CURITIBA (pegando no breu) Em 2002 quando eu estava perto de acabar meu doutorado, estava trabalhando avidamente para melhorar o desempenho dos meus classificadores, e isso passava pela otimização de uma série de parâmetros. Até o momento eu estava usando os tradicionais Algoritmos Genéticos para realizar a minha tarefa.
Em uma dessas conferências me deparei com um algoritmo chamado Particle Swarm Optimisation (PSO). Uma alternativa bem interessante aos clássicos algoritmos evolutivos (ou evolucionários, como queiram) que é baseado na inteligência dos enxames. Por enxame, entenda-se uma revoada de pássaros, um cardume de peixes, etc… Foi uma coisa que me fascinou na época.
O que observa-se é que os enxames em geral são guiados por três forças, separação (os pássaros na batem uns nos outros), alinhamento (tentam manter a mesma velocidade dos seus vizinhos) e direcionamento (seguem a direção do centro da sua vizinhança). E com base nessas forças o enxame sempre acaba encontrando seu ótimo global, ou seja, alimento.
Já faz algum tempo que não uso mais esse algoritmo, mas ontem quando vi esse video, a primeira coisa que lembrei foi do PSO e como a natureza consegue inspirar alguns brilhantes cientistas.











