IBM Colloquium 2017

SÃO PAULO (talking) Fui convidado para um evento da IBM Research para discutir o panorama de pesquisa e aplicações de inteligência artificial desenvolvidas no Brasil. O evento foi bem interessante com diversas apresentações e demos nas área de visão computacional, processamento de linguagem natural e robótica. O pessoal da IBM expôs uma série de produtos que eles estão desenvolvendo nos seus laboratórios de pesquisa no Brasil. Uma coisa bem interessante é o que eles chamaram de chip neuromórfico o qual tem a capacidade de executar redes neurais convolucionais em dispositivos móveis com um custo energético bastante baixo.  Isso permite a aplicação prática de técnicas de deep learning em diferentes contextos. Vamos ver como a coisa evolui.

Me pediram pra falar de um tema específico que ainda gera muita controvérsia: Ciência Reprodutível na computação. Os slides da minha apresentação estão aqui. Bem interessante discutir esse tema, principalmente porque todo muito concorda que é importante mas pouca gente implementa na prática.

 

Garmin Vivoactive HR

CURITIBA (time is on my side) Quando comprei o Vivosmart da Garmin, na realidade eu estava procurando um smartwatch. Entretanto, na época não encontrei nenhum que me agradasse. Tinha o Apple Watch, que é muito legal mas se torna um peso de papel quando está longe do iPhone. Meu Vivosmart cumpriu o que prometida durante quase um ano quando os pixels do display OLED começaram a morrer. Aí resolvi ir atras de um smartwatch novamente.

Flertei de volta com o Apple Watch, mas ele continua sem GPS e com uma bateria que dura 1 dia. Na realidade, é o mesmo relógio do ano passado pois a Apple não lançou nenhuma atualização de hardware ainda. Depois de procurar bastante acabei escolhendo o Garmin Vivoactive HR. Ele faz tudo que o Vivosmart faz mas conta com GPS (GLONASS), sensor de altitude barométrico, e sensor cardíaco no pulso.

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Segundo a Garmin, a bateria dura cerca de 13h com o GPS ligado e oito dias de uso contínuo. Tenho usado o relógio com tudo ligado (notificações do celular, sensor cardíaco, GPS para correr de uma a duas vezes por semana, etc) e a bateria tem durado cerca de uma semana. Ou seja, cumpre o que promete. Se você está procurando um bom review sobre o Vivoactive, como sempre sugiro o DCRainmaker.

De todas as funcionalidade do relógio, eu estava ansioso pra testar o sensor cardíaco. Você tem no visor do relógio um histograma com as 4 últimas horas de medição e todo seu histórico no Garmin Connect.

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Legal, mas como esse sensor se compara a tradicional cinta de batimento cardíaco? As informações que eu encontrei divergem um pouco. Alguns dizem que o sensor é bastante preciso, já outros dizem que depende do usuário. Para tirar minhas próprias conclusões fiz diversos testes usando como comparação o XT310 na corrida e o Edge 1000 na bike. O batimento cardíaco médio no fim da atividade é bastante próximo, mas analisando o gráfico dá pra ver que o Vivoactive apresenta alguns picos durante a medição e logo depois volta a “normalidade”. Como eu disse, na média os valores são parecidos.

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Uma funcionalidade que veio de brinde (eu não sabia que tinha) é o sensor de cadência, o qual mede o número de passos por minuto (SPM – steps per minute) na corrida. Segundo os experts, o ideal é ter uma cadência de 180 SPM. Pelo que andei lendo, corredores mais altos tendem a ter uma cadência um pouco mais baixa. Abaixo o gráfico de uma corridinha de 1h que eu fiz esses dias num ritmo de 5’/km. A cadência média ficou em 165 SPM. Vai ser foda chegar nos 180!

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A Garmin aproveitou os diversos sensores presentes no relógio para identificar de forma automática as atividade físicas. Elas aparecem em cinza no Garmin Connect. Se você não quer seu “feed” poluído, essa funcionalidade pode ser desligada.

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E finalmente, o brinquedinho consegue monitorar um montão de atividades, como por exemplo:

  • Corrida (indoor e outdoor)
  • Bike (usa ANT+ pra falar com os sensores da bike)
  • Trekking
  • Natação
  • Golf
  • Stand-up paddle
  • Ski  (downhill e XC)
  • Remo

Por enquanto a avaliação do Vivoactive é bastante positiva. Dessa vez eu guardei a nota fiscal caso os pixels do relógio resolvam “morrer” antes do tempo.

Fitness Trackers

CURITIBA (Olympics Mode=ON) Essa semana recebi um email do pessoal do site MobileSiri me pedindo para divulgar o guia que eles fizeram para quem está interessado em adquirir um fitness tracker. Chegaram aqui por conta do post que eu fiz sobre o Garmin Vivosmart no ano passado. O guia está disponível aqui e se você está pensando em comprar um, vale a pena dar uma olhada. O info-gráfico é bem interessante. A versão completa está disponível aqui.

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Eu estava usando o meu Vivosmart até esses dias até que o display OLED dele começou a ir pro pau. Os pixels começaram a morrer e começou a ficar difícil de ver qualquer coisa.  E pra piorar, eu perdi o recibo de compra. Logo não pude usar a garantia 🙁

Agora estou usando um dispositivo um pouco mais interessante, o VivoActive HR da Garmin. Na próxima semana escrevo sobre ele.

Supercomputadores

CURITIBA (wet… five days) Ontem discutíamos na universidade sobre o novo supercomputador que os chineses acabaram de lançar. Trata-se do Sunway Taihulight, um brinquedinho com 10.649.600 cores (isso mesmo, 10 milhões de cores) o qual tem uma capacidade teórica  de processamento de 125 petaflops. Só lembrando,  FLOP (Floating-point Operations per Seconds) é a unidade usada para determinar o desempenho de um computador. Em geral usamos múltiplos de flops como megaflops (10^6), gigaflops (10^9), teraflops (10^12), petaflops (10^15), etc.. Só para ter uma ideia, aquele Intel i7 que você tem no seu desktop atinge cerca de 20 Gigaflops.

Alguns fatos interessantes sobre isso: i) quinze anos atras a china não tinha nenhum supercomputador na lista dos 500 supercomputadores mais rápidos do mundo, ii) hoje tem um que é cinco vezes mais rápido do que o mais rápido americano, iii) ele continuará sendo o mais rápido até 2018 pelo menos, pois nada do que vai ser lançado até lá vai supera-lo, iv)  a máquina não usa processadores Intel.

O departamento de comercio americano, alegando questões de segurança, não permitiu que a Intel vendesse seus Intel Xeon para os chineses. Banana para os americanos, foi o que o governo chinês deve ter dito quando anunciou a conclusão do projeto.

E por aqui, nosso supercomputador hospedado no LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica) foi desligado por falta de dinheiro para pagar a conta de luz. Isso mesmo, o supercomputador que tem capacidade de processamento de 1.1 petaflops está parado pois não temos dinheiro pra pagar a luz. E parado com ele estão todas as pesquisas que dependiam do seu poder de processamento. Sad but true!

 

 

Connect IQ no Edge 1000

CURITIBA (void) Depois de uma longa espera, a Garmin finalmente disponibilizou a plataforma Connect IQ para os GPSs de bike, mais especificamente para os modelos Edge 520 e 1000. Para que a coisa funcione é necessário atualizar o firmware do GPS para a versão 7.0.

Depois de atualizar seu dispositivo, basta acessar a app store da Garmin e escolher os aplicativos. Infelizmente, a oferta de aplicativos para o 520 e 1000 ainda é pequena se comparada com a oferta para os relógios de pulso.

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Alguns aplicativos têm parâmetros que precisam ser configurados e isso você faz através do Garmin Express. Estou com a versão 4.1.17 do Express e nela agora aparece um botão para configurar os aplicativos.

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Depois de instalados e configurados, os aplicativos do Connect IQ aparecem no GPS com o uma nova categoria que pode ser incluída nas telas de dados (Data Screens). Selecione a tela que você quer adicionar o aplicativo e depois selecione a opção Connect IQ que deve aparecer nas categorias.

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Eu criei uma terceira tela com os dois aplicativos. O primeiro, além de mostrar o BPM mostra a distribuição das suas zonas de freqüência em tempo real. O segundo é um velocímetro/alarme que você pode configurar diferentes zonas de velocidade e usar para tentar manter o ritmo durante o treino.

 

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O potencial do Edge 1000 é enorme. Agora é esperar que novos aplicativos sejam disponibilizados na loja da Garmin. Pelo que andei pesquisando, vai ter bastante coisa pra quem tem câmbio eletrônico 🙂

 

Garmin VivoSmart

SANTIAGO (lot of steps) Estava procurando um dispositivo para monitorar algumas atividades nas quais eu não uso o GPS. Dei uma pesquisada nos smartwatches mas nenhum me convenceu, principalmente pelo pouca autonomia da bateria (e também pelo preço). Então encontrei os fitness trackers, dispositivos que estão ficando cada vez mais smarts principalmente em função da concorrência dos smartwatches. O mercado está cheio de opções pra quem procura um fitness tracker. Jawbone, Misfit, Fitbit, Garmin,etc.. Tem para todos os gostos e necessidades. Um bom review pode ser encontrado aqui

Depois de alguma pesquisa resolvi pelo Garmin Vivosmart. A escolha se deu principalmente pelo fato da Garmin fazer um hardware confiável e também pela integração que ele proporciona com os sensores ANT+ que eu já tenho. Ele também funciona para controlar as músicas no celular e como controle remoto para a câmera da Garmin, a VIRB.

A garmin tem dois modelos de trackers, o vivofit2 e o vivosmart. O vivofit é mais barato e tem uma bateria que em teoria deve durar um ano. Já o vivosmart tem algumas funcionalidade a mais, ou melhor, é uma aspirante a smartwatch, e por isso paga um preço. A bateria deve ser recarregada a cada sete dias. A principais diferenças entre os dois você encontra aqui.

Os sensores do vivosmart conseguem medir o número de passos, distância, calorias queimadas também monitorar a qualidade do sono usando os sensores de movimento.

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Qualidade do sono segundo o Vivosmart

Ele também te avisa depois de um certo período de inatividade para que você levante a bunda da cadeira e dê uma caminhada.

Move! Depois de 1h sentado.

Uma funcionalidade, a qual eu desprezei no início, mas que agora acho bastante útil, é a notificação do celular. Toda vez que o celular recebe uma notificação (chamada, whatsapp, calendário, lembretes, etc…), o vivosmart vibra e mostra a mensagem num visor OLED de 128 X 16 pixels. É pequeno, mas suficiente para ver de quem é a mensagem e se vale a pena tirar o telefone do bolso ou da gaveta.

Outra coisa que eu achei útil, é a notificação de quando o dispositivo perde a conexão bluetooth. Isso quer dizer que você deixou seu celular em algum lugar. Você pode deixar seu celular em algum canto de propósito ou você pode esquece-lo. No segundo caso, essa funcionalidade é bem interessante. Como eu vivo esquecendo as coisas, gostei disso. O que eu preciso fazer agora é amarrar meu celular com a minha carteira. Aí meus problemas estarão resolvidos!

Finalmente, você pode configurar um alarme que vibra no seu pulso e acorda somente você e não a sua mulher. Especialmente útil naqueles dias que você acorda cedo pra pedalar.

Todos os dados coletados pelo vivosmart são enviados para Garmin Connect. O problema é que eles são péssimos desenvolvedores de software. Por exemplo, nessa versão atual do firmware, 3.5, tem um bug relacionado com o sensor de velocidade da bike. Se você pedalar com o sensor de velocidade pareado, o Garmin connect acha que você caminhou toda a distância pedalada. Fiz um pedal de 50km e o Garmin connect acha que eu caminhei 4 milhões de passos.

Ok, um bug. Mas como o Garmin connect é uma bosta, você não consegue apagar essa informação do seu perfil. Consequentemente, as estatísticas que aparecem no site não servem pra nada. Minha média de passos no mês é de 500 mil passos!

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Escrevi para o suporte da Garmin e a resposta foi a seguinte: “No momento não tem jeito de editar os dados e não sabemos se vai ter jeito no futuro”. Porra, eu não quero editar, eu quero apagar!!

Ok, tem alguns aspectos do software que se salvam. Não é tudo um bosta. Uma coisa bacana é o que eles chamam de breakdown, que cobre tudo o que o dispositivo monitora em 24 horas (meia-noite a meia-noite). Abaixo apresento dois exemplos. O primeiro de um dia normal de trabalho no qual eu fiz 1h de Yoga e depois fiquei a maior parte do tempo sentando na frente do computador escrevendo um maldito relatório.

normal day

O segundo é um domingo de turista em Santiago no qual eu andei mais de 20km turistando por alguns cantos da cidade que eu ainda não conhecia. Mesmo caminhando mais de 20km, fui sedentário 43% do meu tempo. Parte desse tempo se deve as paradas para hidratação a base de Austral e Kunstmann. Porque nem só de caminhar vive o homem!

Suporte de Selim VIRB

CURITIBA (teste 1 2) Hoje fiz um pedal rápido para testar o suporte de selim da VIRB. Estou usando esse vendido pelo DX.com  A leve angulação na montagem permite ver a suspensão traseira da bike em ação.

Montagem selim VIRB

Gostei das imagens, mas basta passar num terreno um pouco mais molhado pra sujar a lente. Usei a configuração padrão da câmera, ou seja, sem estabilização de imagem e campo de visão “wide”.

A VIRB tem um botão bem grande ao lado da câmera para iniciar e pausar a gravação, o qual é fácil de acessar mesmo com ela montada no selim. Entretanto, o acesso mais fácil nesse caso se dá através do Edge 1000 montado no guidão. Basta tocar no GPS para começar e finalizar a gravação.

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Fim do Download de Música

CURITIBA (that’s it folks) Esses dias eu li um artigo sobre algumas coisas que tendem a desaparecer com o avanço da tecnologia. Entre essas coisas o artigo citava o download de música. Impensável até esses dias, que diga a Apple com seu modelo de comercialização via iTunes Store.

Eu sou um grande consumidor de música de todos os tipos (ou quase todos, tem coisa que não desce) e sendo assim download de música sempre foi algo que fez parte do meu dia-a-dia, desde a época do finado Napster. Grande Napster. Antes do Napster eu era cliente ávido da Savarin uma loja tradicional em Curitiba que tinha um grande acervo de LPs e depois CDs. Eu sempre deixava um dinheiro lá comprando CDs importados (USA not China) que eram difíceis de encontrar em outras lojas. Eles tinha encartes bacanas com letras e fotos. Acho que a Savarin se foi. Grande Savarin.

Made in USA

Made in USA

No fim da década de 90 ripei todos meus CDs. Mais tarde coloquei tudo num iPod junto com aqueles que baixei no Napster, torrent, iTunes, etc. Agora meu velho iPod de 60GB comprado em 2006 está encostado ao lado de uma grande pilha de CDs. Culpa dos serviços de streaming.

Já faz algum tempo que venho testando alguns desses serviços. Os últimos foram Grooveshark, Rdio, e Deezer. Em 2013 conheci o Pandora pois conseguimos um patrocínio deles para  o ISMIR que organizamos em Curitiba. Por motivos contratuais a Pandora, apesar de patrocinar o evento no Brasil, ainda não opera por aqui.

O mesmo acontecia com o Spotify. Mas desde o ano passado a empresa Sueca opera em terras tupiniquins. Comecei a testar o serviço no modo gratuito que insere algumas propagandas de tempos em tempos e tem algumas limitações como ouvir as músicas sempre em modo aleatório. No mês passado assinei o serviço pago por R$ 4.99 ao mês por três meses pra testar todas as funcionalidades do serviço.

Agora estou viciado e vou ter que pagar o serviço daqui pra frente, cerca de R$ 15/mês. Um recurso que me cativou foi o fato de poder baixar playlists no meu iPhone para escutar em modo off-line. Na minha última viagem baixei diversas playlists com o título “Road Trip” e garanti um montão de músicas para a estrada. Esqueceu de fazer isso antes de sair de casa? Não tem problema, dá pra fazer no primeiro hotel com wifi. Uma mão na roda.

Agora falta a Apple entrar de vez nesse mercado pra aumentar a concorrência. Parece que é esta a ideia com a aquisição da Beats.

Garmin Edge 1000

CURITIBA (never lost) Chegou o substituto do meu antigo Edge 705. Trata-se do mais recente modelo da linha Edge da Garmin, o Edge 1000. Comparado com o velho 705, o Edge 1000 tem muito mais tecnologia, como por exemplo, Bluetooth 4.0, WiFi, tela touchscreen de 3” com alta resolução e ajuste automático de brilho. O GPS ainda conversa com o câmbio eletrônico da Shimano (esse eu não tenho) e serve de controle remoto para a câmera da Garmin, a VIRB (essa eu já tive e pretendo ter novamente). Com tudo isso, esse é o maior Edge já lançado pela Garmin. Tem o tamanho de um iPhone antigo, mas é bastante leve e fino.

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Você pode adquirir o GPS sozinho ou o kit completo (bundle). No kit completo, você recebe além do GPS, um cabo micro-USB, um sensor cardíaco, um bar fly com adaptadores, dois adaptadores para montar a unidade na mesa do guidon, um sensor de cadência, um sensor de velocidade e manuais em diversas línguas.

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O antigo sensor de cadência e velocidade com imã (GSC-10) foi substituído por dois sensores independentes de cadência e velocidade que ao invés de imãs utilizam acelerometros para fazer as medições. A instalação de ambos é muito pratica e rápida. Funciona bem? Ainda não testei mas pelo que eu andei lendo parece que sim. No blog DCRainmaker você encontra uma boa comparação entre esses sensores e o velho GSC-10. De acordo com os testes reportados lá, o velho GSC-10 parece ser um pouco mais preciso. A velha história do inovar é preciso mesmo que não seja melhor…

sensores de cadência e velocidade garmin

Sensor de velocidade instalado no cubo dianteiro e de cadência instalado no pedivela

O fato de contar com Bluetooth possibilita que o dispositivo possa se comunicar com um smartphone. Desta forma, informações como previsão do tempo e  velocidade do vento podem ser enviadas ao GPS enquanto você pedala.  Ainda não sei o quão útil é isso, afinal de contas, velocidade do vento a gente sente nas pernas. Além do mais, com o Bluetooth ligado sua bateria deve ir pro espaço mais rápido.  No site da Garmin diz que a bateria do Edge 1000 dura cerca de 15 horas. Li diversos relatos de gente dizendo que não chega a isso. Depois que eu fizer alguns pedais mais longos escrevo sobre isso.

Suporte para a mesa do guidon se adapta certinho na mesa da Mountain Bike

Suporte para a mesa do guidon se adapta certinho na mesa da Mountain Bike

Outra coisa que parece ser interessante, mas que eu ainda não testei é o recebimento de notificações no GPS. Se o telefone estiver pareado com o GPS durante o pedal, em teoria você recebe notificações de mensagens e chamadas perdidas na tela do GPS.

E pra entrar de vez na briga com o Strava, a Garmin permite que você crie segmentos no Garmin Connect e exporte para o Edge 1000. Aí quando você estiver prestes a entrar no segmento o GPS te avisa (“taca lhe pau Marco veio”) e começa a mostrar como você está se saindo em relação ao recorde do segmento. Desta forma você conhece seu desempenho “on the fly”. Não precisa mais chegar em casa e correr para o computador pra ver se conseguiu roubar o KOM de alguém. Esse video mostra como a coisa funciona.

O problema é que ninguém usa o Garmin Connect pra comparar segmentos. Quem faz isso usa o Strava. Porque não conectar com o Strava? Por enquanto o jeito é criar no Connect aqueles segmentos do Strava que você tem interesse. Ontem eu encontrei um site que se propõe a exportar os segmentos do Strava para o Edge. Por enquanto não consegui fazer funcionar.

Finalmente os mapas. Instalei os mapas do Tracksource usando o MapInstall para MacOS sem nenhuma dificuldade. O algoritmo de roteamento tem funcionamento bastante similiar com o 705. Já a tela maior touchscreen é uma grande vantagem do Edge 1000, pois torna a digitação dos nomes de ruas muito mais ágil. Ok, ainda não é um iPhone, mas nem se compara com a bolinha do 705.

Ficou interessado? Aqui tem um post (em Inglês) bem detalhado sobre o Edge1000.

Suffer Score

CURITIBA (redeye) Esses dias ganhei 30 dias para testar a versão premium do Strava, a qual custa cerca de US$60/ano. Achei meio caro e continuo com a versão gratuita. Entretanto, a versão paga tem algumas coisas bacanas pra quem gosta de números, entre elas o tal do Suffer Score (SS).  O SS é a maneira que o Strava encontrou para classificar a intensidade da atividade física. A ideia é simples. Quanto mais longa for a sua atividade e quanto mais tempo o seu coração estiver saindo pela boca, maior será o SS.

Como a versão gratuita não mostra o SS, o jeito foi improvisar. O Strava não diz como o SS é calculado, apenas cita que a métrica foi inspirada num conceito conhecido como TRIMP (TRaining IMPulse) desenvolvido pelo doutor Eric Bannister nos anos 70. O TRIMP score desenvolvido pelo Dr. Bannister é basicamente o produto entre o volume de treino (tempo) e a intensidade do mesmo. Para isso foram definidas as seguintes 5 zonas de batimento cardíaco.

  • Zona 1: 50 a 60% do HR Max
  • Zona 2: 60 a 70%
  • Zona 3: 70 a 80%
  • Zona 4: 80 a 90%
  • Zona 5: 90 a 100%

Então se você fez 10 minutos na zona 2 mais 30 na zona 4, o TRIMP SCORE seria (10 \times 2)+(30 \times 4)=140 . Como podemos notar, o peso utilizado na multiplicação é simplesmente o número da zona.

Depois de pesquisar um pouco, encontrei nesse blog a modificação proposta pelo Strava. Ao invés de usar o número da zona como peso na multiplicação, eles definiram cinco novos coeficientes para as zonas:

  • (z_1): 12
  • (z_2): 24
  • (z_3): 45
  • (z_4): 100
  • (z_5): 120

Desta forma o cálculo do SS é dado por \sum_{i=1}^5 t_i \times z_i, em que t_i é o total de tempo em horas gasto em cada uma das cinco zonas e z_i representa os coeficientes acima definidos.

Com base nessas informações escrevi um programa tosco em python (na sala de espera da minha oftalmologista)  que lê um arquivo GPX exportado pelo Strava e gera o SS juntamente com o tempo (%) gasto em cada uma das cinco zonas. Abaixo um exemplo do que o programa produz como saída. Usei os mesmos nomes das zonas adotados pelo Strava.

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O código pode ser encontrado aqui. Note que o programa assume que no GPX existe uma tag <gpxtpx:hr>.  A hora que eu tiver um pouco mais de tempo faço uma interface mais “amigável” como essa do Strava

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Atualização: Agora o código gera um gráfico com todas as informações.

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