Vinho Francês Bom e Barato

CURITIBA (comprar ou não comprar) Comprar vinho bom e barato é um desejo comum de quem visita a França e gosta de vinho, é claro. Mas o que é um preço razoável para uma garrafa de vinho na França? Conversando com vários colegas em Rouen na semana passada, deu pra concluir que por lá ninguém costuma pagar mais do que 10EUR numa garrafa de vinho. Os mais mão-de-vaca me disseram que não pagam mais que 5EUR pois por esse valor eles encontram vinhos razoáveis.

Mas como saber se o vinho é bom antes de experimentar? Dá pra ver a coisa como um problema de reconhecimento de padrões. Primeiramente extraímos algumas características para alimentar um classificador que atribuirá uma das classes a garrafa: compra ou não compra. E que características usar?

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Algum tempo atrás um colega Francês me ensinou algumas:

1) Veja o fundo da garrafa. Segundo ele você deve evitar aquelas garrafa baratas com fundo chato. A teoria dele é que se o vinho é bom, o produtor não vai usar garrafas vagabundas. Por outro lado, uma boa garrafa não é garantia de um bom vinho. De qualquer forma, olhe o fundo da garrafa e evite aquelas com fundo chato.

2) Denominação de origem (Appellation d’origine). É um rótulo oficial do governo Francês que certifica que aquele produto vem de uma determinada região. Isso garante que um Cahors vem da região de Cahors e de nenhum outro lugar. De volta, isso não quer dizer que o vinho é bom, apenas que ele foi produzido observando certas regras impostas pelo governo.

3) Mis en Bouteille a la Propriété: Significa que o vinho foi engarrafado na propriedade em que foi produzido. Em certos vinhos mais baratos você vai encontrar a indicação que o vinho foi engarrafado por uma cooperativa ou por uma empresa. Nesses casos, o produtor vende seu vinho para alguém engarrafar. Nada impede que a empresa ou cooperativa misture vinhos de diferentes produtores para maximizar o lucro.

4) Recoltant: Essa eu aprendi na semana passada. Alguns vinhos levam uma etiqueta com essa palavra em cima da rolha. Isso quer dizer que o vinho foi feito com pelo menos 95% de uvas da mesma vinícola. Sinceramente não sei dizer porque uvas de diferentes vinícolas devem produzir um vinho de qualidade inferior. Talvez por falta de controle de qualidade, etc.. Sei lá…

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Resumindo, se você estiver na dúvida entre comprar ou não um vinho, dá uma olhada na garrafa pra ver se você encontra essas características. De acordo com minha experiência, isso funciona na maioria dos casos. Se quiser maximizar a chance de uma boa garrafa, tente se aproximar dos 10EUR ou passar se o seu bolso permitir.

Napa Valley

SAN FRANCISCO (powered by Merlot and Pinot Noir) Pertinho de São Francisco, a cerca de 100km, você encontra uma grande região produtora de vinhos, o vale do Napa, ou melhor, Napa Valley.  De um lado montanhas formadas pelo o que um dia foi o oceano e de outro lado montanhas de formações vulcânicas. Isso tudo parece ter produzido um bom terroir para a produção de vinhos.

Nappa Valley

Hoje existem cerca de 450 vinícolas na região de Napa produzindo vinhos de diferentes variedades de uvas. Como visitar todas é uma missão impossível, pelo menos para um viajante com tempo e recursos limitados, o negócio é escolher algumas. Como da outra vez eu tinha visitado o Domaine Chandon, dessa vez escolhi a vinícola de Robert Mondavi, talvez uma das maiores produtoras de vinho do mundo. Tem um documentário bem interessante chamado Mondovino (2004) que conta um pouco a história de Mondavi.

MondaviO que eu aprendi no tour de hoje foi que a família Mondavi, originária da Italia, comprou uma propriedade no Napa Valley com a intenção de produzir vinho. Um certo dia, na década de 60, Robert e seu irmão saíram na porrada e a matriarca da família expulsou Robert de casa. Ele então comprou a propriedade que visitamos hoje e construiu o império que existe hoje. Robert Mondavi morreu aos 93 anos e reza a lenda que ele tomava uma garrafa de vinho por dia.

Mondavi

O tour na vinicola custa US$ 20 (curto) e US$ 30 (longo). Se você tiver acompanhado de crianças você só terá a opção de fazer o tour curto, que dura cerca de 30 minutos. Durante o tour você degusta dois vinhos, um branco e um tinto, e conhece um pouco do interior da vinícola. Tudo muito bonito e requintado, o que reflete um pouco o desejo de Mondavi de produzir vinhos de qualidade.

Mondavi

Além dos vinhos que provamos no tour compramos duas garrafas para o lanche da tarde, um Pinot Noire (2012)  e um Merlot (2011), os dois na faixa de US$ 20. Para o Pinot eu daria um (GGG1/2) e para o Merlot um (GGGG).

Mondavi

Quanto ao tour, eu achei que deixou um pouco a desejar, principalmente se comparado com o tour da vinculas Chilenas que conheci, como a Santa Rita e a Concha y Toro. De qualquer forma, vale a visita.

Algumas dicas. Dizem que o ano de 2013 foi excepcional na região de Napa. Como os vinhos reserva envelhecem por cerca de 3 anos, esses estarão aparecendo no mercado por volta de 2016. Se lembrar disso, compre algumas garrafas pra conferir. Já o ano de 2014 ninguém sabe o que esperar. A seca e o calor no inverno deste ano foram (e estão sendo) bastante atípicos e por isso o vinho pode ser muito bom ou muito ruim. Veremos em 2017.

 

 

Bombay Mahal

MONTREAL (muito bom) Explorar os restaurantes de Montreal é um dos meus passatempos favoritos. Aqui você encontra qualquer tipo de comida por preços muito razoáveis. Essa semana pedi para meu amigo Jean Phillippe, quebecois da gema, me indicar alguns restaurantes indianos. Com a lista em mãos, ontem a noite fomos conhecer uma região que está sendo dominada pela cozinha Indiana na Rua Jean Talon.

Escolhemos o restaurante Bombay Mahal, um lugar bem simples com pratos de metal parecidos com bandejão de restaurante universitário. Pedimos quatro pratos diferentes, um vegetariano, dois a base de frango e um de carneiro (Lamb Madrasi). Esse último, o melhor da noite na minha opinião pois tinha o nível de pimenta que eu gosto. Como o Alceu é chegado num ardido, ele pediu um frango Vindaloo que é carregado na pimenta.

indian food

E pra acompanhar essa pimenta toda? Tem que ser uma coisa meio encorpada. Que tal alguns vinhos do sudoeste da França? Jean Philippe levou um Cotês du Brulhois 2010 (GGG1/2) …

brulhois

…enquanto eu fui no meu velho conhecido Cahors Clos La Coutale 2011 (GGGG/12).

Cahors

Apesar do Brulhois ter Tannat na sua composição ele era bem suave, um pouco suave demais para a quantidade de pimenta. Já o Cahors caiu como uma luva.

Esse restaurante entra na minha lista dos motivos para não ser vegetariano. 

Vinícola Santa Rita

SANTIAGO (powered by Carménère) Seguindo a sugestão do meu amigo Adriano, hoje fui visitar a vinícola Santa Rita, a quarta maior vinícola do Chile. Logo na entrada você encontra o grande casarão de mais de 200 anos que hoje abriga o restaurante Doña Paula e também a loja de vinhos. O restaurante é todo decorado com pinturas e móveis da mesma época do casarão. Muito bonito. Mas não, não almocei ali pois tinha que fazer reserva e eu não fiz.casarao santa rita

Diferentemente do tour da Concha y Toro que é bem superficial, na Santa Rita você passeia no meio da fábrica, vê o processo de produção e sente aquele cheiro azedo de uma vinícola.

processo

O tour continua passando pelos porrões lotados de barris de carvalho, processo de engarrafamento e outras adegas históricas do prédio. Um lugar bacana é onde os enólogos guardam as garrafas que eles bebem para acompanhar o envelhecimento do vinho. Não estão a venda, mas se estivessem deveriam custar uma pequena fortuna.

garrafas

O lugar ainda é cercado de história. Durante a guerra da independência Chilena, a então proprietária, Doña Paula, abrigou nos porrões da vinícola 120 soldados. O lugar onde os soldados ficaram refugiados faz parte da visita e é lá que é realizada a degustação. Dois tipos de vinhos foram servidos, um Sauvignon Blanc e um Carménère Reserva. Esse último, um autêntico Carménère Chileno.

E como toda visita acaba na loja, essa não é diferente. E se você pensa em comprar algum vinho, os preços da loja deles é cerca de 20% mais em conta do que no mercado. Eu garanti algumas garrafas do Casa Real para minha adega!

 

Tosco Tomando Vinho

BRASILIA (waiting) Com um monte de tempo pra matar no aeroporto de Brasilia, enquanto espero minha conexão pra Lisboa, resolvi escrever sobre os vinhos de ontem a noite.

Um parenteses sobre o aeroporto de Brasila. Existe uma única sala vip no aeroporto, a do HSBC. Mas por incrível que possa parecer, não abre no sábado. Pessoas não viajam no sábado?

Voltando aos vinhos, ontem fizemos um Queijos&Vinhos com o André e Carla. Passei na Riograndense (R. Manoel Ribas 660 – CWB), uma casa de frios e outras coisas gostosas que você não encontra facilmente em supermercados, para comprar queijos e presuntos. Eu nunca tinha ido lá mas a Marisa é freguesa assídua. O lugar é simples mas com uma boa variedade de queijos, presuntos, linguiças, etc. Os proprietários alemães são bastante atenciosos e te fazem degustar um monte de coisas. Só tome cuidado pois o Alemão tem uma tendência a cortar fatias generosas, o que impacta diretamente na sua conta.

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André, assim como eu, gosta de um Tannat. Aproveitei então para abrir uma garrafa que eu trouxe da nossa viagem ao Uruguai, um Don Pascual 2008 – Colección del Fundador. Se é verdade esse bla, bla, bla que tem no rótulo, eu não sei, mas o vinho estava muito bom. Ficou melhor ainda quando atingiu a temperatura certa, pois começamos a beber antes de resfriar um pouco o bicho (GGGG).

Don Pascual

Por se tratar de um vinho com taninos bem acentuados, esse tipo de vinho, em geral, não é o preferido das mulheres. Por isso o segundo da noite foi um Pinot Noire 2005 da D.V. Catena. Eu particularmente gosto bastante dos Pinot e essa garrafa estava muito boa (GGGG). Mas não pra tomar depois de um Tannat (cagada da noite).  Na empolgação mergulhamos de cabeça no Tannat que fez o coitado do Catena parecer um vinho qualquer.

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E paramos por aí por que eu tinha que viajar cedo na manhã seguinte.

 

Yarra Valley

MELBOURNE (packing again) Melbourne é realmente uma daquelas cidades que dá pra morar. Eu classifico as cidades em duas classes: as que eu moraria e as que eu não moraria nem a pau. Em Melbourne eu moraria. Qualquer hora dessas eu escrevo um pouco mais sobre a cidade.

Um dos atrativos da cidade é a proximidade com Yarra Valley, a região produtora de vinho daqui. Hoje fizemos um tour na região e passamos por diversas pequenas vinículas degustando alguns vinhos. Algumas delas, bem pequenas, como a Yering Farm, mas com gente muito dedicada e orgulhosa de produzir um bom vinho. Lá comprei um Merlot que parece ser interessante.

Você também podem encontrar outras vinículas mais estruturadas como a Yering Station e a Chandon. Na Yering Station fizemos uma grande degustação com diversos tipos de vinho. Gostei bastante de um Nebbiolo safra 2010. Acho que precisa de mais uns 2 anos na garrafa pra ficar bom. Veremos.

Depois de mais algumas vinículas paramos para almoçar na TarraWarra Estate, uma vinícula muito bonita com um restaurante excelente. Meio caro, mas muito bom.

Comi um pato assado que estava muito bom. Eu estava com vontade de comer mais um canguru, mas não tinha. Na falta de canguru, vai um pato mesmo. Bonito o prato, não?

Fechamos a viagem visitando mais algumas vinículas e degustando mais alguns vinhos. Outra ótima região pra conhecer com mais calma.

PS: A região tem um monte de lugares interessantes. Nós seguimos algumas sugestões que um colega do Brad, que conhece bastante as vinículas, nos enviou.

Surfers Paradise & Byron Bay

BRISBANE (wet) Como chove por aqui. Tínhamos planejado conhecer a famosa barreira de corais que fica um pouco ao norte de Brisbane, mas choveu o fim de semana inteiro. Então resolvemos ficar por perto. Passamos na famosa praia de Surfers Paradise. Como o tempo estava meio feio a praia estava bem tranquila. Tudo muito bem cuidado, limpo, mas nada demais, apenas uma bonita praia. Alias, uma coisa que eu notei até o momento, é que tudo é muito bem cuidado, limpo e organizado.

Encontramos uma restaurante pra almoçar que vendia cerveja. Aqui vale uma nota. A grande maioria dos restaurantes aqui não vende bebida alcoólica. Supermercados não vendem cerveja (pelo menos nos que nós fomos). Se você quiser comprar qualquer bebida alcoólica você tem que ir em uma “liquor store”. Para nossa sorte, a variedade de cervejas nesse bar/restaurante era boa.

Um outro dia chegou e a chuva não foi embora. Resolvemos conhecer uma praia chamada Byron Bay. Local bastante frequentado pelos surfistas locais. Pegamos então a estrada com nosso Lancer com a direção do lado direito. Chuva forte no caminho inteiro.

Queríamos visitar o farol no alto do morro, mas chovia demais. Não nos restou outra alternativa a não ser achar um restaurante pra almoçar. Pra variar, nem cerveja nem vinho. Felizmente a moça nos disse que poderíamos comprar um vinho e levar para o restaurante. Comprarmos dois Shiraz Australianos e fomos comer um peixinho.

Tosco Tomando Vinho

MONTREAL (packing) O negócio é aproveitar os preços descentes e a boa variedade de Cahors que a gente encontra por aqui. Aqui vão alguns para o catálogo do tosco.

O primeiro da semana foi o Chateau St Didier-Parnac 2010. Foi uma recomendação do rapaz da loja de vinhos. Talvez seja algum problema com essa safra, mas não estava aquelas coisas. Tomamos no Khyber Pass acompanhado de um maravilhoso carneiro, como sempre. O vinho não estava na altura do prato. Daria uma GGG para ele.

O segundo da série é um velho conhecido, o Clos la Coutale. A foto é do ano passado mas o vinho é o mesmo. Inclusive a safra, 2009 (GGGG1/2). Tomamos no Le P’tit Plateau, um pequeno bistro Francês com meia duzia de mesas.

Pra acompanhar um salmão defumado que comi como entrada é perfeito. Alias, recomendo fortemente esse restaurante. Mas faça reserva.

E pra fechar a semana, um Comte du André. Uma grata surpresa com um preço bem acessível por aqui (GGGG). Casou perfeito com a macarronada preparada pelo Chef Eduardo (meu ex-aluno).

 

Adega São Nicolau

PORTO (frio mas com sol) Ontem eu tinha feito planos de visitar o Solar do Vinho do Porto novamente. Convidei o Yandre, meu aluno de doutorado que está fazendo parte do seu trabalho aqui no Porto, e fomos pra lá no fim da tarde. Para minha surpresa o local está temporariamente fechado.

A alternativa foi parar num boteco  (point de estudantes vestidos como nos filmes do Harry Potter – papo pra outro post) tomar um chope e comer uns bolinhos de bacalhau. Ontem aprendi mais uma. Por aqui o tamanho do chope tem nome: 200ml é o fino, 300ml é o principe e 500ml e a caneca. Meio esquisito essa história de pedir um fino ou um principe.  Me dá uma caneca me soa mais natural. Fui na caneca.

A fome bateu e o Yandre disse que um colega dele tinha indicado um bom restaurante pra comer bacalhau. Lá fomos nós descendo as estreitas ladeiras do Porto em direção ao rio Douro. Vira aqui, pergunta alí e chegamos no tal restaurante, a Adega São Nicolau. Logo na entrada uma porção de recomendações do “Le Guide du Routard“. E fazendo uma busca rápida na Internet dá pra ver que o local é altamente recomendado.

Como dizia o poeta, restaurante bom é restaurante pequeno. Esse tem umas 8 mesas meio apertadas as quais tornam difícil a simples tarefa de ir até o banheiro. A impressão é de estar numa caverna. Aconchegante, agradável, bem decorada, mas uma caverna.

Seguimos a sugestão do garçon tanto no vinho quanto no bacalhau. Eu sei que Brasileiro está mais acostumado com os vinhos do Alentenjo, mas vou sugerir um vinho do Douro pra vocês, disse o simpático garçon. Sugestão aceita e aprovada. Minha nota para o Sagrado 2008 é GGGG1/2. Se achar pode comprar que você não vai se arrepender. E o preço é atrativo. No restaurante pagamos EUR 11.

E pra acompanhar o vinho (deveria ser o inverso, não?) a sugestão do chef era o Bacalhau a Lagareiro. Uma posta volumosa com batatas, muito alho e azeite. De entrada um queijo e bolinhos de bacalhau.

Se estiver passando pelo Porto, esse local certamente deve estar na sua lista de restaurantes. Nós não fizemos reserva, mas pelo que eu entendi, tivemos sorte. Fica a dica.

Montanha Acima

SANTIAGO (powered by Malbec) Pra fugir um pouco do calor de Santiago resolvemos subir os Andes. Fomos até o Valle Nevado, a famosa estação de ski Chilena. No verão a estação é aberta para diversos esportes outdoor, como por exemplo, trekking e mountain biking. Quem quiser cavalgar, também pode. Os caras alugam os cavalos.

O trajeto de Santiago até o Valle Nevado é muito bonito e igualmente sinuoso. São pouco mais de 70km e 2500m de subida. Lá em cima a altitude é de 3000m e a temperatura estava casa dos 10C (com uma sensação térmica bem baixa em função do vento).

Enquanto a Marisa vasculhava a lojinha da estação eu parti com a Isabela para um pequeno trekking. Subimos por uma das pistas de ski sempre acompanhados por alguns grandes pássaros. Uma placa informava que por alí existem cerca de 600 espécies de pássaros.

Depois de subir até uns 3150m a Isabela reclamou que estava cansada e com alguma dificuldade de respirar. Paramos para recuperar o fôlego e voltamos morro abaixo. O mané aqui as vezes esquece que a baixinha tem apenas 8 anos!

Chegando na lojinha, descobrimos que lift do ski estava funcionado e que poderíamos subir até 3300m.

Subimos lá, tiramos algumas fotos, caminhamos um pouco e depois descemos para tomar um café bem quente para aquecer a alma, pois o vento estava congelante.

Certamente é um passeio que vale a pena, principalmente se você gosta de montanha e trekking. Da próxima vez eu trago minha bike pra descer os Andes pedalando!

Hoje o post foi inspirado por um bom Malbec indicado pelo rapaz da loja de vinho. Eu diria que ele tem bom gosto (GGGG)