Tosco Tomando Vinho

MONTREAL (that’s it) Ontem jantei com Robert, meu ex-supervisor de doutorado, com quem eu mantenho alguns projetos de colaboração acadêmica. Fomos num pequeno restaurante Francês (Le P’tit Plateau) que ele queria conhecer. Esse restaurante é do tipo “Apportez Vortre Vin”, ou seja você pode comprar seu vinho em qualquer lugar e tomar no restaurante. E melhor, o restaurante não cobra por isso. Eu acho esse conceito sensacional. Não são todos os restaurantes da cidade que permitem isso. Um guia daqueles que permitem isso pode ser encontrado aqui.

Como aqui a variedade de Cahors é boa e os preços são acessíveis, pegamos duas garrafas clássicas. A primeira era um Chatons du Cèdre 2008. Já tomei esse vinho diversas vezes, mas desta vez ele estava ácido demais. Talvez devesse ficar mais algum tempo guardado. Mas eu não tenho tanto tempo assim!

A segunda garrafa foi um Clos la Coutale 2009. Consultando alguns posts mais antigos, reparei que eu já tinha experimentado esse vinho. Foi um 2007 e pelas minhas notas estava bom. Mas esse 2009 estava particularmente bom, talvez pelo fato de que o Chatons du Cedre deixou um pouco a desejar.

Serviço:

Le P’tit Plateau, 330 Marie Anne Est (esquina Drolet), Montreal. Fone 514-2826342. Faça reserva.

Tosco Tomando Vinho

PARIS (quase bêbado) O bom da Europa é que em poucas horas vocês atravessa alguns paises, muda totalmente de paisagem e de cultura. Hoje saímos bem cedinho de  Amsterdam, cruzamos a Bélgica (sem cerveja desta vez) e chegamos a Paris.

O bom da França, ente um monte de outras coisas, é poder tomar ótimos vinhos a um preço muito razoável. E melhor, não é preciso ir a uma loja requintada pra comprar uma boa garrafa, basta ir ao supermarché mais próximo.

Agora estou tomando essa garrafa de Madiram, muito bom por sinal (GGGG), a qual eu paguei miseros EUR 6.50. Tenho que maneirar um pouco, pois amanhã é o dia da Isabela e tenho que estar em forma!

Tosco Tomando Vinho

CURITIBA (fim de festa) Acabou a orgia alimentar de muita comida, bebida, charutos, risadas e boa companhia. Então só pra deixar registrado, seguem algumas garrafas que embalaram a festa esse ano. Pelo menos aquelas que eu lembrei de fotografar. Como no ano passado, o Oca lembrou de levar o “Vin de Fifon“. Mas vou me concentrar nos vinhos de gente grande.

O primeiro foi um Português do Douro chamado Vale da Raposa. Eu achei que ele passou um pouco do ponto no gosto da madeira, o que tornou a degustação um pouco pesada, eu diria (GGG).

Acho que entre o Português e o Francês teve uma outra garrafa que não lembro de ter fotografado. Anyway, a segunda garrafa fotografada foi um Chateau Haut Maginet  2007. Um típico Bordeaux com as cinco principais uvas da região: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot e Malbec. Fácil de tomar (GGG1/2)

E entre um charuto e outro o Oca me aparece com uma garrafa de Fleur du Cap. E como dá pra notar nossa festa de natal pode não ter o Papai Noel (todo mundo magrinho de correr maratona) mas tem Jesus (a.k.a. Deni) que toma vinho e tudo. A cara de assustado eu já não sei por que…

Voltando ao Fleur du Cap, trata-se de um vinho sul-africano muito bom com uma excelente relação custo/beneficio. Eu  já escrevi sobre ele no meu antigo blog, mas acabei perdendo o registro. Pra resumir, um cabernet sauvignon robusto com um aroma muito agradável (GGGG1/2). Se encontrar uma garrafa por aí pode comprar que eu garanto!

E pra finalizar um vinho do Robert Mondavi, a encarnação do diabo segundo os Franceses. O Darth Vader do vinho. Mondavi ficou muito rico produzindo vinhos na região de Napa Valley, California. Com um monte de dinheiro acumulado ele começou a comprar vinhedos na França e instituir o modo americano de produção em terras Francesas. Só por aí já dá pra imaginar por que a Francesada ficou puta com o cara. Para entender um pouco mais veja o filme Mondovino. Mas voltando ao vinho, tomamos o Zinfandel de 2008. Franceses que me perdoem, mas o Mondavi (GGGG) estava melhor que o Bordeaux.

Então é isso, que venha o ano novo!!

Tosco Tomando Vinho

CURITIBA (puta preguiça) Bem, hoje nem está tão frio assim, mas é feriado. E feriado com o tradicional Yakisoba da minha sogra merece uma boa garrafa de vinho. Vasculhando no que sobrou do inverno, achei esse Chateau Les Placiols 2001 da minha predileta região de Cahors.

Devo confessar que esperava mais desse vinho. Não sei se ele passou um pouco do ponto, mas todos os aromas que deviam estar lá já tinham ido embora. Ficou somente um gosto acentuado do carvalho (GG1/2). Certamente não é vinho para se guardar muito tempo!

Tosco Tomando Vinho

MATINHOS (frio e nublado) Uma dica pra esse feriado cinza e frio. Ontem acompanhado de uma bela feijoada abri esse Newen, um Pinot Noir da Patagônia com um ótimo custo benefício (GGGG). Só não esqueça de dar uma resfriada na garrafa antes de consumir. Com esse friozinho basta deixar do lado de fora da janela por alguns minutos.

Tosco Tomando Vinho

CURITIBA (e comendo) Feriadão frio em Curitiba, e a cama parecia me agarar pelas pernas. Lutei bravamente e consegui me desvencilhar da cobertas para fazer meu treino programado na planilha. Não deixei barato, pois carreguei toda a familha pro parque comigo!

Sabia que um almoço dos bons me esperava, então não podia deixar um treino passar em branco. Já no fim de semana fomos convidado pelo André para sermos cobaia de um experimento. Explico. O bicho está fazendo um curso de chefe cozinha (fez até um blog) e ia botar em prática algumas das suas aulas.

Entre os pratos preparados pelo nosso chef estavam o Ragu de Barreado e um porco assado com batatas. Tudo delicioso!

Mas vamos ao que interessa. Fiquei de levar uma garrafa de vinho e como o Andre tinha me dito que a comida era incorpada, nada melhor do que um Cahors, vinho bem incorpado com fortes taninos. Esse vinho é um dos meus Cahors favoritos (GGGG1/2). Infelizamente não são tão fáceis de se achar por aqui.

Depois abrimos um Italiano da Toscana que o André ganhou de presente de aniversário. Bem suave, e se comparado com um Cahors, parecia meio aguado. Mesmo assim eu daria uma (GGG)

Pra fechar o feriado, um Chileno chamado Tricyclo. Tá certo, esse Cabernet Sauvignon não inspira muita confiança pelo nome, mas devo admitir que desce bem. Um gosto de madeira um pouco acentuado, mas para a terceira garrafa, estava perfeito (GGG1/2)

E haja pedal e corrida pra queimar todo esse alcool!!

Tosco Tomando Vinho

CURITIBA (preciso começar a repor o estoque) Frio Curitibano pede uma garrafa e vinho, ainda mais numa sexta-feira. Abri uma que ganhei do meu amigo André, a qual ele comprou na sua viagem a Serra Gaúcha. Trata-se de um Cave de Pedra Egiodola 2005 Premium, de Bento Gonçalves. Esta edição comemora os 10 anos da pequena, mas cuidadosa vinícula.

Enquanto escrevo este post, meia garrafa foi fácil, o que atesta a qualidade do vinho, pelo menos pra mim. Vinho levemente encorpado que desce muito fácil. Se eu achar pra comprar por aqui compro uma caixa rapidinho. Merece um GGGG com louvor.

No rótulo diz que tem aromas de avelã, amêndoas, compota e chocolate. O aroma é bom, mas daí a conseguir identificar todos esses cheiros é pedir demais, ainda mais pra um tosco de carteirinha.

Adega do Tosco

CURITIBA (sonhar pode) Esses dias fiquei sabendo pelo pessoal do O2 que o túnel de Roça Nova, onde o trem começa a descer a Serra do Mar Paranaense, abandonado de 1969, foi fechado. Se trata de um túnel paralelo ao que está em uso e que era ponto de visita de quem passava pela região. Parece que um magnata de muito bom gosto, diga-se de passagem, comprou o túnel e vai fazer uma adega! Nem sei quem é, mas se isso for verdade, já virei fã do cidadão e se for aberto ao público, estarei lá! Se puder ser sócio, serei!

Uma coisa bem mais barata, mas também meio longe do meu alcançe agora, pois eu teria que comprar o apartamento de baixo ou mudar pra uma casa é essa adega que recebi do Julio. Já serve, não?

Que tal ?

Tosco Tomando Vinho

PARIS (enquanto o avião na chega) Não sou um cara com muitas manias, mas uma mania que eu tenho é de querer experimentar as comidas e bebidas dos lugares que visito. Já tomei algumas invertidas por causa disso, como ficar uma noite inteira no banheiro do hotel em Seul, Korea. Mas ainda acho que vale a pena correr o risco.

Na Suiça não encontrei muita coisa diferente pra experimentar em termos de comida, mas fiquei curioso pelos vinhos dado a quantidade de vinhedos nas encostas das montanhas. A conferência foi organizada na província de Valais e a organização teve o bom senso de nos servir os vinhos locais durante o tradicional jantar da conferência.

O jantar foi típico Franco-Suiço com n pratos. Nos primeiros pratos nos serviram um Heida, vinho branco bem interessante. E olha que não sou muito fã de vinho branco. Conhecemos uma garçonete Brasileira que não deixou faltar vinho na nossa mesa.

Quando chegaram as carnes, nos serviram um Syrah de gosto meio duvidoso. Mas como só tinha esse, foi esse mesmo. Mas devo confessar que não estava lá essas coisas. Mas como os caras nos deram a oportunidade de conhecer o que eles fazem como vinho, bebemos em respeito a isso.

Segundo os entendidos da mesa, nessa região da Suiça não faz tanto calor como deveria para ter vinho de melhor qualidade. Em todo caso, Santé!

Do Outro Lado do Rio

PORTO (quase no fim) Ontem no final da tarde fomos conhecer a região das caves de vinho do Porto, as quais ficam do outro lado do rio Douro. Na verdade, do outro lado do rio fica a cidade de Vila Nova de Gaia, ou seja, as caves de vinho do porto não ficam na cidade do Porto.

Existem várias caves que fazem visitas guiadas. Por indicação de alguns amigos fomos visitar a que tem a melhor visita, a cave Ferreira.

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A visita é bastante instrutiva, mas diferentemente de visitar uma destilaria na Escócia onde é possível acompanhar todo  o processo de produção de um single malt, aqui a única coisa que vemos são barris e toneis onde os vinhos ficam envelhecendo.

A produção é toda feita na região do Douro e o vinho é então transportado para essas caves para envelhercer e ser vendido. Por força da lei, para se chamar vinho do Porto, o vinho deve ser produzido na região do Douro. Algumas das coisas que aprendi na visita.

1) O vinho do Porto mais comum não envelhece depois de engarrafado. Se você tem um guardado por muito tempo (como eu tenho) provavelmente ele já perdeu em qualidade.  Talvez você possa usá-lo como vinagre.

2) Os vinhos mais caros e de qualidade muito superior, como os “Vintage”, podem ser guardados por mais tempo. Mas custam muito caro.

3) Os “Vintage”  devem ser tomados em um ou dois dias. Já os vinhos mais comuns como o Ruby e o Tawny podem ser consumidos em até seis meses. Quatro meses para o Tawny e seis para o Ruby.

4) A diferença entre o Ruby e o Tawny é que o Ruby e envelhecido em toneis gigantes como este da foto abaixo. Um tonel deste tem capacidade para até 70 mil litros de vinho. Ou seja, devido ao enorme tamanho do tonel, o vinho tem pouco contato com a madeira (carvalho) e consequentemente tem um envelhecimento mais “pobre”

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Já os Tawnys são envelhecidos em barris de carvalho menores e em geral por mais tempo. Isso dá uma coloração mais clara ao vinho e um sabor melhor. O preço também é um pouco mais elevado, mas eu diria que nesse caso o custo compensa, pois se trata de um vinho bem mais elaborado.

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5) Os vinhos do Porto com excessão das garrafas datadas são uma mistura de vinhos. Se você compra um vinho de 10 anos, quer dizer que está tomando uma mistura de vinhos de 8 a 15 anos que na média ponderada tem 10 anos. É mais ou menos como o whisky blended.

6) Alguns vinhos são extremamente doces. Para produzir esse tipo de vinho eles interrompem a fermentação logo no primeiro dia o que faz com que todos os açucares sejam mantidos. Esses são os vinhos prediletos das mulheres. No caso da Ferreira, o vinho das mulheres se chama Lágrima. Já para a produção dos outros vinhos, a fermentação dura em torno de 3 a 4 dias, quando então é adicionada uma aguardente de 70% ao vinho.

No final da visita temos direito a uma degustação de um branco e um tinto e como não poderia deixar de ser, uma visita a loja oficial da cave, com preços de turista. Isabela também provou o Lágrima da Ferreira.

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Saímos de lá por volta das 7h e já estava escuro. Legal para apreciar a vista das cidades do Porto e Vila Nova de Gaia de cima da ponte.

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