Compartilhar ou não?

CURITIBA (on wheels) Nossa querida Curitiba é tida por muitos como cidade modelo, exemplo de planejamento urbano, etc… Porém, assim como na grande maioria das cidades Brasileiras (pelo menos as que eu conheço), andar de bicicleta pelo centro da cidade é uma aventura e tanto, principalmente no horário do rush.

Muitos Curitibanos optam por andar nas canaletas dos ônibus, mesmo sendo proibida a circulação de bicicletas nessas vias. Eu mesmo já tomei alguns sustos com viaturas da polícia e ambulâncias que surgem do nada. O problema é que faltam alternativas seguras. Na canaleta é perigoso, fora delas nem se fala.

A pergunta é: esse espaço que é só para ônibus não poderia ser compartilhado com ciclistas de uma maneira segura e inteligente? Em vários lugares na Europa isso ocorre de maneira bastante pacifica, como dá pra notar nessa foto no centro de Genebra, Suiça.

Tá certo que lá existe a cultura da bicicleta como meio de transporte pois eles já perceberam que usar carro pra tudo não é muito inteligente. Isso dá pra perceber pela grande quantidade de bicicletas paradas numa das principais ruas de Genebra.

Será que um dia a gente chega lá? É esperar pra ver…

Tosco Tomando Vinho

PARIS (enquanto o avião na chega) Não sou um cara com muitas manias, mas uma mania que eu tenho é de querer experimentar as comidas e bebidas dos lugares que visito. Já tomei algumas invertidas por causa disso, como ficar uma noite inteira no banheiro do hotel em Seul, Korea. Mas ainda acho que vale a pena correr o risco.

Na Suiça não encontrei muita coisa diferente pra experimentar em termos de comida, mas fiquei curioso pelos vinhos dado a quantidade de vinhedos nas encostas das montanhas. A conferência foi organizada na província de Valais e a organização teve o bom senso de nos servir os vinhos locais durante o tradicional jantar da conferência.

O jantar foi típico Franco-Suiço com n pratos. Nos primeiros pratos nos serviram um Heida, vinho branco bem interessante. E olha que não sou muito fã de vinho branco. Conhecemos uma garçonete Brasileira que não deixou faltar vinho na nossa mesa.

Quando chegaram as carnes, nos serviram um Syrah de gosto meio duvidoso. Mas como só tinha esse, foi esse mesmo. Mas devo confessar que não estava lá essas coisas. Mas como os caras nos deram a oportunidade de conhecer o que eles fazem como vinho, bebemos em respeito a isso.

Segundo os entendidos da mesa, nessa região da Suiça não faz tanto calor como deveria para ter vinho de melhor qualidade. Em todo caso, Santé!

A Conferência

SIERRE (done) Conferências sempre são interessantes mesmo quando não são muito boas tecnicamente. São interessante pois temos a oportunidade de encontrar alguns colegas do Brasil e de fora que só encontramos em conferências.

São interessantes para sair da rotina do dia a dia e ver o que outras pessoas estão fazendo em termos de pesquisa. São interessantes para você saber o que as outras pessoas pensam a respeito da sua pesquisa. Enfim, conferências são interessantes mesmo quando não são tão boas.

Esta edição do ACM-SAC estava bem organizada e foi realizada no campus da Hes-so em Sierre, Suiça. Como dá pra notar, o local é inspirador, sem falar no padrão Suiço das instalações. Além do mais tivemos muita sorte com clima. Temperaturas acima da média e dias ensolarados com o céu azul foram uma constante.

Hora de voltar pra casa onde o trabalho nos espera!

Crans-Montana

SION (up stairs) Hoje fomos jantar em Crans-Montanana, cidade ao lado, ou melhor, cidade acima de Sierre. Crans-Montana é uma cidade com muitos hoteis pois trata-se de uma base de esportes de inverno. Fica a 1500m de altitude (1000 a mais que Sierre) e de lá existem teleféricos que levam a pistas de ski a 2500m. No verão essas montanhas são usadas para trekking e Montain Bike.

Saindo de Sierre tem um funicular que faz os 1000m bem rapidinhos e de quebra oferece uma visão priveligiada dos vinhedos e dos Alpes. Colher essas uvas nessas encostas não deve ser um trabalho muito fácil…

Jantamos num restaurante de um Português que um colega tinha encontrado ontem. Como ele falou muito bem do lugar, resolvemos ir lá e conferir. O restaurante é literalmente de um homem só. O proprietário que recebe os clientes é o mesmo que cozinha, serve e traz a conta. Mas faz tudo com muita atenção e ainda arruma um tempo pra explicar seus pratos.

A volta pra Sierre é divertida pra não dizer assustadora. Em alguns momentos a gente não vê os trilhos…

… e em outros reza para que a precisão Suiça funcione!

Sion

SION (aka Sitten) A conferência fica em Sierre, mas resolvemos ficar em Sion pois encontramos hoteis mais baratos. E como estamos de carro, o deslocamento até Sierre é tranquilo. Sion é a maior cidade da região e tem coisa muito antiga, como algumas ruínas romanas do seculo I. A cidade é bem simpática com uma boa atmosfera.

Ruas estreitas se misturam com calçadões de pedestres com uma grande variedade de bares e restaurantes. Com o fim do inverno, ninguém quer saber de ficar do lado de dentro dos restaurantes. As mesas nas calçadas são disputadas a tapas.

As duas principais atrações da cidade são dois castelos construídos no final do século 13. Ambos ficam no alto de duas colinas possibilitando uma bela vista da cidade.

O Lago

SION (il fait beau) Hoje saimos bem cedo de Genebra com destino a Sion, cidade perto da conferência. Amanhã o trabalho começa cedo. O trajeto que fizemos (A-C), com cerca de 150km, foi o que está ilustrado no mapa abaixo.

Como eu tinha visto parte do Lago na minha viagem involuntária de trem, achei que seria interessante ir até Sion pelo lado Suiço (norte) do lago.  A escolha foi acertada. As paisagens são muito belas. De um lado o lago de águas límpidas com os Alpes de papel de fundo e do outro colinas recheadas de pareirais, ou futuras garrafas de vinho (depende do ponto de vista).

Fizemos diversas paradas e almoçamos num lugarejo chamado Rolle. Um castelo as margens do lago construído no século 13 dá um charme especial a esta pequena cidade.

Agora, eu gostei mesmo foi da atmosfera das cidades ao redor do lago. A maioria delas tem uma ciclovia com praças e bancos nos quais as pessoas podem apenas ficar observando o tempo passar. Não é a toa que aqui se tem uma das maiores espectativas de vida!

Depois de Lausanne (ponto B), seguimos até Sion pela bela autoroute cercada por Alpes de todos os lados.

Viagem Complicada

GENEBRA (ou Genf) Fazia tempo que eu não fazia uma viagem tão complicada assim. Era pra eu sair de CWB na sexta as 18:40h pois minha conexão em São Paulo era 23h. Tempo mais que suficiente, certo? Errado, não consegui sequer sair de Curitiba. Voo cancelado, aeroporto fechado e algumas outras desculpas fornecidas pelos pessoal da TAM.

Me arrumaram um voo da Lufthansa pra sábado a tarde. Embarquei em CWB as 13h e de cara tinha um cidadão na minha poltrona. Nós dois com o mesmo ticket. Voo lotado, consegui um lugar pra sentar.

Embarquei no voo da Lufthansa com destino a Frankfurt. Mais socado que lata de sardinha. Quando cheguei na minha poltrona, adivinha? Não, desta vez não tinha ninguem lá, mas em compensação uma mãe com duas crianças pequenas. Classe economica já é uma merda mas com duas crianças chorando fica um inferno!

Fone de ouvido e consegui dormir um pouco. Na hora de pousar, um tráfego áereo infernal e ficamos taxiando o aerporto durante um bom tempo. Desci o mais rápido possivel pra não perder minha conexão, mas não teve jeito. Uma fila infernal no Raio X me fez perder a conexão. Consegui um outro voo pra Genebra duas horas mais tarde.

Chegando em Genebra, perdi minha carona pois não tinha como avisar o Alceu do meu atraso. Resolvi pegar o trem para ir até o centro de Genebra e daí um metrô até meu hotel. Tudo perfeito, bem sinalizado e fácil de se locomover. Como estava bastante cansado, dormi um pouco no trem e passei de Genebra. Fui parar em Nyon quando a mulher me acordou pedindo meu ticket. Que ticket? Onde estou?

Peguei o trem de volta e pelo menos pude voltar apreciando a vista para o belo lago Leman. Aí desci no lugar certo, peguei o metrô e finalmente cheguei no meu hotel! Ainda deu tempo de dar uma passeada em Genebra, mas depois eu conto. Agora vou descansar junto com uma Holandesa!

Tuneis

ZURICH (por de baixo da terra) Se você gosta tuneis rodoviários, a Suiça é lugar que você tem que conhecer e dirigir. Saindo de Zurich, não importa qual seja o seu destino, você vai passar por diversos túneis. Alguns mais curtos, outros mais longos, alguns mais antigos, outros mais modernos.

O mais longo que eu cruzei foi no caminho de Interlaken e tinha cerca de 6km mas existem algums com mais de 10km. O fato é que os caras tem uma infra-estrutura rodoviária de tirar o chapéu!

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E a gente querendo que nossa querida cidade de primeiro mundo tenha pelo menos dois ou três míseros túneis de 50m na linha verde 🙁

Basel

ZURICH (nevando forte) Pra fechar nosso breve tour na terra do chocolate, bom pra caramba btw, hoje fomos visitar Basel, a terceira maior cidade da Suiça. Basel fica na fronteira entre a Suiça Alemã e Francesa e é cortada pelo rio Rhime. A parte histórica fica de um lado do rio e o acesso se dá por diversas pontes, uma antigas e belas e outras mais modernas e “tout croche” como dizem os Franceses.

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Talvez pelo fato de ser sábado, o centro histórico da cidade estava lotado de gente. O mercado na praça central movimentadissimo e consequentemente uma atmosfera muito agradável na cidade.

Uma coisa comum na maioria das cidades que visitamos é que os prédios das prefeituras são pontos turísticos. Na maioria dos casos eles fazem jus a fama, mas a prefeitura de Basel é que chama bastante atenção. A arquitetura não muda muito, mas a cor distoa um pouco dos outros prédios.

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Amanhã cedinho partimos pra Munique e pegamos o avião pro Porto. Semana que vem, trabalho. Vou ter que achar algum tempo pra visitar algumas adegas de vinho do Porto.

A Capital

ZURICH (vento cortante) Hoje fomos visitar Bern, a capital da Suiça. O sol foi embora e acho que não vamos vê-lo tão cedo segundo a previsão do tempo. Como a neve deu as caras novamente, o frio não está tão forte mas a sensação térmica é de muitos abaixo de zero devido a vento que apareceu hoje.

Talvez nossa impressão de Bern ficou um pouco prejudicada em função da falta de sol e da neve suja. Pra quem não sabe, neve é bonita logo quando cai. A hora que os carros e os sapatos começam a passar por cima dela, aquilo vira a verdadeira merda branca. Era o caso de hoje..

Mas tirando isso, eu definiria Bern como a cidade das fontes dos bonequinhos. Em todo canto da cidade antiga tem uma fonte com um bonequinho lá em cima. E cada uma tem um significado diferente. A foto abaixo mostra algumas que eu fotografei.

Suiça

A arquitetura da cidade é bela, as fontes dão um charme mas diferentemente da maioria das cidades históricas, as quais são permitidas somente para pedestres, em Bern carros, taxis e bondes dividem as calçadas com os pedestres. Isso também irrita um pouco.

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Pra agradar a patroa, hoje o almoço foi tipicamente Suiço, um fundue classique. Vir pra Suiça e não encarrar um fundue seria um sacrilégio, além de eu ter que escutar boas durante um bom tempo…

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