi o Chateau St Didier-Parnac 2010. Foi uma recomendação do rapaz da loja de vinhos. Talvez seja algum problema com essa safra, mas não estava aquelas coisas. Tomamos no Khyber Pass acompanhado de um maravilhoso carneiro, como sempre. O vinho não estava na altura do prato. Daria uma GGG para ele.

O segundo da série é um velho conhecido, o Clos la Coutale. A foto é do ano passado mas o vinho é o mesmo. Inclusive a safra, 2009 (GGGG1/2). Tomamos no Le P’tit Plateau, um pequeno bistro Francês com meia duzia de mesas.

Pra acompanhar um salmão defumado que comi como entrada é perfeito. Alias, recomendo fortemente esse restaurante. Mas faça reserva.

E pra fechar a semana, um Comte du André. Uma grata surpresa com um preço bem acessível por aqui (GGGG). Casou perfeito com a macarronada preparada pelo Chef Eduardo (meu ex-aluno).

 

OktoberFest

CURITIBA (ou perto disso) Outubro é o mês da tradicional festa Alemã, a OktoberFest. Como alvará pra ir pra Oktober não é uma coisa trivial de se conseguir, fizemos uma coisa mais simples. Fomos saborear alguns pratos típicos da culinária Alemã no restaurante Pousada Bela Vista na Colonia Witmarsun, um restaurante muito simpático que fica a uns 50km de Curitiba.

O tempo amanheceu bem estranho com uma chuva fina e até pensei que nosso pedal não fosse sair. Mas as 7h estavam sete pedalantes (Fábricio, Gassner, Zé, Mildo, Lyra e Thiago e eu) dispostos a encarar a estrada e o tempo ruim. Eu me juntei ao grupo em Campo Largo e o Lyra, se recuperando de uma pequena cirurgia, voltou pra casa. Dali seguimos num bom ritmo e sem chuva até o pedágio de São Luiz onde paramos pra um café e uma apresentação meio desajeitada de luta greco romana. Gassner e Zé, com seus modelitos de Freddy Mercury, foram os protagonistas. Tudo devidamente filmado pelas câmeras de segurança da concessionária que administra o trecho.

Do pedágio até a colonia Witmarsun tem cerca de 24km e o trecho de estrada que leva até a colonia é muito bonito. Como era de se imaginar chegamos lá com bastante fome e devoramos dois Schlachtplatte (Joelho de porco, pure, salsichas, chucrute) e um Marreco Recheado. Tudo muito bom! Pra que gosta de comida alemã é uma boa pedida!

Bem nutridos, a volta só foi interrompida por algumas paradas estratégicas nos banheiros do pedágio e pelo câmbio traseiro do Fabrício que deu PT quando estávamos perto do cristo de São Luiz do Purunã. Como deixei meu carro em Campo Largo (por problemas de alvará curto) fui até Campo Largo na frente do pessoal para então resgatar o Fabricio.

Com os treinos pra Maratona, já fazia um tempinho que eu não fazia um pedalzinho mais longo! Como diz o Gassner, nada melhor pra arejar as ideias!

Pedal fechado com 86km.Track disponível aqui.