Vinícola Santa Rita

SANTIAGO (powered by Carménère) Seguindo a sugestão do meu amigo Adriano, hoje fui visitar a vinícola Santa Rita, a quarta maior vinícola do Chile. Logo na entrada você encontra o grande casarão de mais de 200 anos que hoje abriga o restaurante Doña Paula e também a loja de vinhos. O restaurante é todo decorado com pinturas e móveis da mesma época do casarão. Muito bonito. Mas não, não almocei ali pois tinha que fazer reserva e eu não fiz.casarao santa rita

Diferentemente do tour da Concha y Toro que é bem superficial, na Santa Rita você passeia no meio da fábrica, vê o processo de produção e sente aquele cheiro azedo de uma vinícola.

processo

O tour continua passando pelos porrões lotados de barris de carvalho, processo de engarrafamento e outras adegas históricas do prédio. Um lugar bacana é onde os enólogos guardam as garrafas que eles bebem para acompanhar o envelhecimento do vinho. Não estão a venda, mas se estivessem deveriam custar uma pequena fortuna.

garrafas

O lugar ainda é cercado de história. Durante a guerra da independência Chilena, a então proprietária, Doña Paula, abrigou nos porrões da vinícola 120 soldados. O lugar onde os soldados ficaram refugiados faz parte da visita e é lá que é realizada a degustação. Dois tipos de vinhos foram servidos, um Sauvignon Blanc e um Carménère Reserva. Esse último, um autêntico Carménère Chileno.

E como toda visita acaba na loja, essa não é diferente. E se você pensa em comprar algum vinho, os preços da loja deles é cerca de 20% mais em conta do que no mercado. Eu garanti algumas garrafas do Casa Real para minha adega!

 

Tosco Tomando Vinho

BRASILIA (waiting) Com um monte de tempo pra matar no aeroporto de Brasilia, enquanto espero minha conexão pra Lisboa, resolvi escrever sobre os vinhos de ontem a noite.

Um parenteses sobre o aeroporto de Brasila. Existe uma única sala vip no aeroporto, a do HSBC. Mas por incrível que possa parecer, não abre no sábado. Pessoas não viajam no sábado?

Voltando aos vinhos, ontem fizemos um Queijos&Vinhos com o André e Carla. Passei na Riograndense (R. Manoel Ribas 660 – CWB), uma casa de frios e outras coisas gostosas que você não encontra facilmente em supermercados, para comprar queijos e presuntos. Eu nunca tinha ido lá mas a Marisa é freguesa assídua. O lugar é simples mas com uma boa variedade de queijos, presuntos, linguiças, etc. Os proprietários alemães são bastante atenciosos e te fazem degustar um monte de coisas. Só tome cuidado pois o Alemão tem uma tendência a cortar fatias generosas, o que impacta diretamente na sua conta.

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André, assim como eu, gosta de um Tannat. Aproveitei então para abrir uma garrafa que eu trouxe da nossa viagem ao Uruguai, um Don Pascual 2008 – Colección del Fundador. Se é verdade esse bla, bla, bla que tem no rótulo, eu não sei, mas o vinho estava muito bom. Ficou melhor ainda quando atingiu a temperatura certa, pois começamos a beber antes de resfriar um pouco o bicho (GGGG).

Don Pascual

Por se tratar de um vinho com taninos bem acentuados, esse tipo de vinho, em geral, não é o preferido das mulheres. Por isso o segundo da noite foi um Pinot Noire 2005 da D.V. Catena. Eu particularmente gosto bastante dos Pinot e essa garrafa estava muito boa (GGGG). Mas não pra tomar depois de um Tannat (cagada da noite).  Na empolgação mergulhamos de cabeça no Tannat que fez o coitado do Catena parecer um vinho qualquer.

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E paramos por aí por que eu tinha que viajar cedo na manhã seguinte.

 

Yarra Valley

MELBOURNE (packing again) Melbourne é realmente uma daquelas cidades que dá pra morar. Eu classifico as cidades em duas classes: as que eu moraria e as que eu não moraria nem a pau. Em Melbourne eu moraria. Qualquer hora dessas eu escrevo um pouco mais sobre a cidade.

Um dos atrativos da cidade é a proximidade com Yarra Valley, a região produtora de vinho daqui. Hoje fizemos um tour na região e passamos por diversas pequenas vinículas degustando alguns vinhos. Algumas delas, bem pequenas, como a Yering Farm, mas com gente muito dedicada e orgulhosa de produzir um bom vinho. Lá comprei um Merlot que parece ser interessante.

Você também podem encontrar outras vinículas mais estruturadas como a Yering Station e a Chandon. Na Yering Station fizemos uma grande degustação com diversos tipos de vinho. Gostei bastante de um Nebbiolo safra 2010. Acho que precisa de mais uns 2 anos na garrafa pra ficar bom. Veremos.

Depois de mais algumas vinículas paramos para almoçar na TarraWarra Estate, uma vinícula muito bonita com um restaurante excelente. Meio caro, mas muito bom.

Comi um pato assado que estava muito bom. Eu estava com vontade de comer mais um canguru, mas não tinha. Na falta de canguru, vai um pato mesmo. Bonito o prato, não?

Fechamos a viagem visitando mais algumas vinículas e degustando mais alguns vinhos. Outra ótima região pra conhecer com mais calma.

PS: A região tem um monte de lugares interessantes. Nós seguimos algumas sugestões que um colega do Brad, que conhece bastante as vinículas, nos enviou.

Surfers Paradise & Byron Bay

BRISBANE (wet) Como chove por aqui. Tínhamos planejado conhecer a famosa barreira de corais que fica um pouco ao norte de Brisbane, mas choveu o fim de semana inteiro. Então resolvemos ficar por perto. Passamos na famosa praia de Surfers Paradise. Como o tempo estava meio feio a praia estava bem tranquila. Tudo muito bem cuidado, limpo, mas nada demais, apenas uma bonita praia. Alias, uma coisa que eu notei até o momento, é que tudo é muito bem cuidado, limpo e organizado.

Encontramos uma restaurante pra almoçar que vendia cerveja. Aqui vale uma nota. A grande maioria dos restaurantes aqui não vende bebida alcoólica. Supermercados não vendem cerveja (pelo menos nos que nós fomos). Se você quiser comprar qualquer bebida alcoólica você tem que ir em uma “liquor store”. Para nossa sorte, a variedade de cervejas nesse bar/restaurante era boa.

Um outro dia chegou e a chuva não foi embora. Resolvemos conhecer uma praia chamada Byron Bay. Local bastante frequentado pelos surfistas locais. Pegamos então a estrada com nosso Lancer com a direção do lado direito. Chuva forte no caminho inteiro.

Queríamos visitar o farol no alto do morro, mas chovia demais. Não nos restou outra alternativa a não ser achar um restaurante pra almoçar. Pra variar, nem cerveja nem vinho. Felizmente a moça nos disse que poderíamos comprar um vinho e levar para o restaurante. Comprarmos dois Shiraz Australianos e fomos comer um peixinho.

Tosco Tomando Vinho

MONTREAL (packing) O negócio é aproveitar os preços descentes e a boa variedade de Cahors que a gente encontra por aqui. Aqui vão alguns para o catálogo do tosco.

O primeiro da semana foi o Chateau St Didier-Parnac 2010. Foi uma recomendação do rapaz da loja de vinhos. Talvez seja algum problema com essa safra, mas não estava aquelas coisas. Tomamos no Khyber Pass acompanhado de um maravilhoso carneiro, como sempre. O vinho não estava na altura do prato. Daria uma GGG para ele.

O segundo da série é um velho conhecido, o Clos la Coutale. A foto é do ano passado mas o vinho é o mesmo. Inclusive a safra, 2009 (GGGG1/2). Tomamos no Le P’tit Plateau, um pequeno bistro Francês com meia duzia de mesas.

Pra acompanhar um salmão defumado que comi como entrada é perfeito. Alias, recomendo fortemente esse restaurante. Mas faça reserva.

E pra fechar a semana, um Comte du André. Uma grata surpresa com um preço bem acessível por aqui (GGGG). Casou perfeito com a macarronada preparada pelo Chef Eduardo (meu ex-aluno).

 

Adega São Nicolau

PORTO (frio mas com sol) Ontem eu tinha feito planos de visitar o Solar do Vinho do Porto novamente. Convidei o Yandre, meu aluno de doutorado que está fazendo parte do seu trabalho aqui no Porto, e fomos pra lá no fim da tarde. Para minha surpresa o local está temporariamente fechado.

A alternativa foi parar num boteco  (point de estudantes vestidos como nos filmes do Harry Potter – papo pra outro post) tomar um chope e comer uns bolinhos de bacalhau. Ontem aprendi mais uma. Por aqui o tamanho do chope tem nome: 200ml é o fino, 300ml é o principe e 500ml e a caneca. Meio esquisito essa história de pedir um fino ou um principe.  Me dá uma caneca me soa mais natural. Fui na caneca.

A fome bateu e o Yandre disse que um colega dele tinha indicado um bom restaurante pra comer bacalhau. Lá fomos nós descendo as estreitas ladeiras do Porto em direção ao rio Douro. Vira aqui, pergunta alí e chegamos no tal restaurante, a Adega São Nicolau. Logo na entrada uma porção de recomendações do “Le Guide du Routard“. E fazendo uma busca rápida na Internet dá pra ver que o local é altamente recomendado.

Como dizia o poeta, restaurante bom é restaurante pequeno. Esse tem umas 8 mesas meio apertadas as quais tornam difícil a simples tarefa de ir até o banheiro. A impressão é de estar numa caverna. Aconchegante, agradável, bem decorada, mas uma caverna.

Seguimos a sugestão do garçon tanto no vinho quanto no bacalhau. Eu sei que Brasileiro está mais acostumado com os vinhos do Alentenjo, mas vou sugerir um vinho do Douro pra vocês, disse o simpático garçon. Sugestão aceita e aprovada. Minha nota para o Sagrado 2008 é GGGG1/2. Se achar pode comprar que você não vai se arrepender. E o preço é atrativo. No restaurante pagamos EUR 11.

E pra acompanhar o vinho (deveria ser o inverso, não?) a sugestão do chef era o Bacalhau a Lagareiro. Uma posta volumosa com batatas, muito alho e azeite. De entrada um queijo e bolinhos de bacalhau.

Se estiver passando pelo Porto, esse local certamente deve estar na sua lista de restaurantes. Nós não fizemos reserva, mas pelo que eu entendi, tivemos sorte. Fica a dica.

Montanha Acima

SANTIAGO (powered by Malbec) Pra fugir um pouco do calor de Santiago resolvemos subir os Andes. Fomos até o Valle Nevado, a famosa estação de ski Chilena. No verão a estação é aberta para diversos esportes outdoor, como por exemplo, trekking e mountain biking. Quem quiser cavalgar, também pode. Os caras alugam os cavalos.

O trajeto de Santiago até o Valle Nevado é muito bonito e igualmente sinuoso. São pouco mais de 70km e 2500m de subida. Lá em cima a altitude é de 3000m e a temperatura estava casa dos 10C (com uma sensação térmica bem baixa em função do vento).

Enquanto a Marisa vasculhava a lojinha da estação eu parti com a Isabela para um pequeno trekking. Subimos por uma das pistas de ski sempre acompanhados por alguns grandes pássaros. Uma placa informava que por alí existem cerca de 600 espécies de pássaros.

Depois de subir até uns 3150m a Isabela reclamou que estava cansada e com alguma dificuldade de respirar. Paramos para recuperar o fôlego e voltamos morro abaixo. O mané aqui as vezes esquece que a baixinha tem apenas 8 anos!

Chegando na lojinha, descobrimos que lift do ski estava funcionado e que poderíamos subir até 3300m.

Subimos lá, tiramos algumas fotos, caminhamos um pouco e depois descemos para tomar um café bem quente para aquecer a alma, pois o vento estava congelante.

Certamente é um passeio que vale a pena, principalmente se você gosta de montanha e trekking. Da próxima vez eu trago minha bike pra descer os Andes pedalando!

Hoje o post foi inspirado por um bom Malbec indicado pelo rapaz da loja de vinho. Eu diria que ele tem bom gosto (GGGG)

Valparaiso e Viña del Mar

SANTIAGO (powered by Chardonnay) Domingão de sol e resolvemos ir conhecer a praia dos Santiaganos (é isso mesmo?). Depois de 100km de estrada e CLP 4600 de pedágio (cerca de 16 reais !!) chega-se a Valparaiso. A cidade foi fundada em 1543 e até o século 19 era o principal porto do pacífico. Depois da inauguração do canal do Panamá a cidade entrou em decadência.

A parte que vale a pena da cidade fica morro acima e a melhor maneira de se chegar lá é pegando um dos vários funiculares. Todos são muito velhos e mal cuidados. Quanto a manutenção eu não sei…

Subimos no funicular que nos deixou no Cerro Alegre. Ruas com casas coloridas, lojinhas de artesanato e alguns cafés estão espalhados por todos os cantos.

Caminando um pouco mais chegamos ao Cerro Concepcion. A paisagem não muda muito, a não ser pelo fato de que várias ruas estão em reforma. Falando em reforma, a impressão que dá é que tudo isso poderia ser muito mais atrativo se fosse melhor cuidado. Atualmente se vê muito lixo e mato crescendo pelas ruas.

Saindo dalí fomos passear na vizinha Viña del Mar. A elite Valparisiana ocupou a área de Viña del Mar por causa de um grande terremoto que atingiu Valparaiso nos idos de 1906. Trata-se de um baneário cheio de veranistas procurando um lugar ao sol, ou seja, um inferno.

Mas nem tudo é desgraça no balneário. O museu de Arqueologia e História Francisco Fonck tem um dos poucos Moais (foto abaixo) existentes na parte continental do país. Se quiser ver mais alguns desses de perto você vai ter que ir para a Ilha de Páscoa.

Como eu tinha previsto começamos a tomar as garrafas adquiridas na Concha y Toro. Com o calor que está fazendo, nada mais apropriado do que um Chardonnay geladinho. Hoje foi essa garrafa de Marques de Casa Concha 2010 (GGGGG).

 

Visita a Concha y Toro

SANTIAGO (powered by Cabernet Sauvignon) Outra coisa legal aqui em Santiago, pra quem gosta de vinho, é claro, é a possibilidade de visitar algumas vinículas. Aí você vai dizer, viu uma viu todas. É mais ou menos verdade, mas as histórias que você ouve são sempre diferentes e sempre tem uma degustação no fim!

Pois bem, fomos visitar a maior e mais conhecida vinícula Chilena, a Concha y Toro. Segundo nosso divertido guia, a segunda maior do mundo em área plantada e a primeira a ter ações na bolsa de NY. O tour custa 8 mil dinheiros Chilenos e dá direito a provar dois vinhos. Você ainda ganha a taça. Vamos ver se ela chega em casa intacta!

DICA: Dá pra ir de Metro+Onibus ou taxi, mas a viagem é longa. O melhor é alugar um carro. Coordenadas GPS S 33.63547 W 70.57322

O tour começa mostrando a casinha do fundador, Don Melchor Concha y Toro, e depois segue para um passeio nas plantações de uva. Alí eles cultivam 38 diferentes cepas. Não que utilizem todas para fazer seus vinhos, mas o P&D deles é uma coisa que parece funcionar.

Depois seguimos para a primeira degustação, um Chardonnay geladinho que até a Marisa que não é lá de beber aprovou.

Depois a visita segue para o famoso Casillero del Diablo. Segundo o guia, nos primórdios da vinícula, Don Mechor estava sendo constantemente roubado. De saco cheio, ele  espalhou pela região que sua adega era morada do Diabo. Não sei se só isso resolveu ou se ele contratou uma empresa de alarme monitorado, mas o fato é que o nome pegou e hoje é o rótulo mais conhecido e exportado da marca.

La dentro centenas de barris de carvalho Francês e Americano, que custam a bagatela de US$ 10000, envelhecendo centenas de milhares de garrafas de vinho que amanhã estarão no mercado. Para a maioria do mundo a preço aceitáveis, para nós Brasileiros, a preço exorbitantes.

O tour acaba com a degustação de um tinto que no nosso caso foi um Cabernet Sauvignon 2009 Gran Reserva Serie Riberas (GGGG1/2).

Antes de ir embora, tem a loja. Lá você pode comprar souvernirs e é claro, vinhos. Eu garanti algumas garrafas diferentes que certamente vou tomar antes de chegar em casa!

 

Morro Acima

SANTIAGO (powered by Santa Carolina Carmenère) Fomos visitar duas das principais atrações de Santiago, o Parque Metropolitano de Santiago e o Cerro Santa Lucía. Em comum, as duas ficam no alto de um morro.

O Parque Metropolitano abriga o Cerro San Cristóban (talvez o ponto mais visitado de cidade) e o Zoologico de Santiago. A subida é bem forte e bastante frequentada por ciclistas. Como estamos de férias, pegamos o funicular. A primeira parada foi no zoológico onde a Isabela exerceu todos os seus dotes fotográficos. Acho que todos os bichos foram devidamente fotografados.

Como o zoologico fica na encosta do morro, o passeio requer um certo preparo físico. São escadas e mais escadas para visitar todos os animais.

A segunda parada foi no alto do morro de onde se tem um vista privilegiada da cidade. Ao lado tem uma estátua da Virgem a qual pode ser vista de quase todo o centro da cidade. Reza a lenda que a estátua foi doada pela França em 1904. Alias, esses Franceses gostam de doar estátuas. A outra famosa é a estátua da liberdade, doada aos americanos em 1886.

Lá em cima do morro tem um teleférico que cruza o parque. Para nossa frustração,  estava fechado para reforma.

A segunda atração morro acima é o Cerro Santa Lucía. Nesse não tem funicular! Lá em cima tem o Castelo Hidalgo erguido em 1814, a plaza Neptune e uma minúscula capela onde está enterrado o prefeito que idealizou e implementou o parque.

Enquanto escrevo degusto um excelente Carmenère Santa Carolina (Barrica Selection), o qual recomendo fortemente (GGGG1/2). Mais informações aqui.