Algoritmo de Otimização

CURITIBA (pegando no breu) Em 2002 quando eu estava perto de acabar meu doutorado, estava trabalhando avidamente para melhorar o desempenho dos meus classificadores, e isso passava pela otimização de uma série de parâmetros. Até o momento eu estava usando os tradicionais Algoritmos Genéticos para realizar a minha tarefa.

Em uma dessas conferências me deparei com um algoritmo chamado Particle Swarm Optimisation (PSO). Uma alternativa bem interessante aos clássicos algoritmos evolutivos (ou evolucionários, como queiram) que é baseado na inteligência dos enxames. Por enxame, entenda-se uma revoada de pássaros, um cardume de peixes, etc… Foi uma coisa que me fascinou na época.

O que observa-se é que os enxames em geral são guiados por três forças, separação (os pássaros na batem uns nos outros), alinhamento (tentam manter a mesma velocidade dos seus vizinhos) e direcionamento (seguem a direção do centro da sua vizinhança). E com base nessas forças o enxame sempre acaba encontrando seu ótimo global, ou seja, alimento.

Já faz algum tempo que não uso mais esse algoritmo, mas ontem quando vi esse video, a primeira coisa que lembrei foi do PSO e como a natureza consegue inspirar alguns brilhantes cientistas.

 

 

Brinquedinho Wanted

CURITIBA (alert mode=on) Sabadão fizemos um pedalzinho light até o morro da cruz em Colombo. Encontramos uma rota que maximiza os trechos em estradinhas de terra na ida e na volta. Um percurso interessante, com 40km e 800m de altimetria, para quem está na região norte da cidade. Track aqui

Mas esse post não é sobre o pedal e sim sobre o brinquedinho que estava pendurado na bike do camarada Zé, uma GoPro. Que brinquedinho bacana. Olha só o videozinho da descida do morro da cruz.

Por coincidência hoje eu usei a GoPro do André para fazer as fotos dele na maratona. Como a interface dela é bem espartana não tenho a mínima noção de como ficaram as fotos. Estou bem curioso para ver a qualidade. Mas estou convencido que preciso de uma dessas.

 

 

Veja o track aqui

Projetos

CURITIBA (cadê) Essa vai para alguns dos meus alunos que insistem em começar um projeto de reconhecimento de padrões sem ter uma base de dados. E olha que não são poucos…

Digital Document Analysis and Processing

CURITIBA (chuvinha preguiçosa) Saiu do forno esses tempos o livro “Digital Document Analysis and Processing”, editado pelo meu colega Carlos Mello da UFPE. Agora o livro pode ser encontrado também no site da Amazon.com pela bagatela de 74 obamas.

O livro contém os principais aspectos da Análise de Documentos  (Aquisição de Imagens, Processamento de Imagens, Reconhecimento e Aplicações) e está dividido em 15 capítulos. Fui convidado pelo Carlos para escrever o Capítulo 13, que trata da Análise de Autoria em Documentos, ou seja, você tem um documento qualquer e quer saber que foi quem foi que escreveu o dito.

Esse é o conteúdo do livro:

Part I. Image Acquisition 
Chapter 1. Digital Image
(Carlos A.B. Mello)

Chapter 2. Image Color Systems
(Jinmi Lee and Wellington P. Santos)

Chapter 3. Image File Formats
(Felipe Zimmerle and Wellington P. Santos)

Part II. Image Processing 
Chapter 4. Image Filtering
(Alejandro C. Frery)

Chapter 5. Image Thresholding
(Carlos A.B. Mello)

Chapter 6. Image Preprocessing
(Angélica A. Mascaro and George D.C. Cavalcanti)

Chapter 7. Segmentation of Document Images
(Ángel Sánchez, Alberto N.G. Lopes Filho and Carlos A.B. Mello)

Chapter 8. Mathematical Morphology
(Wellington P. Santos)

Part III. Automatic Recognition 
Chapter 9. Feature Extraction
(Carlos A.B. Mello)

Chapter 10. Optical Character Recognition
(Miguel E.R. Bezerra and Adriano L.I. Oliveira)

Chapter 11. Intelligent Character Recognition
(George G. Cabral and Adriano L.I. Oliveira)

Part IV. Applications 
Chapter 12. Image Processing of Historical Documents
(Carlos A.B. Mello)

Chapter 13. Authorship Analysis in Documents
(Luiz S. Oliveira)

Chapter 14. Digital Libraries
(Thaysa S.B. Paiva and Sérgio C.B. Soares)

Chapter 15. Document Image Retrieval
(Tiago C. Bockholt and George D.C. Cavalcanti)

 

 

Siri

MONTREAL (frio, vento e chuva) Tive meu telefone confiscado pela Marisa e portanto precisei comprar um novo para mim. Fiz um upgrade então para o iPhone 4S, que tem algumas  coisinhas a mais que meu antigo iPhone 4, entre elas um processador mais rápido e uma câmera melhor (agora de 8MP) . Tem também a Siri, uma assistente pessoal/virtual.

Tem muita gente descendo a lenha na coitada da Siri. Uns reclamam que elas não entende direito, outros que ela é surda, e por aí vai. Reclamações a parte, esse recurso é uma coisa fenomenal e que carrega consigo anos e anos de pesquisa em reconhecimento de voz (uma das primeiras aplicações de reconhecimento de padrões) e processamento de linguagem natural.

Não tenha dúvida que esse vai ser o futuro dos dispositivos moveis e que daqui alguns anos vamos estar falando com aquele ar saudosista de como a primeira versão da Siri era uma bosta, que só entendia Inglês, etc…

Bem, apesar da Siri não falar Português (ainda) já dá pra se divertir com ela. Quer saber a previsão do tempo pra amanhã? Basta perguntar. Entre aspas a minha fala.

Digitar no teclado virtual do iPhone nunca foi uma maravilha. Pra isso a Siri é super útil. Agora que eu já informei minha secretária que sou casado com a Marisa, basta dizer “text my wife…” que ela envia a mensagem.

O que ainda não funciona no Canada e provavelmente não deve funcionar no Brasil é a integração com os mapas e GPS. Aqueles videos da Apple pedindo para a Siri encontrar um restaurante por perto não funcionam. E não adianta ficar bravo.

E como o meu Inglês com sotaque de Brasileiro não é aquelas coisas, a coitada as vezes não entende o que eu falo. Por exemplo, eu disse que estava a fim de comida italiana (italian food). O que será que ela tá pensando de mim? O cara quer spinal fluid?! What the fuck Luiz.

Espécies Florestais

CURITIBA (hardwood and softwood) Tempos atrás comecei a trabalhar com o reconhecimento automático de espécies florestais. Construímos uma base de imagens com pouco menos de duas dezenas de espécies florestais e conseguimos alguns resultados interessantes. Esses resultados renderam um artigo no ICPR (International Conference on Pattern Recognition) em Istanbul em 2010.

Agora fomos mais longe. Com o apoio do Laboratório da Anatomia da Madeira da UFPR construímos uma base com 112 espécies de madeiras (Brasileiras e Gringas) de imagens microscópicas. Reparem na beleza da textura de algumas espécies florestais Brasileiras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A base de dados deve ser publicada em breve no conceituado periódico “Machine Vision and Applications“, editado pela capitalista Springer (c’est la vie…). Anyway, a base está disponível para pesquisa na página do meu laboratório.

Novos Brinquedinhos

CURITIBA (safe) Se tem um troço que já me salvou a pele algumas vezes é o tal do Time Machine, a ferramenta de backup da Apple. Mas até então em vinha fazendo o backup em alguns discos externos de pouca capacidade e acabava que uma máquina, meu notebook, sempre ficava de fora.

Hoje resolvi esse problema. Adquiri um Time Capsule com 3 TB de espaço. O troço é fantástico. É uma mistura de rede sem fio (e com fio se quiser) com uma solução de armazenamento. Agora basta ligar qualquer Mac que o meu backup é feito automaticamente via wifi.

Ele conta ainda com uma entrada USB, que você pode usar para compartilhar uma impressora ou um HD externo. Dá pra usar o bichinho como um media server e também criar redes wifi para visitantes sem que você tenha que fornecer a sua senha para suas visitas. Em resumo, sensacional !

E falando de coisa nova, substitui meu velho MacBook Pro por um MacBook Air. Continuo com as mesmas 13 pol, mas agora com 1.3kg somente. Perfeito pra carregar nas viagens!

 

 

Cancelei o NetFlix

CURITIBA (maybe later) O tão aguardado (pelo menos por mim) Netfilx chegou ao Brasil. Por um preço acessível (R$ 15.90/mês) você tem acesso a uma boa quantidade de filmes, desenhos e séries. Ah, o primeiro mês é de graça.

Pois bem, testei o sistema durante o mês de setembro e não fiquei satisfeito, ou seja, cancelei o serviço. Aqui vão as minhas razões (apenas pra manter o histórico):

  1. A qualidade da imagem deixa bastante a desejar. No caso de  alguns filmes mais antigos, ela é simplesmente inaceitável.
  2. Existem boas opções de filmes, mas tudo filme antigo. A grande maioria eu já vi. Os lançamentos que estão na locadora na esquina da minha casa (ou no torrent) não estão disponíveis.
  3. A maioria das séries que eu assisto não estão disponíveis.
  4. Aquelas que estão, não contam com a temporada atual.
  5. O client do Apple TV não funciona no Brasil. Uma pena pois a interface dele é boa.
  6. O client do PS3 é sofrível.
Talvez eu volte a testar mais tarde, um dia, quem sabe… Talvez não.