SANTIAGO (não foi dessa vez) Hora de arrumar as malas pois amanhã é dia de aeroporto. E em se tratando de último dia, tínhamos combinado um almoço num restaurante tipico perto do mercado. Nada fancy, restaurante hard-core, segundo o pessoal daqui.
Mas não foi dessa vez. Encontramos uma manifestação pelo caminho. Certamente vai ser notícia no Brasil pois a coisa parece que não acabou bem. Na volta do almoço, tivemos que dar uma volta e ainda sentir os efeitos do gas lacrimogêneo nos nossos olhos. O caminhão do exército tinha acabado de dispersar a multidão, que segundo o jornal somava cerca de 150 mil manifestantes.
A povo aqui, já não é de hoje, está reivindicando universidade pública gratuita. Diferentemente do Brasil, aqui a universidade pública é paga e custa caro. Para se ter uma ideia, o preço de um curso de engenharia na Universidade do Chile (pública) é o mesmo da PUC-Chile, cerca de US$ 10000 por ano.
Para lidar com o custo, existem programas de crédito estudantil que acabam resultando em endividamento dos jovens. Operados por bancos privados com altas taxas de juros, as dívidas são um dos estopins dos protestos.




























